Esta página mostra como está dividido o mercado de sistemas de gestão no Brasil, e por que o comércio investe pouco nisso. Serve para quem está escolhendo ou trocando de sistema. Ao final, você sabe que critério pesa mais do que o tamanho do fornecedor.
Por que o sistema que ninguém vê decide tanto
Pense numa rede de autopeças que roda o dia todo entre balcão, oficina parceira e venda online. O sistema de gestão é a peça de tecnologia menos visível dessa operação, e a que mais decide. Ele guarda o cadastro que alimenta a vitrine, a nota fiscal e a integração com o marketplace, tudo ao mesmo tempo.
ERP: participação por fornecedor
Um mercado concentrado em poucos fornecedores
Uma pesquisa anual com mais de 2.600 respostas válidas mostra dois fornecedores, Totvs e SAP, com 34% do mercado de sistemas integrados de gestão cada um. A Oracle aparece com 10%, e outros fornecedores somam 22%.
Somando os três primeiros, a fatia chega a 78%, mas esse total é um cálculo feito sobre os percentuais publicados. A própria pesquisa não apresenta o número dessa forma.
A distribuição muda por porte de empresa. A Totvs lidera nas menores, com metade da amostra, e a SAP nas maiores, com pouco mais da metade. O meio do mercado é onde a disputa continua aberta.
O comércio investe menos do que precisa
Em investimento de tecnologia como fatia do faturamento, o setor de Serviços chega a 15%, e a média geral fica em 10%. A Indústria fica em 6%, e o Comércio fica na última posição, com 5%.
O contraste incomoda quando se olha o que a Reforma Tributária passou a exigir do cadastro de produto. O setor com a menor fatia de investimento em tecnologia é justamente o que herdou a obrigação de estruturar o imposto dentro do documento fiscal.
TI por setor, em % do faturamento
- Serviços15%
- Média de mercado10%
- Indústria6%
- Comércio5%
O que isso significa para a escolha de fornecedor
Concentração alta costuma significar previsibilidade no roteiro de melhorias do sistema, e pouca atenção sobrando para a operação de porte médio. É nessa faixa que fornecedores especializados por segmento encontram espaço, com profundidade fiscal e de categoria.
Volte à rede de autopeças do início. Para quem decide, o critério útil raramente é o tamanho do fornecedor. É a profundidade fiscal da categoria em que a loja opera, e a capacidade de manter produto, pedido e estoque coerentes entre canais.