O e-commerce brasileiro em números, por assunto
Os números públicos do e-commerce brasileiro, separados em quatro assuntos: a vitrine, a retaguarda, os ramos de varejo e as compras feitas por IA.
Atualizado em 29 de agosto de 2026 · 49 análises · dados de 2025 e 2026 e leitura de 2027
Quatro assuntos, 29 recortes
As abas separam o mercado pelo lugar onde o dinheiro é decidido: a vitrine, a retaguarda, os ramos de varejo e as compras feitas por IA. Em cada aba vem primeiro o contexto e depois os fatos, com fonte e data ao lado.
Frontend do e-commerce
A vitrine é a parte que o cliente enxerga e a única que aparece nas manchetes. Os recortes abaixo dizem quanto o mercado movimenta, que tipo de vendedor puxa o crescimento e por qual porta o comprador chega até a loja.
Tamanho da demanda
O primeiro cuidado ao dimensionar o e-commerce brasileiro é saber qual régua está em uso. A ABIACOM, associação que até pouco tempo atendia pelo nome ABComm, fechou 2025 em R$ 235,5 bilhões. A FecomercioSP, medindo comércio digital com base própria somada ao Observatório do E-commerce do MDIC e ao IBGE, chegou a R$ 295,6 bilhões para o mesmo ano.
As duas contas estão certas dentro do próprio recorte, e por isso nunca devem ser somadas ou comparadas sem carimbo. O que interessa para quem opera é a direção comum: os dois institutos registram alta de dois dígitos em 2025 e uma base de compradores que continua se ampliando.
A projeção da ABIACOM para 2026 é de R$ 259,8 bilhões, divulgada em fevereiro. Ela dá a ordem de grandeza do volume de pedidos, notas e devoluções que a retaguarda terá de processar no ano corrente.
- O comércio eletrônico brasileiro encerrou 2025 com faturamento de R$ 235,5 bilhões, crescimento de 15,3% em relação ao ano anterior.Fonte: ABIACOM, via Central do Varejo, 16 de fevereiro de 2026
- Para 2026, a projeção é de R$ 259,8 bilhões de faturamento.Fonte: ABIACOM, via Central do Varejo, 16 de fevereiro de 2026
- Em 2025, o comércio digital brasileiro movimentou R$ 295,6 bilhões, o maior faturamento da história do setor, pelo recorte da Radiografia do Comércio Eletrônico de 2026.Fonte: FecomercioSP, via Seu Dinheiro, 8 de agosto de 2026
- Em junho de 2026, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,5% frente a maio na série livre de influências sazonais, e 2,9% na comparação com junho de 2025.Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Comércio, 13 de agosto de 2026
Duas réguas para o ano de 2025
Quem está crescendo
O crescimento parou de vir só das grandes operações. A quarta edição do Mapa da Logística, da Loggi, aponta os pequenos negócios como o perfil de maior taxa de crescimento do período, com 77%. O levantamento cobre mais de cinco mil municípios e uma base de vinte e dois mil empresas.
A leitura da FecomercioSP vai na mesma direção por outro caminho: a fatia de empresas optantes pelo Simples Nacional no comércio digital saltou de 3,6% em 2016 para 34% em 2025. A porta de entrada do varejo online ficou muito mais larga.
Para a retaguarda isso muda a régua. Uma loja pequena que cresce 77% ao ano herda problemas de seller grande em catálogo, promessa de entrega, conciliação e obrigação fiscal, sem herdar a equipe que os resolve.
- Na quarta edição do Mapa da Logística, os pequenos negócios tiveram a maior taxa de crescimento do período, 77%.Fonte: Loggi, Mapa da Logística, 4ª edição, 2026
- As PMEs registraram crescimento de 77% no e-commerce em 2025, o maior entre todos os perfis de vendedores, e o valor médio por pedido chegou a R$ 215, 20% acima das grandes marcas e 43% acima dos marketplaces.Fonte: Varejo S.A. e CNDL, sobre o Mapa da Logística da Loggi, 19 de janeiro de 2026
- A participação de empresas do Simples Nacional no comércio digital passou de 3,6% em 2016 para 34% em 2025.Fonte: FecomercioSP, via Seu Dinheiro, 8 de agosto de 2026
Por onde o comprador chega
A porta de entrada mudou de forma mensurável. A Adobe Analytics mediu, na temporada de compras de 2025 nos Estados Unidos, uma alta de 693,4% no tráfego que chega a sites de varejo por ferramentas de IA generativa, na comparação com o ano anterior.
A medição da Adobe cobre o mercado norte-americano, e usar esse percentual como se fosse brasileiro seria transplantar dado. O que ele autoriza a dizer é sobre a direção do movimento e sobre a velocidade dele, que nenhum canal de aquisição tradicional acompanhou.
A Salesforce mediu o mesmo fenômeno pelo lado do assistente: no primeiro semestre de 2025, o volume de tráfego online movido por assistentes de IA cresceu 119% na comparação anual.
- O tráfego para sites de varejo vindo de ferramentas de IA generativa cresceu 693,4% na temporada de 2025 em comparação com o ano anterior, sobre uma base de mais de um trilhão de visitas a sites de varejo dos Estados Unidos.Fonte: Adobe Analytics, 12 de janeiro de 2026
- Os volumes de tráfego online movidos por assistentes de IA cresceram 119% na comparação anual, no primeiro semestre de 2025.Fonte: Salesforce, 17 de novembro de 2025
Canais e marketplaces
Quem desenha canal precisa começar por um fato de proporção: a maior parte da venda digital brasileira já não sai da loja própria. O estudo Panorama E-Commerce, da Visa, mediu que os marketplaces concentravam 71% das vendas do comércio digital no país em 2025 e 2026, contra 20% dos sites próprios das lojas e 8% vindos de redes sociais e de links diretos. A vitrine que a marca controla virou a menor das três portas.
A adesão do lojista acompanhou esse desenho. Pelo levantamento Perfil do E-Commerce Brasileiro, da BigDataCorp, a proporção de vendedores brasileiros presentes em marketplaces saiu de 4% em 2019 para mais de 26% em 2026, sem contar quem opera exclusivamente dentro das plataformas. Em sete anos, estar em marketplace deixou de ser projeto paralelo e passou a ser o canal principal de muita operação.
Do lado do comprador, a audiência se concentra em poucos endereços. Entre março de 2025 e janeiro de 2026, Mercado Livre, Amazon e Shopee saltaram de 76,6% para 82,5% dos acessos aos principais sites de e-commerce que operam no Brasil, segundo dados da Similarweb compilados pelo BTG Pactual. No mesmo intervalo, o grupo Magalu recuou de 13,9% para 11,7% e a Americanas caiu de 2,3% para 0,7%.
Concentração de audiência é também concentração de poder sobre a margem do seller. Segundo o UBS BB, em relatório de março de 2026, a Shopee passou a exigir que todos os vendedores participem do programa de frete grátis. A cobrança ficou em 20% mais R$ 4 nos itens de até R$ 79,99, contra 14% mais R$ 4 quando a adesão ainda era opcional. Quem monta preço para marketplace precisa refazer a conta a cada mudança de regra da plataforma, no ritmo do comunicado e no ritmo do calendário.
- No Brasil, os marketplaces concentravam 71% das vendas do comércio digital em 2025 e 2026, contra 20% dos sites próprios das lojas e 8% de redes sociais e links diretos.Fonte: Estudo Panorama E-Commerce, Visa, via Valor Econômico, 10 de abril de 2026
- A proporção de vendedores brasileiros presentes em marketplaces saltou de 4% em 2019 para mais de 26% em 2026, sem contar os que operam exclusivamente em plataformas.Fonte: BigDataCorp, Perfil do E-Commerce Brasileiro, via Valor Econômico, 10 de abril de 2026
- A participação conjunta de Mercado Livre, Amazon e Shopee nos acessos aos principais sites de e-commerce que operam no Brasil subiu de 76,6% para 82,5% entre março de 2025 e janeiro de 2026.Fonte: Similarweb, compilado pelo BTG Pactual, via O Globo, 2 de março de 2026
- No mesmo levantamento de acessos da Similarweb, entre março de 2025 e janeiro de 2026, o Mercado Livre subiu de 32,3% para 33,7%, a Amazon de 25,5% para 26,5% e a Shopee de 18,8% para 22,3%. Na mesma série da Similarweb, de março de 2025 a janeiro de 2026, o grupo Magalu caiu de 13,9% para 11,7%, o grupo Casas Bahia de 5,3% para 4,1% e a Americanas de 2,3% para 0,7%.Fonte: Similarweb e BTG Pactual, via O Globo, 2 de março de 2026
- Segundo o UBS BB, em relatório de março de 2026, a Shopee passou a exigir que todos os vendedores participem do programa de frete grátis, cobrando 20% mais R$ 4 para itens de até R$ 79,99, quando antes era opcional pagar 14% mais R$ 4.Fonte: UBS BB, via Money Times, 19 de março de 2026
Acessos aos e-commerces, jan/2026
Aprofunde nesta camada
Qual é o share do Mercado Livre, afinal
O Mercado Livre aparece com 47% do GMV (o valor total vendido no canal) do e-commerce brasileiro quando os vendedores estrangeiros ficam de fora. Com eles na conta, a fatia cai para 39% no m…
Frontend do e-commerceSocial e live commerce no Brasil: rápido, mas ainda pequeno
No primeiro ano brasileiro, o TikTok Shop multiplicou por 102 o valor vendido por dia e por 161 o valor gerado nas transmissões ao vivo. Mesmo assim, o canal responde por perto de 1,6% do e-…
Frontend do e-commerceO imposto da compra chinesa acabou ou só entrou em recesso?
Desde 13 de maio de 2026 a compra de até US$ 50 em plataforma do Remessa Conforme paga 0% de Imposto de Importação e só o ICMS estadual de 17% a 20%, pela Medida Provisória 1.357/2026. O efe…
Mídia e retail media
O varejo brasileiro investiu R$ 4,8 bilhões em retail media em 2025, 37% mais que no ano anterior, segundo o Digital Adspend 2026 do IAB Brasil com a Kantar Ibope Media. Retail media é o anúncio vendido dentro do próprio canal de compra, como o resultado patrocinado na busca do marketplace. Quem vende em marketplace já paga por essa vitrine, mesmo sem tratar o gasto como linha de custo.
A eMarketer, citada pelo Valor International em 12 de agosto de 2026, projeta que o formato responda por 16,3% de todo o investimento digital brasileiro em 2026 e concentre 69,1% da verba no Mercado Livre, com 12,7% na Amazon. A concentração define o mapa de escolhas: o lojista tem poucos endereços reais quando decide onde anunciar.
O retorno mostrado pela plataforma mede receita atribuída ao último clique, e a conta que chega ao caixa é outra. Testes independentes de incrementalidade reconstroem retornos de 30% a 60% abaixo do reportado pelas redes, segundo levantamento do The Trade Desk divulgado pela MediaPath em 13 de julho de 2026. O lojista precisa fechar o cálculo com custo do produto, comissão do canal, frete e imposto.
Para o sistema de gestão, o tema vira exigência de dado: margem por SKU, estoque sincronizado com o canal e conciliação de comissão e verba de mídia no mesmo relatório. A WARC projetou, em 19 de agosto de 2026, desaceleração do mercado global para 11,5% em 2027, ritmo que costuma apertar o preço do clique. Anunciar sem saber a margem de cada produto fica caro em 2027.
- O Brasil investiu R$ 4,8 bilhões em retail media digital em 2025, alta de 37% sobre os R$ 3,5 bilhões de 2024.Fonte: IAB Brasil e Kantar Ibope Media, Digital Adspend 2026, 29 de abril de 2026
- Retail media deve chegar a 16,3% do investimento digital brasileiro em 2026, contra 2,3% em 2020.Fonte: eMarketer, via Valor International, 12 de agosto de 2026
- A projeção para 2026 dá 69,1% da verba brasileira de retail media ao Mercado Livre e 12,7% à Amazon.Fonte: eMarketer, participação por empresa no Brasil, 12 de agosto de 2026
- Testes independentes de incrementalidade reconstroem retornos 30% a 60% abaixo dos que as redes reportam por último clique.Fonte: The Trade Desk, The Current, via MediaPath, 13 de julho de 2026
- A margem da mídia vendida no próprio site do varejista fica entre 70% e 90%, ante 5% a 10% da margem de mercadoria.Fonte: TheAdSpend, Retail Media's Fifth Straight Year on Top, 24 de março de 2026
- O investimento mundial em retail media deve somar US$ 223,4 bilhões em 2027, com crescimento de 11,5%.Fonte: WARC, The Future of Commerce Media 2026, 19 de agosto de 2026
Quanto o anúncio dentro da loja já move
WhatsApp e conversa
A CNDL, com o SPC Brasil e a Offerwise, mediu em agosto de 2026 que 73% dos entrevistados fizeram ao menos uma compra pelo WhatsApp no último mês, com média de 2,1 pedidos. O Mobile Time e o Opinion Box apuraram que o aplicativo está instalado em 99% dos smartphones brasileiros. O balcão da loja brasileira mudou de endereço e virou uma conversa.
As empresas acompanharam o movimento pela metade. A Zenvia e o Opinion Box apuraram, em janeiro de 2026, que 88% das empresas usam o aplicativo com objetivo comercial e 65% o apontam como o canal que mais converte. O panorama da RD Station com a TOTVS, de 2026, mostra que 57% ainda operam fora da interface oficial de programação, a API, que é o modo autorizado de ligar o sistema de gestão ao WhatsApp.
O preço do canal muda em 1º de outubro de 2026. A Meta anunciou que as mensagens de utilidade respondidas dentro da janela de 24 horas e as de atendimento, hoje gratuitas nesse recorte, passam a ser cobradas uma a uma, inclusive quando o cliente começou a conversa. A tarifa por país seria publicada até 1º de setembro de 2026. O agente de inteligência artificial da própria Meta já é cobrado por token desde 1º de agosto de 2026.
O sistema de gestão passa a responder por uma conta nova: quantas mensagens cada pedido consome, separadas por categoria, e se a margem cobre esse gasto. Catálogo e estoque precisam ficar sincronizados, porque a conversa de conserto de um pedido sem estoque também custa. Contas de empresas brasileiras têm até 30 de junho de 2027 para migrar o faturamento para reais, sob pena de a Meta parar de entregar suas mensagens.
- 73% dos entrevistados compraram pelo WhatsApp no último mês, com média de 2,1 pedidos, e 55% participam de grupos de ofertas.Fonte: CNDL, SPC Brasil e Offerwise, agosto de 2026
- O WhatsApp está instalado em 99% dos smartphones brasileiros.Fonte: Mobile Time e Opinion Box, Panorama de Mensageria, fevereiro de 2025
- 65% das empresas apontam o WhatsApp como o canal que mais gera conversão, e 88% já o usam com objetivo comercial.Fonte: Zenvia e Opinion Box, Panorama com 200 empresas, janeiro de 2026
- A Meta anunciou que, a partir de 1º de outubro de 2026, cobrará por mensagem as de utilidade respondidas na janela de 24 horas e as de atendimento.Fonte: Meta, WhatsApp Business Platform, aviso replicado pela Zenvia, agosto de 2026
- A Meta liberou no Brasil o Business AI, agente para pequenas e médias empresas que exige ao menos um item no catálogo para recomendar produto.Fonte: Meta, com cobertura da imprensa de tecnologia, 29 de agosto de 2026
- As interações digitais entre marcas e clientes no Brasil cresceram 80% de 2024 para 2025, com alta de 18% no WhatsApp.Fonte: Infobip, Messaging Trends 2026, 1º de maio de 2026
Como a cobrança do WhatsApp mudou de degrau
- jul/2025Cobrança por mensagemA Meta passa a cobrar por mensagem de modelo entregue, em vez de cobrar por conversa de 24 horas.
- ago/2026Agente cobrado por tokenO agente de inteligência artificial da Meta passa a ser cobrado por token, somando processamento e entrega.
- set/2026Tarifa por paísA Meta informou que publicaria até 1º de setembro de 2026 a tabela de preços por país.
- out/2026Atendimento entra na contaUtilidade na janela de 24 horas e atendimento passam a ser cobrados por mensagem.
- jun/2027Faturamento em reaisPrazo para contas de empresas brasileiras migrarem o faturamento; depois disso a entrega para de funcionar.
Vitrine, velocidade e checkout
Loja grande não entrega a vitrine mais rápida. Em análise de dados de campo do Chrome UX Report feita pelo PageSpeed Matters em maio de 2026 sobre cerca de 1,07 milhão de lojas, apenas 36,0% das aproximadamente 140 lojas mais visitadas passam nos três Core Web Vitals no celular, contra 64,7% da cauda longa de lojas pequenas. A diferença inteira se explica pela resposta ao toque, com o tempo de carregamento equilibrado entre os grupos.
O nome dessa resposta ao toque é INP. Ainda pelo PageSpeed Matters, com dados de maio de 2026, 45,3% das maiores lojas têm INP considerado bom, contra 94,6% das pequenas, com mediana de 225 milissegundos nas maiores e de 100 milissegundos nas menores. Cada script de recomendação, chat e pixel de mídia que a loja grande carrega cobra o preço no dedo do comprador.
No fim do funil o quadro é conhecido e continua parado. O benchmark de novembro de 2025 do Baymard Institute cobre 344 sites líderes dos Estados Unidos e da Europa. Ele aponta que 64% dos checkouts de computador e 63% dos de celular têm experiência medíocre ou pior. O checkout médio exibe 23,48 elementos de formulário por padrão, contra um fluxo saudável de 12 a 14 elementos.
No Brasil, a forma de pagar já mudou o desenho dessa tela. Levantamento de julho de 2026 da Nuvemshop, com dados operacionais de mais de 100 mil lojas virtuais, apurou que o Pix respondeu por 50,2% das vendas online em quantidade de pedidos e por 41% do valor financeiro transacionado. Escolher entre pedido e valor muda a conclusão, então a régua precisa vir junto do número em toda decisão de checkout.
- Em análise de campo do Chrome UX Report de maio de 2026 sobre cerca de 1,07 milhão de lojas, apenas 36,0% das aproximadamente 140 lojas mais visitadas passam nos três Core Web Vitals no celular, contra 64,7% da cauda longa de mais de 980 mil lojas pequenas.Fonte: PageSpeed Matters, dados de campo do CrUX de maio de 2026, 16 de julho de 2026
- Pelo PageSpeed Matters, com dados de maio de 2026, a diferença vem da responsividade: 45,3% das maiores lojas têm INP bom, contra 94,6% da cauda longa, com mediana de resposta ao toque de 225 milissegundos nas maiores e de 100 milissegundos nas pequenas.Fonte: PageSpeed Matters, mesma análise de campo do CrUX, maio de 2026
- Em benchmark de novembro de 2025 do Baymard Institute, com 344 sites líderes dos Estados Unidos e da Europa, 64% dos checkouts de computador e 63% dos de celular têm experiência de uso medíocre ou pior; entre aplicativos, a taxa é de 46%.Fonte: Baymard Institute, Checkout UX 2025, atualizado em 25 de novembro de 2025
- O checkout médio medido pelo Baymard Institute exibe 23,48 elementos de formulário por padrão, contra um fluxo ideal de 12 a 14 elementos, ou de sete a oito contando apenas campos preenchíveis.Fonte: Baymard Institute, 50 Cart Abandonment Rate Statistics 2026, atualizado em 22 de setembro de 2025
- Em julho de 2026, a Nuvemshop apurou que o Pix respondeu por 50,2% das vendas online em quantidade de pedidos e por 41% do valor financeiro transacionado, sobre dados operacionais de mais de 100 mil lojas virtuais brasileiras.Fonte: Nuvemshop, via Gazeta de São Paulo, 21 de julho de 2026
Três Core Web Vitals no celular
- As 140 lojas mais visitadas36,0%INP bom em 45,3% delas, pela mesma medição de 2026
- Top 100 mil lojas50,8%
- Top 1 milhão de lojas66,3%
- Cauda longa, mais de 980 mil lojas pequenas64,7%INP bom em 94,6% delas, pela mesma medição de 2026
Aprofunde nesta camada
Por que lojas grandes passam menos em velocidade que as pequenas
Em dados de campo do Chrome UX Report de maio de 2026, analisados pela PageSpeed Matters em cerca de 1,07 milhão de lojas online, apenas 36,0% das cerca de 140 lojas mais visitadas passam no…
Frontend do e-commerceOnde o carrinho brasileiro se perde no checkout
A taxa média de abandono de carrinho é de 70,22% , média de 50 estudos compilados pelo Baymard Institute, e o motivo mais citado por quem desiste é custo extra que aparece tarde, com 40% das…
Frontend do e-commercePlataformas de loja no Brasil: quem lidera depende da régua
Depende do que se conta. Uma régua conta lojas brasileiras ativas com entrega verificada, e nela a Nuvemshop lidera, com 27,73% das lojas. Outra conta a tecnologia instalada em sites .br, e …
Frontend do e-commerceOito em cada dez clientes chegam pelo celular. Quantos você perde na primeira tela?
A Conversion mediu, com dados da Similarweb em agosto de 2025, que mais de 79% dos acessos ao comércio eletrônico brasileiro vieram do celular, sendo 57,0% pela web do telefone e 22,3% por a…
Consumidor e crédito
A demanda que chega à vitrine vem de famílias mais endividadas do que em qualquer ponto da série histórica. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da CNC, apurou 82,0% das famílias brasileiras com algum tipo de dívida em julho de 2026, sexto recorde consecutivo, ante 78,5% um ano antes. Na mesma Peic de julho de 2026, o comprometimento médio do orçamento familiar com dívidas ficou em 29,5%.
O peso não se distribui por igual. Ainda pela CNC, entre as famílias com renda de até três salários mínimos, 84,9% estavam endividadas e 38,5% tinham contas em atraso em julho de 2026, a única faixa de renda em que a inadimplência cresceu na comparação anual. Pela mesma Peic de julho de 2026, nas famílias com renda acima de dez salários mínimos o atraso ficou em 15,1%. Público de ticket baixo e público de ticket alto vivem meses diferentes.
O custo do dinheiro explica boa parte da conta. Segundo leitura da CNC sobre dados do Banco Central, a taxa média de juros ao consumidor no crédito livre não consignado subiu para cerca de 64% ao ano em junho de 2026, mesmo com a Selic recuando de 15% para 14% no período. A Sondagem do Consumidor da FGV registrou queda de 3,6 pontos no índice de confiança em agosto de 2026, para 84,7 pontos, menor patamar desde novembro de 2022.
Para a loja, isso desloca a conversa da vitrine para a prateleira de pagamento. O balanço da Abecs mostra que o parcelado sem juros já responde por quase 43% de tudo que passa no cartão de crédito, e que as compras não presenciais superaram R$ 1 trilhão em 2025, com alta acima de 18%. Quem depende de parcela precisa tratar prazo, antifraude e limite como parte do produto, no mesmo nível da foto e da descrição.
- 82,0% das famílias brasileiras declaravam ter algum tipo de dívida em julho de 2026, o maior patamar da série histórica pela sexta vez seguida, ante 81,6% em junho de 2026 e 78,5% em julho de 2025.Fonte: CNC, Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, amostra de 18 mil famílias, 6 de agosto de 2026
- Entre as famílias com renda de até três salários mínimos, 84,9% estavam endividadas e 38,5% tinham dívidas em atraso em julho de 2026, a única faixa de renda em que a inadimplência cresceu na comparação anual.Fonte: CNC, Peic, via Gazeta do Povo, 26 de agosto de 2026
- A taxa média de juros ao consumidor no crédito livre não consignado subiu para cerca de 64% ao ano em junho de 2026, mesmo com a Selic recuando de 15% para 14% ao ano no período.Fonte: Banco Central, em leitura da CNC, via Gazeta do Povo, 26 de agosto de 2026
- O Índice de Confiança do Consumidor da FGV caiu 3,6 pontos em agosto de 2026, para 84,7 pontos, quarta queda consecutiva e menor patamar desde novembro de 2022.Fonte: FGV Ibre, Sondagem do Consumidor, 25 de agosto de 2026
- O parcelado sem juros responde por quase 43% de tudo que passa no cartão de crédito, e as compras não presenciais com cartões cresceram mais de 18% em 2025, superando R$ 1 trilhão.Fonte: Abecs, balanço de 2025, 11 de fevereiro de 2026
O orçamento de quem compra em 2026
Aprofunde nesta camada
Por que o crédito trava a venda em 2026 e 2027
O endividamento das famílias brasileiras chegou a 82,0% em julho de 2026, o sexto recorde seguido. Nesse mesmo mês, 29,8% das famílias estavam com contas em atraso e 83,9 milhões de pessoas …
Frontend do e-commerceSeu clube perde assinante por preço ou por decepção?
Pagamentos recorrentes com cartão somaram R$ 141,9 bilhões em 2025, alta de 34% sobre 2024, segundo a Abecs em fevereiro de 2026. A pesquisa da Vindi com o Opinion Box divulgada em agosto de…
Dados do cliente e LGPD
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados aplicou multa de R$ 153.769.671,33 ao TikTok em 25 de agosto de 2026, por falhas na proteção de dados de crianças e adolescentes. Até aquela semana, a maior multa em dinheiro da autoridade tinha sido de R$ 14.400, aplicada em julho de 2023 a uma microempresa de telemarketing. A régua da sanção subiu quatro ordens de grandeza em um único ato.
O calendário da fiscalização também ficou explícito. O Mapa de Temas Prioritários para 2026 e 2027, aprovado pela Resolução CD/ANPD nº 30 de dezembro de 2025, reserva cinco ações para o uso secundário de dados pessoais em publicidade direcionada com perfilamento. Essas ações estão previstas para o primeiro semestre de 2027, no calendário da própria resolução. Perfilamento é montar um perfil de comportamento a partir do que a pessoa comprou, para decidir o que oferecer a ela.
O Judiciário chegou antes do regulador em um ponto sensível do varejo. A Vara de Interesses Difusos de São Luís condenou uma rede de farmácias a R$ 10 milhões, com eficácia nacional, por condicionar desconto à informação do CPF, segundo análise do escritório Baptista Luz publicada em junho de 2026. O caixa que amarra preço promocional ao CPF já tem precedente contra si.
O software de gestão ganha três requisitos até 2027: separar o CPF de finalidade fiscal do cadastro de marketing, gravar data, canal e texto de cada aceite, e fazer a recusa valer em todos os canais no mesmo dia. A multa simples da Lei Geral de Proteção de Dados chega a 2% do faturamento no Brasil, com limite de R$ 50 milhões por infração. O prazo para comunicar incidente de segurança é de três dias úteis.
- A ANPD multou o TikTok em R$ 153.769.671,33 por tratamento irregular de dados de crianças e adolescentes.Fonte: ANPD, decisão publicada no Diário Oficial da União, 25 de agosto de 2026
- Até agosto de 2026, a única multa em dinheiro da autoridade havia sido de R$ 14.400, aplicada em julho de 2023 a uma microempresa de telemarketing.Fonte: L+H Law, Oito anos de LGPD: o que aprendemos até agora, 15 de agosto de 2026
- O Mapa de Temas Prioritários reserva cinco ações de fiscalização sobre uso secundário de dados para publicidade direcionada, no primeiro semestre de 2027.Fonte: ANPD, Resolução CD/ANPD nº 30/2025, 24 de dezembro de 2025
- O mesmo mapa prevê 25 atividades de fiscalização sobre direitos dos titulares e 10 sobre dados biométricos, de saúde e financeiros.Fonte: Data Privacy Brasil, análise da Resolução CD/ANPD nº 30/2025, 23 de janeiro de 2026
- A multa simples pode chegar a 2% do faturamento da empresa no Brasil, limitada a R$ 50 milhões por infração.Fonte: Lei 13.709/2018, artigo 52, 14 de agosto de 2018
- Uma decisão judicial condenou uma rede de farmácias a R$ 10 milhões, com eficácia nacional, por condicionar desconto à informação do CPF.Fonte: Vara de Interesses Difusos de São Luís, analisada por Baptista Luz, junho de 2026
Posso mandar essa mensagem para esse cliente?
- SeA mensagem trata de um pedido que o cliente fezentãoPode enviar: é comunicação transacional, ligada ao contrato.
- SeO cliente nunca deu aceite específico para receber ofertaentãoSegure a campanha e ofereça o aceite separado do cadastro do clube.
- SeO aceite existe, mas sem registro de data, canal e textoentãoConserte o registro antes do próximo disparo, porque a prova é do lojista.
- SeO desconto do caixa depende de informar o CPFentãoReveja a regra: essa prática já rendeu condenação de R$ 10 milhões.
Backend e gestão
A retaguarda é onde a promessa da vitrine se cumpre ou se desfaz. Em 2026 ela ganhou uma obrigação nova, que vive dentro do formato da nota fiscal. Ela também responde pela entrega e pelo sistema que mantém produto, pedido e estoque na mesma base.
A Reforma dentro da nota
A Reforma Tributária do Consumo deixou de ser assunto de planejamento e virou campo obrigatório no documento fiscal. A Nota Técnica 2025.002, do Portal da NF-e, adequa os leiautes da NF-e e da NFC-e para incluir os campos e as regras de validação de IBS, CBS e Imposto Seletivo. A versão vigente é a 1.51, publicada em 4 de agosto de 2026.
A base legal é a Lei Complementar 214, de 16 de janeiro de 2025, que institui os três tributos e cria o Comitê Gestor do IBS. Em 13 de janeiro de 2026 a Lei Complementar 227 instituiu o Comitê Gestor e alterou dezenas de dispositivos da lei anterior, inclusive os que tratam de plataforma digital.
Sobre o split payment cabe uma correção que circula errada no mercado. O artigo 31 da LC 214 determina que prestadores de serviço de pagamento segreguem e recolham IBS e CBS na liquidação financeira, e o artigo 35 remete a implementação gradual a ato conjunto do Comitê Gestor e da Receita Federal. Nenhum dispositivo fixa um ano de largada.
Para 2026 o ADCT prevê alíquotas de teste de 0,1% para o IBS e 0,9% para a CBS. A LC 214 dispensa o recolhimento de quem cumprir as obrigações acessórias previstas na legislação, o que transforma o ano em ensaio de cadastro e de emissão.
- Nota Técnica 2025.002 v.1.51, publicada em 04/08/2026: nota técnica de adequação dos leiautes da NF-e e da NFC-e para inclusão dos campos e das regras de validação referentes à Reforma Tributária do Consumo.Fonte: Portal da NF-e, lista de Notas Técnicas, 4 de agosto de 2026
- A Lei Complementar 214, de 16 de janeiro de 2025, institui o Imposto sobre Bens e Serviços, a Contribuição Social sobre Bens e Serviços e o Imposto Seletivo, e cria o Comitê Gestor do IBS.Fonte: Presidência da República, Planalto, 16 de janeiro de 2025
- A Lei Complementar 227, de 13 de janeiro de 2026, institui o Comitê Gestor do IBS e altera dezenas de dispositivos da LC 214, entre eles as regras de responsabilidade da plataforma digital no split payment.Fonte: Presidência da República, Planalto, 13 de janeiro de 2026
- Artigo 31 da LC 214: os prestadores de serviços de pagamento eletrônico deverão segregar e recolher, no momento da liquidação financeira da transação (split payment), os valores do IBS e da CBS. O artigo 35 remete a implementação gradual a ato conjunto do Comitê Gestor e da Receita Federal.Fonte: Presidência da República, Planalto, texto vigente, agosto de 2026
- ADCT, artigo 125: em 2026 o IBS será cobrado à alíquota estadual de 0,1% e a CBS à alíquota de 0,9%.Fonte: Emenda Constitucional 132/2023, Planalto, 20 de dezembro de 2023
- Portaria SRE 79 de 2024, artigo 34-D: a emissão do Cupom Fiscal Eletrônico via SAT fica vedada a partir de 1º de janeiro de 2026 em São Paulo, e o artigo 34-C já veda a ativação de novos equipamentos.Fonte: Secretaria da Fazenda de São Paulo, 31 de outubro de 2024
Aprofunde nesta camada
Split payment: o que já vale e o que ainda espera data
A lei que criou os novos tributos deixou a data do split payment para um ato futuro do comitê gestor e da Receita Federal. O que já é obrigatório é outra coisa. Desde agosto de 2026, a nota …
Backend e gestãoO que sua loja precisa ter pronto antes de 1º de janeiro de 2027?
O calendário da reforma tributária tem datas firmes e uma incerteza grande. Os campos de IBS e CBS são obrigatórios na NF-e e na NFC-e desde 3 de agosto de 2026, pelo Ato Conjunto RFB/CGIBS …
Backend e gestãoSua loja ainda depende de um equipamento fiscal que saiu de cena?
A era do equipamento fiscal acabou em dois estados na mesma data. Em São Paulo, a emissão do CF-e-SAT está vedada desde 1º de janeiro de 2026 pela Portaria SRE 79/2024, e no Ceará o Decreto …
Entrega e geografia do pedido
A malha de entrega mudou de forma junto com o perfil do vendedor. O Mapa da Logística mostra que a coleta ainda responde por dois terços das operações, enquanto os pontos de recebimento já ficam com um terço. Cada ponto de recebimento é um contrato, uma janela e um evento de rastreio a mais para a retaguarda controlar.
As categorias que mais cresceram apontam para onde a exigência de dado de produto aumenta. Óticas lideram com 126%, seguidas por farmácias com 101% e por móveis e decoração com 83%. As três dependem de atributo técnico, prescrição, dimensão ou prazo de montagem para que a venda se sustente.
O contraste com o varejo físico ajuda a calibrar expectativa. O IBGE registra tecidos, vestuário e calçados em queda de 1,7% na comparação com junho de 2025, enquanto o varejo geral avança 2,9% no mesmo recorte.
- Embora a coleta ainda represente 67% das operações, o uso de pontos de recebimento já responde por 33%.Fonte: Varejo S.A. e CNDL, sobre o Mapa da Logística da Loggi, 19 de janeiro de 2026
- Crescimento por categoria no e-commerce em 2025: óticas 126%, farmácias 101%, móveis e decoração 83%, itens de livraria 71% e eletrônicos e informática 56%.Fonte: Varejo S.A. e CNDL, sobre o Mapa da Logística da Loggi, 19 de janeiro de 2026
- O varejo de vestuário deve movimentar R$ 314,9 bilhões em 2025 em valores nominais, crescimento de 6,8% sobre 2024, com previsão de venda de 6,4 bilhões de peças.Fonte: IEMI, Inteligência de Mercado, 10 de dezembro de 2025
Categorias em maior alta em 2025
- Óticas126%
- Farmácias101%
- Móveis e decoração83%
- Itens de livraria71%
- Eletrônicos e informática56%
Aprofunde nesta camada
Quanto custa entregar, e quanto custa receber de volta
A entrega de última milha no Brasil movimenta cerca de USD 2,9 bilhões por ano. Esse trecho final concentra de 40% a 50% do custo logístico na América do Sul. Do outro lado da doca, entre 17…
Backend e gestãoVale a pena colocar o seu estoque dentro do armazém do marketplace?
A Amazon informou, em maio de 2026, que os vendedores com FBA mais que dobraram os pedidos entregues no Brasil no primeiro trimestre daquele ano sobre o mesmo período de 2025, e a Eship regi…
Backend e gestãoSua loja consegue despachar o pedido que veio pelo site?
A Vivara informou que 57,0% das vendas digitais do segundo trimestre de 2026 foram faturadas ou entregues pelas próprias lojas, contra 45,4% no ano de 2025, e o Grupo SBF declarou à Exame, e…
O software que sustenta
A camada de gestão é a que menos aparece e a que mais decide. O ERP guarda o cadastro que alimenta a vitrine, a nota fiscal e o marketplace ao mesmo tempo, e é nele que a obrigação de IBS e CBS precisa nascer certa.
No Brasil esse mercado é concentrado. A 36ª Pesquisa Anual do Uso de TI da FGVcia mede Totvs e SAP com 34% cada e Oracle com 10% entre os sistemas integrados de gestão, o que soma 78% em três fornecedores por cálculo sobre os dados publicados. A própria pesquisa não usa esse número consolidado.
A mesma pesquisa mostra o comércio investindo 5% do faturamento em tecnologia, contra uma média de mercado de 10%. O setor que mais depende de cadastro correto é o que menos gasta para mantê-lo.
A Onclick, patrocinadora deste portal, declara publicamente uma base de mais de 1300 clientes e reúne ERP, plataforma de e-commerce, hub de integrações e PDV Web na mesma base de dados.
- A Onclick declara mais de 1300 clientes na sua página institucional, com ERP, a plataforma KPL, o hub APIECOMM e o PDV Web sobre a mesma base.Fonte: Onclick, site institucional, consultado em 22 de agosto de 2026
- Sistemas integrados de gestão: Totvs e SAP têm 34% do mercado cada um, Oracle 10% e outros 22%. A soma de 78% em três fornecedores é cálculo sobre esses percentuais, e a pesquisa não publica esse consolidado.Fonte: FGVcia, 36ª Pesquisa Anual do Uso de TI (cópia arquivada; fgv.br fora do ar em 22/08/2026), pesquisa realizada até junho de 2025
- Gastos e investimentos em TI como percentual do faturamento, em médias e grandes empresas: Serviços 15%, média de mercado 10%, Indústria 6% e Comércio 5%.Fonte: FGVcia, 36ª Pesquisa Anual do Uso de TI (cópia arquivada), pesquisa realizada até junho de 2025
- O varejo de vestuário movimenta R$ 314,9 bilhões em 2025 em valor nominal, enquanto a Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE registra o grupo de tecidos, vestuário e calçados em queda de 1,7% de volume na comparação com junho de 2025.Fonte: IEMI e IBGE, dezembro de 2025 e agosto de 2026
Implantação, nuvem e parceiros
O Panorama Consulting mediu mediana de 9 meses para um projeto de ERP na edição 2026 do ERP Report, divulgada em 4 de março de 2026, contra os 15,5 meses da série anterior. A mesma pesquisa, com 170 respondentes, registra que mais de um quarto dos projetos estourou o orçamento e aponta governança, resistência à mudança e redesenho de processo como causa principal do atraso.
A conta de infraestrutura acompanha essa mudança. A Audaks comparou, em estudo de 15 de maio de 2026, 36 meses de um ambiente Protheus de 30 usuários e encontrou cerca de R$ 77 mil em nuvem nacional, R$ 95 mil em servidor próprio e R$ 329 mil na AWS. A TOTVS e a H2R mediram, em julho de 2026, 77% das organizações brasileiras já em nuvem, com 63% ainda mantendo o ERP em servidor dedicado.
Quem implanta o sistema raramente é o fornecedor sozinho. A Omie declarava, em agosto de 2026, mais de 25 mil escritórios contábeis parceiros e mais de 200 mil clientes, e a Conta Azul declara parceria com 14 mil empresas de contabilidade. No porte maior, a TOTVS concluiu a compra da Linx em 2 de março de 2026 e passou a reorganizar a capilaridade do varejo.
O calendário de 2027 aperta os dois lados. A CBS substitui PIS e Cofins em 1º de janeiro, a Microsoft encerra o suporte do Windows Server 2016 em 12 de janeiro e a SAP encerra a manutenção principal do ECC em 31 de dezembro. O lojista que for trocar de sistema faz bem em orçar o ano 1 em três a cinco vezes a licença anual e contratar por marco entregue.
- O Panorama Consulting mediu mediana de 9 meses de duração em projetos de ERP, contra 15,5 meses na série anterior, com 170 respondentes.Fonte: Panorama Consulting Group, The 2026 ERP Report, 4 de março de 2026
- Pesquisa da ISG com 200 decisores encontrou quase 60% dos projetos de migração de SAP atrasados e acima do orçamento.Fonte: ISG, pesquisa com decisores seniores (via The Register), 5 de fevereiro de 2026
- A TOTVS e a H2R mediram 77% das organizações brasileiras já em nuvem, com 63% ainda mantendo o ERP em servidor próprio ou dedicado.Fonte: TOTVS e H2R, Panorama Cloud nas empresas brasileiras (via Valor), 23 de julho de 2026
- A Audaks comparou 36 meses de um ambiente Protheus de 30 usuários e encontrou R$ 77 mil em nuvem nacional, R$ 95 mil em servidor próprio e R$ 329 mil na AWS.Fonte: Audaks, estudo de custo de ERP brasileiro em nuvem, 15 de maio de 2026
- A Fortinet contou 753,8 bilhões de tentativas de ataque cibernético no Brasil em 2025, com o varejo entre os três setores mais visados.Fonte: Fortinet, Global Threat Landscape 2026 (via TI Inside), 11 de maio de 2026
- A Omie declara mais de 25 mil escritórios contábeis parceiros e mais de 200 mil clientes na plataforma.Fonte: Omie, página institucional Quem Somos, 26 de agosto de 2026
Custo de 36 meses de um ERP de 30 usuários
Aprofunde nesta camada
Quanto tempo até o ERP novo começar a valer a pena?
A edição 2026 do ERP Report do Panorama Consulting mediu mediana de nove meses de projeto, contra 15,5 meses na série anterior, com mais de um quarto dos projetos estourando o orçamento. O G…
Backend e gestãoQuem realmente escolhe o sistema de gestão da sua loja?
Na pequena empresa brasileira, quem indica o sistema de gestão quase nunca é quem o instala. A Omie declara mais de 25 mil escritórios contábeis parceiros e mais de 200 mil clientes em sua p…
Backend e gestãoO que acontece com a sua loja se o servidor da retaguarda parar amanhã?
Dados da ABES citados pela TOTVS em julho de 2026 apontam que 63% das empresas ainda mantêm o ERP em servidor próprio ou em infraestrutura dedicada , enquanto 77% das organizações brasileira…
Pagamentos e recebíveis
O caixa do varejo brasileiro roda hoje sobre dois motores de tamanho muito diferente. Segundo o Relatório de Gestão do Pix do Banco Central publicado em agosto de 2026, o Pix movimentou R$ 35,328 trilhões em 2025, alta de 33,8% sobre o ano anterior. Os cartões movimentaram R$ 4,5 trilhões no mesmo ano, alta de 10,1% pelo balanço de 2025 da Abecs. Um liquida na hora, o outro liquida em prazo, e a retaguarda concilia os dois dentro do mesmo pedido.
Dentro do e-commerce a proporção entre eles depende do que se conta. Em recorte divulgado em julho de 2026, levantamento da Nuvemshop com mais de 100 mil lojas virtuais em atividade coloca o Pix em 50,2% dos pedidos e em 41% do valor financeiro transacionado. O cartão continua concentrando o ticket alto porque carrega o parcelamento, e é essa diferença que faz o recebível, e não a venda, definir a data em que o dinheiro entra na conta.
O recebível de cartão virou mercado com preço próprio. A antecipação cresceu 43% em 2025, saindo de R$ 428,6 bilhões para R$ 614,9 bilhões, segundo a Núclea, ritmo três vezes mais rápido que o do próprio cartão de crédito, que subiu 14,5% no período. O registro obrigatório em vigor desde junho de 2021 permite oferecer o recebível como garantia a qualquer credor, inclusive fora da adquirente que processou a venda.
Duas frentes seguem abertas para 2027. Em 4 de dezembro de 2025 o Banco Central desistiu de regulamentar o Pix Parcelado e proibiu as instituições de usar esse nome comercial, mantendo a modalidade como linha de crédito com juros na casa de 5% ao mês. Na outra ponta, o Open Finance brasileiro superava 110 milhões de consentimentos únicos e girava entre 10 e 12 bilhões de chamadas de API por semana em julho de 2026, pela contagem da ABBC.
- O Pix movimentou R$ 35,328 trilhões em 2025, alta de 33,8% sobre os R$ 26,46 trilhões de 2024, com 79,8 bilhões de transações.Fonte: Banco Central do Brasil, 2ª edição do Relatório de Gestão do Pix, 10 de agosto de 2026
- Os cartões de crédito, débito e pré-pago movimentaram R$ 4,5 trilhões em 2025, alta de 10,1% sobre 2024: R$ 3,1 trilhões no crédito, R$ 1 trilhão no débito e R$ 397 bilhões no pré-pago.Fonte: Abecs, balanço de 2025, 11 de fevereiro de 2026
- A antecipação de recebíveis de cartões cresceu 43% em 2025, de R$ 428,6 bilhões para R$ 614,9 bilhões, e o número de estabelecimentos que usou a modalidade subiu 33,4%.Fonte: Núclea, dados de 2025 citados pelo Valor Econômico, 14 de abril de 2026
- Em levantamento da Nuvemshop de julho de 2026 com mais de 100 mil lojas virtuais brasileiras, o Pix respondeu por 50,2% dos pedidos e 41% do valor financeiro das vendas online.Fonte: Nuvemshop, 21 de julho de 2026
- O Open Finance brasileiro superava 110 milhões de consentimentos únicos e registrava entre 10 e 12 bilhões de chamadas de API por semana.Fonte: Leandro Vilain, presidente da ABBC, em entrevista à Forbes Brasil, 21 de julho de 2026
Cartões em 2025, por produto
Aprofunde nesta camada
Pix Automático e o que mudou na cobrança recorrente
O Pix Automático, em vigor desde junho de 2025 e obrigatório para todos os bancos desde janeiro de 2026, passou de R$ 1,2 bilhão em transações mensais em junho de 2026. No mesmo intervalo, o…
Backend e gestãoVale a pena oferecer crédito no balcão com Open Finance?
A iniciação de pagamento por Pix no Open Finance movimentou R$ 15,3 bilhões em 2025, contra R$ 3,2 bilhões em 2024, segundo dados do Banco Central publicados em janeiro de 2026. As operações…
Backend e gestãoO carnê da sua loja ainda vai dar lucro em 2027?
O crédito concedido pelo próprio comerciante respondeu por 15,52% do faturamento em 2025, contra 9,27% em 2023, segundo estudo da RPE divulgado em agosto de 2026. O preço aparece na carteira…
Integração, estoque e risco
A integração entre loja, ERP e marketplace se mede pelo que falta na prateleira. O Índice de Ruptura da Neogrid fechou dezembro de 2025 em 11,4% do mix das lojas acompanhadas, e a média do ano ficou em 12,28%, contra 13,09% em 2024, pela mesma série. Cada ponto desse índice é um pedido que entrou sem lastro de estoque ou um anúncio que continuou no ar depois que a última unidade saiu, e os dois casos terminam em cancelamento manual.
A perda tem endereço administrativo. A pesquisa do Comitê de Eficiência Operacional da ABRAS mediu eficiência operacional de 98,18% no supermercadista em 2025, o equivalente a uma perda média de 1,82%, e apontou os erros de inventário como 47% das ocorrências administrativas. Na mesma edição de 2026, o prazo de validade subiu de 37% para 41% dentro da quebra operacional, sinal de compra e giro planejados sobre um saldo errado na origem.
O investimento em software de retaguarda acompanha essa conta. A Grand View Research avalia o mercado brasileiro de sistemas de gestão de armazém em US$ 195,8 milhões em 2023, com projeção de US$ 635,7 milhões até 2030 e crescimento anual composto de 19,2% entre 2025 e 2030, pelo mesmo estudo. Na gestão de transporte, o estudo Global TMS da Manhattan Associates com a Vanson Bourne registrou 43% das empresas brasileiras integrando IA ao TMS em 2025, contra 37% na média global.
O terceiro lado da integração é o risco que atravessa cadastro e pagamento. A Serasa Experian, que incorporou a ClearSale, informa ter barrado R$ 70 bilhões em tentativas de fraude no Brasil em 2025, com mais de 180 mil tentativas no e-commerce apenas em dezembro daquele ano e potencial de prejuízo de R$ 222,68 milhões. A conta do vazamento vem do artigo 52 da Lei 13.709 de 2018, em vigor em 2026, que prevê multa de 2% do faturamento anual da empresa no Brasil, limitada a R$ 50 milhões por infração.
- O Índice de Ruptura fechou dezembro de 2025 em 11,4% e a média anual de 2025 ficou em 12,28%, redução de 0,81 ponto percentual sobre a média de 2024.Fonte: Neogrid, Índice de Ruptura, 26 de fevereiro de 2026
- O varejo supermercadista registrou eficiência operacional de 98,18% em 2025, perda média de 1,82%; os erros de inventário respondem por 47% das ocorrências administrativas e o prazo de validade subiu de 37% para 41% dentro da quebra operacional.Fonte: ABRAS, Comitê de Eficiência Operacional, pesquisa Smart Market 2026, 4 de maio de 2026
- O mercado brasileiro de sistemas de gestão de armazém gerou US$ 195,8 milhões em 2023 e deve chegar a US$ 635,7 milhões até 2030, com crescimento anual composto de 19,2% entre 2025 e 2030.Fonte: Grand View Research, citada pelo Valor Econômico, 15 de setembro de 2025
- No Global TMS Research de 2025, 43% das empresas no Brasil integram IA e aprendizado de máquina a sistemas de gestão de transporte, acima da média global de 37%; 75 dos 1.450 executivos entrevistados são brasileiros.Fonte: Manhattan Associates e Vanson Bourne, Global TMS Research, 12 de setembro de 2025
- A multa administrativa da LGPD é de até 2% do faturamento da empresa, grupo ou conglomerado no Brasil no último exercício, excluídos tributos, limitada a R$ 50 milhões por infração.Fonte: Lei 13.709 de 2018, artigo 52, inciso II, Planalto, em vigor desde 18 de setembro de 2020
O custo do cadastro que não bate
Aprofunde nesta camada
Por que o saldo da tela não chega na prateleira
O Índice de Ruptura da Neogrid fechou dezembro de 2025 em 11,4% do mix total das lojas, com média anual de 12,28% em 2025 contra 13,09% no ano anterior. No mesmo ano, o setor supermercadista…
Backend e gestãoPor que a fraude cai e o financeiro não fecha a conta
A fraude no cartão perde participação e, ao mesmo tempo, o número de ataques cresce. Os dois movimentos convivem porque medem coisas diferentes: um divide perda por valor aprovado, o outro c…
ERP, SaaS e consolidação
O software de gestão brasileiro entrou numa fase de compra de base instalada. O mercado de TI do país somou US$ 67,8 bilhões em 2025, alta de 18,5% sobre os US$ 58,6 bilhões de 2024, com projeção de 5,3% para 2026, segundo o estudo da ABES com dados da IDC. A receita nova desacelera enquanto a demanda por gestão continua, e o crescimento passa a vir de aquisição de carteira, algo que muda a régua de quem escolhe fornecedor.
A liderança do ERP está medida e empatada. A 36ª Pesquisa Anual do Uso de TI da FGVcia, com campo encerrado em junho de 2025, apura TOTVS e SAP com 34% cada entre as empresas que usam ERP, Oracle com 10% e os demais fornecedores somando 22%. Por porte, a TOTVS lidera com 50% nas empresas de até 180 usuários e a SAP com 51% acima de 800. O documento publica os percentuais separados, e a soma dos três maiores é conta de quem cita.
O calendário recente mostra o movimento em curso. A TOTVS pagou R$ 3,05 bilhões pela Linx, negócio anunciado em julho de 2025 e concluído em 2 de março de 2026 após aprovação do CADE sem restrições, cinco anos depois de a StoneCo ter comprado a mesma empresa por R$ 6,7 bilhões. A Senior Sistemas anunciou em 3 de dezembro de 2025, pelo Valor Econômico, a compra da CIGAM Software por R$ 162,5 milhões, sujeita à aprovação do CADE, e a Nuvini, grupo listado na Nasdaq que reúne a Onclick, soma sete empresas e mais de 22.400 clientes.
Para 2027 a disputa se desloca para o que o ERP resolve sozinho. O Gartner projetou em 24 de fevereiro de 2026 que 62% do gasto com ERP em nuvem esteja em soluções com IA em 2027, contra 14% em 2024, na mesma projeção. A casa também estimou, em 25 de junho de 2025, que mais de 40% dos projetos de IA agêntica sejam cancelados até o fim de 2027, por custo crescente, valor de negócio pouco claro ou controle de risco insuficiente. As duas previsões descrevem o mesmo ano e convivem sem se anular.
- O mercado brasileiro de TI somou US$ 67,8 bilhões em 2025, crescimento de 18,5% sobre 2024, com projeção de 5,3% para 2026, contra média mundial de 9,7%.Fonte: ABES, com dados da IDC, Mercado Brasileiro de Software: Panorama e Tendências 2026, 1º de abril de 2026
- Entre as empresas que usam ERP, TOTVS e SAP têm 34% de participação cada, Oracle 10% e os demais fornecedores 22%; por porte, a TOTVS lidera com 50% até 180 usuários e a SAP com 51% acima de 800.Fonte: FGVcia da FGV-Eaesp, 36ª Pesquisa Anual do Uso de TI nas Empresas (cópia arquivada), junho de 2025, amostra de 2024 e 2025
- A TOTVS pagou R$ 3,05 bilhões pela Linx, negócio anunciado em julho de 2025 e concluído em 2 de março de 2026 após aprovação do CADE sem restrições; em 2020 a StoneCo havia pago R$ 6,7 bilhões pela mesma empresa.Fonte: TOTVS, comunicado de conclusão, e Valor International, 2 de março de 2026
- O portfólio da Nuvini reúne sete empresas e mais de 22.400 clientes, entre elas a Onclick, com R$ 193 milhões de receita líquida e margem bruta de 62,1% no exercício de 2024.Fonte: Nuvini Group Limited (Nasdaq: NVNI), comunicado ao mercado, 6 de abril de 2026
- O Gartner projeta que 62% do gasto com ERP em nuvem esteja em soluções com IA em 2027, contra 14% em 2024, e que o fechamento financeiro fique 30% mais rápido até 2028 nas empresas com assistentes embutidos.Fonte: Gartner, 24 de fevereiro de 2026
Consolidação do software de gestão
- 2020StoneCo compra a LinxR$ 6,7 bilhões, superando a proposta original da TOTVS.
- Julho de 2025TOTVS anuncia a recompra da LinxR$ 3,05 bilhões, menos da metade do valor pago cinco anos antes.
- Dezembro de 2025Senior anuncia a compra da CIGAMR$ 162,5 milhões por uma base de cerca de dez mil empresas clientes, sujeito à aprovação do CADE.
- 2 de março de 2026TOTVS conclui a aquisiçãoOperação fechada após aprovação do CADE sem restrições.
- 6 de abril de 2026Nuvini vai aos Estados UnidosAcordo por 51% do negócio americano da Beyondsoft, cerca de US$ 80,7 milhões.
- 2027O gasto migra para IA embutidaProjeção de 62% do gasto com ERP em nuvem em soluções com IA.
Verticais dos clientes Onclick
Esta parte olha para o varejo especializado: joias e semijoias, moda e calçados, óticas com cosméticos e papelaria, e o calendário que organiza a receita do ano. Cada recorte responde às mesmas perguntas: qual o tamanho do mercado, quem publica o número, qual canal concentra a venda e onde a operação trava no estoque. A leitura ajuda a dimensionar grade, coleção e pico de estação antes de fechar a compra.
Joalheria e semijoias
A régua mais completa hoje disponível para o mercado brasileiro de joias vem da Mordor Intelligence. Em relatório de 2026, a casa dimensiona em US$ 15,29 bilhões o mercado de 2025, com joias finas e bijuterias somadas em todos os canais. A mesma projeção prevê US$ 16,38 bilhões para 2026 e US$ 23,12 bilhões para 2031, no horizonte do estudo. Quem compara tamanhos de joalheria precisa conferir o recorte antes do algarismo, porque estudos de escopo estreito circulam com valores muito menores e acabam lidos como se medissem a mesma coisa.
O canal físico segue no controle da venda, com 88,82% de participação em 2025 pela medição da Mordor Intelligence. O mesmo relatório projeta crescimento de 7,76% ao ano para o canal online até 2031, acima dos 7,12% ao ano do mercado inteiro, medido entre 2026 e 2031 pela mesma casa. A composição do valor também é concentrada: as joias finas ficaram com 84,65% do mercado de 2025 e os metais preciosos responderam por 61,92% do valor, ambos na mesma fonte. Para o lojista, isso desenha vitrine cara, giro lento e capital parado em peça de alto valor unitário.
O polo de Limeira dá a escala industrial da semijoia brasileira. Em reportagem de 4 de novembro de 2025, o G1 Piracicaba e Região registra cerca de 1.500 empresas do setor na cidade, por volta de 20 mil empregos diretos e 70 toneladas mensais de produção, revendidas em todo o país e exportadas para América Latina, Alemanha e Estados Unidos. A mesma cobertura conta que o 8º Festival da Semijoia reuniu 53 lojistas e revendedores, com expectativa de superar R$ 10 milhões em negócios contra R$ 7 milhões na edição anterior.
No sistema de gestão, a joalheria cobra três controles ao mesmo tempo: consignação, com mostruário em poder do representante; grade por metal, pedra e tamanho de anel; e picos concentrados nas datas comemorativas do primeiro semestre e no Natal. Quando a peça é praticamente única, um erro de baixa vira ruptura de item exclusivo, e o prejuízo aparece na margem antes de aparecer no volume vendido.
- O mercado brasileiro de joias, somando joias finas e bijuterias em todos os canais, chegou a US$ 15,29 bilhões em 2025, com projeção de US$ 16,38 bilhões em 2026 e US$ 23,12 bilhões em 2031.Fonte: Mordor Intelligence, Brazil Jewelry Market, 2026
- O varejo físico controlou 88,82% do mercado brasileiro de joias em 2025, com o canal online projetado para crescer 7,76% ao ano até 2031, segundo a Mordor Intelligence.Fonte: Mordor Intelligence, Brazil Jewelry Market, 2026
- As joias finas responderam por 84,65% do tamanho do mercado brasileiro de joias em 2025 e os metais preciosos capturaram 61,92% do valor, na mesma medição da Mordor Intelligence.Fonte: Mordor Intelligence, Brazil Jewelry Market, 2026
- Limeira reúne aproximadamente 1.500 empresas de semijoias, cerca de 20 mil empregos diretos e 70 toneladas mensais de produção, revendidas no país inteiro e exportadas para América Latina, Alemanha e Estados Unidos.Fonte: G1 Piracicaba e Região, sobre o 8º Festival da Semijoia, 4 de novembro de 2025
- O 8º Festival da Semijoia de Limeira reuniu 53 lojistas e revendedores, com expectativa de superar R$ 10 milhões em negócios, contra R$ 7 milhões na edição anterior, de três dias.Fonte: G1 Piracicaba e Região, 4 de novembro de 2025
Mercado de joias em três marcos
Moda e calçados
O varejo de vestuário é a maior das verticais desta camada. O IEMI, em publicação de 10 de dezembro de 2025, calculou movimento de R$ 314,9 bilhões em 2025, valor nominal 6,8% acima de 2024, com 6,4 bilhões de peças vendidas e alta de 3,1% em volume. A série do próprio instituto mostra de onde vem a curva: R$ 278,8 bilhões em 2023 e R$ 294,8 bilhões em 2024, o que coloca o crescimento recente muito mais no preço do que no número de peças que saem da loja.
Calçados contam uma história diferente. Pelo relatório da Abicalçados lançado em 2 de junho de 2026, a produção brasileira caiu 1,9% em 2025, para 847 milhões de pares, e a capacidade instalada da indústria recuou de 75,9% para 73%. O consumo aparente, que soma produção e importação e desconta exportação, também caiu 1,9% pela Abicalçados, para 786,7 milhões de pares, enquanto as importações subiram 20,6% no ano no mesmo relatório, com China, Vietnã e Indonésia respondendo por cerca de 80% do total importado.
As exportações confirmam o aperto: US$ 958 milhões em 2025, receita 1,8% menor que a de 2024, ainda que o volume tenha subido 6,7%, para 103 milhões de pares, segundo a mesma Abicalçados. Para 2026, a entidade projeta produção entre 837,3 e 859,4 milhões de pares e consumo aparente entre 790,8 e 811,5 milhões de pares, bandas que descrevem estabilidade em vez de retomada. Preço médio menor no embarque e capacidade ociosa em casa costumam chegar juntos.
Na operação, moda e calçados cobram o mesmo controle em escalas distintas: grade. Cor, tamanho, coleção e numeração multiplicam o SKU até o ponto em que a acuracidade do estoque decide a venda no marketplace. O sinal recente é de mês fraco no físico, com o grupo de tecidos, vestuário e calçados recuando 2,6% de maio para junho de 2026 na série com ajuste sazonal do IBGE, o que aperta ainda mais a decisão de remarcação e liquidação de ponta de estoque.
- O varejo de vestuário brasileiro deve movimentar R$ 314,9 bilhões em 2025, alta nominal de 6,8% sobre 2024, com 6,4 bilhões de peças vendidas, conforme o IEMI.Fonte: IEMI Inteligência de Mercado, 10 de dezembro de 2025
- A produção brasileira de calçados caiu 1,9% em 2025, para 847 milhões de pares, e a capacidade instalada da indústria recuou de 75,9% para 73%, conforme a Abicalçados.Fonte: Abicalçados, Relatório Indústria de Calçados Brasil 2026, 2 de junho de 2026
- O consumo aparente de calçados caiu 1,9% em 2025, para 786,7 milhões de pares, enquanto as importações cresceram 20,6% no ano, com China, Vietnã e Indonésia em cerca de 80% do total importado, pela Abicalçados.Fonte: Abicalçados, Relatório Indústria de Calçados Brasil 2026, 2 de junho de 2026
- As exportações brasileiras de calçados somaram US$ 958 milhões em 2025, receita 1,8% menor que em 2024, com volume 6,7% maior, de 103 milhões de pares, segundo a Abicalçados.Fonte: Abicalçados, Relatório Indústria de Calçados Brasil 2026, 2 de junho de 2026
- O grupo de tecidos, vestuário e calçados recuou 2,6% de maio para junho de 2026 na série com ajuste sazonal do varejo restrito, pela Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Comércio, 13 de agosto de 2026
Moda e calçados em quatro medições
Óticas, cosméticos e papelaria
O varejo óptico brasileiro entrou em 2026 crescendo pouco e vendendo muito. A Abióptica registra faturamento de R$ 2,58 bilhões no ponto de venda em janeiro de 2026, alta de 3% sobre janeiro de 2025, com projeção de crescimento de 5,2% para o ano. A mesma entidade descreve um setor com mais de 190 mil pessoas empregadas em 71.226 pontos de venda, que vende 106,5 milhões de óculos por ano no país, dos quais metade é produto falsificado ou ilegal, o que coloca a concorrência informal dentro da conta de qualquer plano de margem.
A geografia do setor óptico é concentrada. Pela leitura da Abióptica referente a janeiro de 2026, 66,76% do faturamento nacional está em cinco estados: São Paulo com 37,6%, Minas Gerais com 11,63%, Rio de Janeiro com 6,73%, Paraná com 6,67% e Rio Grande do Sul com 4,13%. Distribuição assim explica por que rede regional e laboratório de montagem terceirizado costumam andar juntos, e por que prazo de entrega da lente vira promessa comercial no balcão.
Cosméticos e perfumaria puxam o Brasil para fora. Em 2025, a ABIHPEC contabilizou US$ 1,061 bilhão exportado em higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, com dados da Secex e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Foi alta de 20,1% sobre os US$ 884 milhões de 2024 e o maior volume da série iniciada em 1997, pela contagem da entidade. Na mesma abertura da ABIHPEC, produtos para cabelo lideraram com US$ 301 milhões, sabonetes vieram com US$ 170 milhões e higiene oral com US$ 115 milhões, e a América Latina ficou com cerca de 80% do volume embarcado.
Papelaria cresce em valor e vende barato por item. A GfK Retail and Technology, em levantamento publicado em 23 de julho de 2026, estima R$ 49,3 bilhões movimentados em 2025, com crescimento acumulado de 43,7% em quatro anos, puxado por linha premium e digitalização da venda. No mix medido pela Visa Consulting & Analytics com a Escolar Office Brasil e publicado em 23 de julho de 2026, canetas ficam com 14,8%, lápis com 14%, cadernos com 10,1% e estojos com 3,5%, o retrato de um estoque de giro alto e ticket baixo.
- O mercado óptico brasileiro faturou R$ 2,58 bilhões no ponto de venda em janeiro de 2026, crescimento de 3% sobre janeiro de 2025, com projeção de 5,2% para o ano pela Abióptica.Fonte: Abióptica, Associação Brasileira da Indústria Óptica, 2026, referente a janeiro de 2026
- O setor óptico brasileiro emprega mais de 190 mil pessoas em 71.226 pontos de venda e vende 106,5 milhões de óculos por ano, dos quais metade é produto falsificado ou ilegal, segundo a Abióptica.Fonte: Abióptica, 2026, referente a janeiro de 2026
- As exportações brasileiras de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos somaram US$ 1,061 bilhão em 2025, alta de 20,1% sobre os US$ 884 milhões de 2024 e o maior volume da série iniciada em 1997, pela ABIHPEC com dados da Secex.Fonte: ABIHPEC, dados Secex e MDIC, 27 de janeiro de 2026
- O mercado brasileiro de papelaria movimentou cerca de R$ 49,3 bilhões em 2025, com crescimento acumulado de 43,7% em quatro anos, conforme a GfK Retail and Technology.Fonte: GfK Retail and Technology, via Times Brasil e CNBC, 23 de julho de 2026
- As óticas lideraram o crescimento por categoria no e-commerce brasileiro em 2025, com alta de 126%, à frente de farmácias com 101% e móveis e decoração com 83%, conforme o Mapa da Logística da Loggi divulgado pela CNDL.Fonte: Varejo S.A. e CNDL, sobre o Mapa da Logística da Loggi, 19 de janeiro de 2026
O mix de vendas da papelaria
- Canetas14,8%
- Lápis14%
- Cadernos10,1%
- Estojos escolares3,5%
Autopeças e construção
A Anamaco apurou faturamento de R$ 238,9 bilhões no varejo de material de construção em 2025, alta nominal de 2,4%, em levantamento divulgado em 9 de junho de 2026 com base na RAIS. O IBGE mediu no mesmo ano queda de 0,2% no volume vendido pelo setor. Entrou mais dinheiro na loja e saiu menos mercadoria da prateleira.
A rede é pulverizada. O Brasil tinha 160.627 lojas de material de construção em 2025, e 69,5% delas empregam até quatro pessoas, pela apuração da Anamaco. Em autopeças, o Sincopeças contou mais de 71 mil lojas para uma frota de 68 milhões de veículos, com cerca de 800 mil produtos ativos em catálogo, número publicado no anuário de março de 2026.
O canal digital cresceu sem virar carrinho. O Instituto Anamaco mediu 81% das lojas de material de construção com presença digital em fevereiro de 2026, e-commerce próprio em apenas 20% das pequenas e médias e 97% das lojas vendendo por WhatsApp. A indústria de autopeças faturou R$ 275,8 bilhões em 2025 pelo Sindipeças, e o canal de reposição foi o único a cair, com recuo real de 5,6%.
Duas mudanças fiscais chegam ao balcão dessas verticais. São Paulo retira autopeças do regime de ICMS-ST a partir de 1º de outubro de 2026, e os campos de IBS e CBS já são obrigatórios na NF-e e na NFC-e desde 3 de agosto de 2026, com a rejeição automática suspensa e sem data de retomada. O cadastro de produto com NCM, CEST e unidade de medida passa a valer dinheiro no crédito de 2027.
- O varejo de material de construção faturou R$ 238,9 bilhões em 2025, alta nominal de 2,4%.Fonte: Anamaco, Raio X do varejo de material de construção (base RAIS), 9 de junho de 2026
- O país tinha 160.627 lojas de material de construção em 2025, e 69,5% delas empregam até quatro pessoas.Fonte: Anamaco, estudo do cenário do varejo de material de construção, 9 de junho de 2026
- O e-commerce próprio aparece em 20% das pequenas e médias lojas de material de construção e em 56% das grandes operações.Fonte: Juntos Somos Mais e Instituto Anamaco (via Revista Construa), 23 de fevereiro de 2026
- A indústria de autopeças faturou R$ 275,8 bilhões em 2025, alta de 6,5%, puxada pela venda às montadoras.Fonte: Sindipeças (via AutoData), 20 de outubro de 2025
- O mercado de reposição foi o único canal em queda em 2025, com −2,8% nominais e −5,6% reais.Fonte: Sindipeças e Abipeças (via Usinagem Brasil), 21 de março de 2026
- O varejo de autopeças chegou a cerca de 800 mil produtos ativos, distribuídos em 4.620 grupos e mais de 8.200 marcas.Fonte: Sincopeças, Anuário do Comércio de Autopeças 2025/2026 (via Portal da Autopeça), março de 2026
Duas verticais de balcão em 2025
Distribuição, indústria e franquias
O atacado distribuidor brasileiro faturou R$ 616,6 bilhões em 2025, pelo Ranking ABAD/NielsenIQ divulgado em 13 de maio de 2026, e o e-commerce entre empresas respondeu por R$ 24,6 bilhões, ou 8% do total. O canal indireto chegou a cerca de 56% do mercado mercearil no mesmo levantamento.
O pedido ainda nasce fora da tela. Lojas físicas responderam por 38% da venda do atacado distribuidor em 2025, representantes comerciais por 27% e vendedores contratados por 22%, pela mesma pesquisa. O Observatório da Indústria Digital Flexy mediu, em maio de 2026, que 82% das vendas digitais entre empresas passam por WhatsApp e que só 27% das indústrias usam portal, marketplace ou integração de ERP.
As franquias crescem acima do varejo. A ABF apurou faturamento de R$ 301,7 bilhões em 2025, alta nominal de 10,5%, com 3.297 redes e 202.444 operações, e mais R$ 72,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, pelo levantamento da entidade. Quem opera a loja também mudou: 88% das redes já têm multifranqueados e a fatia de franqueados com mais de uma marca subiu de 51% para 62%.
Na indústria leve, a venda direta cresce sem carregar volume. A Nuvemshop mediu R$ 5,8 bilhões movimentados por lojas D2C de pequenas e médias empresas em 2025, com 22 milhões de pedidos. A conta de 2027 muda para os três grupos, porque a CBS substitui PIS e Cofins, o IBS é cobrado no destino e a ABF projeta alta de cerca de 4,4 pontos percentuais na carga das franqueadoras.
- O atacado distribuidor faturou R$ 616,6 bilhões em 2025 e passou a responder por cerca de 56% do mercado mercearil.Fonte: Ranking ABAD/NielsenIQ 2026 (ano-base 2025), 13 de maio de 2026
- O e-commerce entre empresas do canal indireto movimentou R$ 24,6 bilhões em 2025, equivalentes a 8% do faturamento do setor.Fonte: Ranking ABAD/NielsenIQ 2026 (via Agile B2B), 20 de maio de 2026
- O comércio entre empresas movimentou R$ 2,22 trilhões em 2025, com 82% das vendas digitais passando por WhatsApp e apenas 27% das indústrias em canais estruturados.Fonte: Observatório da Indústria Digital Flexy e IDCI (via E-Commerce Brasil), 15 de maio de 2026
- O franchising faturou R$ 301,7 bilhões em 2025, alta nominal de 10,5%, com 3.297 redes e 202.444 operações.Fonte: ABF, Pesquisa de Desempenho do Franchising, março de 2026
- 88% das redes de franquia têm multifranqueados, e a parcela de franqueados com mais de uma marca subiu de 51% para 62%.Fonte: ABF (via Valor Econômico), 25 de junho de 2026
- Lojas D2C de pequenas e médias empresas movimentaram R$ 5,8 bilhões em 2025, com 22 milhões de pedidos e 16 milhões de consumidores.Fonte: Nuvemshop (via E-Commerce Brasil), dezembro de 2025
Por onde o atacado distribuidor vendeu em 2025
- Lojas físicas38%
- Representantes27%
- Vendedores CLT22%
- E-commerce B2B8%R$ 24,6 bilhões
Aprofunde nesta camada
Quanto do seu pedido já nasce digital, e o que muda no atacado em 2027
O atacado distribuidor brasileiro faturou R$ 616,6 bilhões em 2025 e respondeu por cerca de 56% do mercado mercearil, segundo o Ranking ABAD e NielsenIQ divulgado em maio de 2026. O e-commer…
Verticais dos clientes OnclickQuanto a fábrica vende direto e o que isso cobra do chão de fábrica?
Nenhuma entidade setorial brasileira publica quanto a indústria leve vende direto ao consumidor, e os balanços das empresas abertas mostram por quê. Na Natura, o Omni/Digital do Brasil somou…
Verticais dos clientes OnclickQuanto rende uma unidade franqueada e o que muda no contrato em 2027?
O franchising brasileiro faturou R$ 301,7 bilhões em 2025, alta nominal de 10,5%, com 3.297 redes e 202.444 operações, segundo a ABF em março de 2026, e chegou a 204.908 operações no primeir…
Sazonalidade e calendário
O ano do varejo brasileiro tem picos com tamanho medido, e o maior deles continua sendo novembro. No dia da Black Friday de 2025, em 28 de novembro, o e-commerce faturou R$ 4,76 bilhões, alta de 11% sobre 2024, segundo a Confi Neotrust em levantamento publicado pela Folha de S.Paulo. O detalhe que importa para quem planeja compra: na mesma apuração da Confi Neotrust, os pedidos avançaram 28% enquanto o ticket médio recuou 12,8%, ou seja, mais gente comprando itens mais baratos.
A janela inteira é maior que o dia. De quinta, 27 de novembro, a domingo, 30 de novembro de 2025, a Confi Neotrust apurou R$ 10,19 bilhões, 7,8% acima do mesmo período de 2024, com 21,5 milhões de pedidos e 56,9 milhões de itens vendidos, liderados pelos televisores. Somando o mês desde o dia 1º até 27 de novembro, o Black November chegou a R$ 39,2 bilhões, alta de 36,2% sobre 2024, com ticket médio de R$ 313,98.
Em 2026 o calendário ganhou um evento a mais. A CNC estima impacto adicional de R$ 4,32 bilhões no varejo brasileiro por causa da Copa do Mundo, alta de 6,5% sobre a Copa de 2022, na conta da entidade. Alimentos e bebidas concentram cerca de 70% do total, ou R$ 3,97 bilhões, seguidos por vestuário e acessórios com R$ 803,7 milhões e informática com R$ 198,5 milhões. A fase de grupos foi de 11 a 27 de junho de 2026 e a final ficou marcada para 19 de julho.
Entre os picos existem os meses de vale, e eles cobram planejamento de estoque tanto quanto as datas. A Abióptica registrou recuo de 1% no faturamento óptico de setembro para outubro de 2025, de R$ 2,4 bilhões para R$ 2,39 bilhões, e atribuiu a queda à sazonalidade e à ausência de datas promocionais no mês. Na ponta oposta, a volta às aulas é o período que sustenta a papelaria, com janeiro de 2026 saltando, no canal online, para R$ 96,9 milhões contra R$ 60,4 milhões em janeiro de 2025, pela Neotrust Confi e pela Visa Consulting & Analytics.
- No dia da Black Friday de 2025, o e-commerce brasileiro faturou R$ 4,76 bilhões, alta de 11% sobre 2024, com pedidos 28% maiores e ticket médio 12,8% menor, segundo a Confi Neotrust.Fonte: Confi Neotrust, via Folha de S.Paulo, 29 de novembro de 2025
- A janela de quinta a domingo da Black Friday de 2025 somou R$ 10,19 bilhões, 7,8% acima de 2024, com 21,5 milhões de pedidos e 56,9 milhões de itens vendidos, pela Confi Neotrust.Fonte: Confi Neotrust, Plataforma Black Friday Hora a Hora, 1º de dezembro de 2025
- De 1º a 27 de novembro de 2025, o Black November acumulou R$ 39,2 bilhões, alta de 36,2% sobre 2024, com 124,9 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 313,98, conforme a Confi Neotrust.Fonte: Confi Neotrust, via E-Commerce Brasil, 28 de novembro de 2025
- A CNC estima impacto adicional de R$ 4,32 bilhões da Copa do Mundo de 2026 no varejo brasileiro, alta de 6,5% sobre 2022, com vestuário e acessórios em R$ 803,7 milhões.Fonte: CNC, via Valor International, 2 de junho de 2026
- O faturamento óptico no ponto de venda recuou 1% de setembro para outubro de 2025, de R$ 2,4 bilhões para R$ 2,39 bilhões, atribuído pela Abióptica à sazonalidade e à falta de datas promocionais no mês.Fonte: Abióptica, 2025, referente a outubro de 2025
Marcos que concentram a receita
- JaneiroVolta às aulasA papelaria vendeu R$ 96,9 milhões no canal online em janeiro de 2026, contra R$ 60,4 milhões em janeiro de 2025, pela Neotrust Confi.
- Junho e julhoCopa do MundoA CNC estima R$ 4,32 bilhões adicionais no varejo brasileiro em 2026.
- OutubroMês sem data promocionalO faturamento óptico caiu 1% de setembro para outubro de 2025, pela Abióptica.
- NovembroBlack FridayA janela de quinta a domingo somou R$ 10,19 bilhões em 2025, pela Confi Neotrust.
- DezembroNatalFecha o ciclo aberto pelo Black November, que reuniu R$ 39,2 bilhões até 27 de novembro de 2025.
Camada agêntica e IA
Esta parte atravessa a vitrine e a retaguarda. Ela mede o tamanho da compra feita por um agente de IA, um programa que decide e compra sozinho. Também traz as regras que já saíram do papel e o acesso que hoje chega por assistente em vez de busca tradicional.
O tamanho da aposta
As duas projeções mais citadas do setor vieram no mesmo mês. Em 28 de janeiro de 2026 a McKinsey publicou que agentes de IA podem intermediar de três a cinco trilhões de dólares do consumo global até 2030, mesmo em cenários moderados.
Duas semanas antes, o Gartner previu que até 2028 sessenta por cento das marcas usarão IA agêntica para interações um a um. As duas afirmações são previsões, e devem ser lidas como aposta bem informada sobre direção, com margem larga sobre o ritmo.
O que dá lastro à leitura é o verbo usado pela McKinsey: os agentes intermediam a compra, sem necessariamente executá-la. A parte do mercado que já está em jogo é a da descoberta, e essa parte se decide no catálogo.
- Segundo a pesquisa da McKinsey, mesmo em cenários moderados, agentes de IA podem intermediar de US$ 3 trilhões a US$ 5 trilhões do consumo global até 2030.Fonte: McKinsey QuantumBlack, The automation curve in agentic commerce, 28 de janeiro de 2026
- Até 2028, 60% das marcas usarão IA agêntica para facilitar interações um a um simplificadas, segundo o Gartner.Fonte: Gartner, 15 de janeiro de 2026
Protocolos que saíram do papel
A infraestrutura do comércio agêntico deixou o campo da promessa. O Model Context Protocol, que padroniza como um agente conversa com sistemas externos, foi estabelecido como projeto sob a LF Projects da Linux Foundation, com governança aberta e sem cadeiras reservadas por empresa.
Do lado do pagamento, o Google anunciou em setembro de 2025 o Agent Payments Protocol, protocolo aberto para iniciar e liquidar pagamentos conduzidos por agente. A OpenAI e a Stripe publicaram o Agentic Commerce Protocol, e a Stripe lançou a Agentic Commerce Suite em dezembro de 2025.
Em janeiro de 2026 o Google e a Shopify anunciaram o Universal Commerce Protocol, padrão aberto com mais de vinte parceiros, entre eles Etsy, Wayfair, Target, Walmart e as bandeiras Mastercard e Visa, além da Stripe. Para o lojista brasileiro a consequência prática é simples: a disputa de padrão está viva, e quem tiver catálogo estruturado atende a qualquer um deles.
- O Model Context Protocol foi estabelecido como Model Context Protocol, a Series of LF Projects, LLC, com governança por mantenedores e sem assentos reservados a empresas específicas.Fonte: Model Context Protocol, documento de governança, consultado em 22 de agosto de 2026
- O Google anunciou o Agent Payments Protocol (AP2), protocolo aberto desenvolvido com empresas de pagamento e tecnologia para iniciar e transacionar pagamentos conduzidos por agentes entre plataformas.Fonte: Google Cloud, 16 de setembro de 2025
- O Universal Commerce Protocol (UCP) é um padrão aberto desenvolvido pelo Google em colaboração com Shopify, Etsy, Wayfair, Target e Walmart, com mais de vinte parceiros no ecossistema.Fonte: Google for Developers, 11 de janeiro de 2026
- A OpenAI descreve o Protocolo de Comércio Agêntico como um padrão aberto para comércio em IA, desenvolvido em conjunto com a Stripe e parceiros de comércio.Fonte: OpenAI, 29 de setembro de 2025
- A Stripe apresentou a Agentic Commerce Suite, solução para preparar empresas a vender por meio de múltiplos agentes de IA.Fonte: Stripe, 11 de dezembro de 2025
Quatro siglas e o que resolvem
O tráfego que já chega
O sinal mais concreto vem das plataformas. A Shopify mediu, no primeiro trimestre de 2026, sessões de referência vindas de chatbots de IA crescendo mais de oito vezes na comparação anual, e pedidos referidos por IA crescendo quase treze vezes.
A qualidade desse tráfego também aparece na medição: visitantes vindos de IA convertem cerca de cinquenta por cento mais do que os de busca orgânica nas páginas de produto, e os pedidos carregam ticket médio catorze por cento maior.
A distribuição já vem ligada por padrão. A documentação da Shopify diz que as vitrines agênticas ficam ativas por padrão para lojas elegíveis, com ChatGPT, Microsoft Copilot e Meta na lista, e Google AI Mode e Gemini ainda em acesso antecipado.
A leitura de operação que sobra é a mesma de sempre. Um agente só recomenda o que consegue ler com confiança, então preço, disponibilidade, prazo e política precisam estar corretos na base antes de virarem resposta dentro de um assistente.
- Sessões de referência vindas de chatbots de IA cresceram mais de 8 vezes na comparação anual nas vitrines Shopify no primeiro trimestre de 2026, e os pedidos referidos por IA cresceram quase 13 vezes no mesmo período.Fonte: Shopify Enterprise, 11 de maio de 2026
- Visitantes vindos de IA convertem quase 50% mais que os de busca orgânica nas páginas de detalhe de produto, e os pedidos carregam ticket médio 14% maior.Fonte: Shopify Enterprise, 11 de maio de 2026
- A documentação da Shopify registra que as vitrines agênticas ficam ativas por padrão para lojas elegíveis, com Google AI Mode e Gemini ainda marcados como acesso antecipado.Fonte: Shopify Help Center, consultado em 22 de agosto de 2026
IA dentro do ERP
A previsão que mais mexe com o orçamento de sistema de gestão saiu do Gartner em 24 de fevereiro de 2026: 62% do gasto em ERP em nuvem estará em soluções com IA embarcada em 2027, contra 14% em 2024, na projeção da consultoria. A mesma casa prevê fechamento contábil 30% mais rápido até 2028 nas áreas de finanças que rodam ERP em nuvem com assistentes embutidos. O eixo da promessa é o trabalho repetitivo de conferência, conciliação e classificação, que hoje ocupa a maior parte do calendário do mês fiscal.
A mesma consultoria publica o contrapeso. Em 25 de junho de 2025 o Gartner previu que mais de 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até o fim de 2027, por custo crescente, valor de negócio pouco claro ou controle de risco inadequado, e estimou que apenas cerca de 130 dos milhares de fornecedores que se dizem agênticos de fato são. Ler as duas previsões juntas evita comprar promessa de autonomia onde ainda existe piloto.
No Brasil, a adoção já saiu do discurso e parou no meio do caminho. Pesquisa do Sebrae com 7.182 pequenos negócios, com campo entre março e maio de 2026, encontrou 52% de uso de IA nas duas semanas anteriores à entrevista, com 62% em serviços, 45% no comércio e 33% na indústria. Na mesma apuração do Sebrae, 90% dos que usam não reduziram o quadro de funcionários por causa da tecnologia, e 60% pretendiam começar ou ampliar o uso nos seis meses seguintes.
O varejo mostra a distância entre o potencial e o resultado. Segundo a McKinsey, em estudo de 9 de janeiro de 2026, agentes de IA poderiam devolver aos compradores de varejo até 40% do tempo hoje gasto em tarefas manuais e repetitivas. Na mesma pesquisa, 71% dos respondentes relataram efeito limitado ou nenhum efeito das ferramentas até agora. A distância entre os dois números é exatamente o trabalho de integrar o agente ao dado que já mora no ERP.
- O Gartner prevê que 62% do gasto em ERP em nuvem estará em soluções com IA em 2027, contra 14% em 2024, e que o fechamento financeiro ficará 30% mais rápido até 2028 nas empresas com assistentes embutidos.Fonte: Gartner (Mike Helsel), 24 de fevereiro de 2026
- Mais de 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até o fim de 2027, por custo crescente, valor de negócio pouco claro ou controles de risco inadequados, prevê o Gartner.Fonte: Gartner (Anushree Verma), 25 de junho de 2025
- Entre 7.182 pequenos negócios ouvidos pelo Sebrae com campo de março a maio de 2026, 52% usaram IA nas duas semanas anteriores à entrevista, com 62% em serviços, 45% no comércio e 33% na indústria.Fonte: Sebrae, via Valor International, 17 de agosto de 2026
- Pesquisa da Bain & Company com quase 500 líderes de TI mostrou que 78% esperam que ao menos parte da funcionalidade do ERP seja substituída ou ampliada por IA agêntica em três anos, e apenas 16% esperam impacto acima de um quarto da funcionalidade.Fonte: Bain & Company (Florian Braun e Tony Pagliarulo), 4 de agosto de 2025
- Na pesquisa da McKinsey com compradores de varejo, 71% dizem que as ferramentas de IA de merchandising tiveram efeito limitado ou nenhum até agora, e os respondentes seguem gastando 40% do tempo em consolidação de dados e planilhas repetitivas.Fonte: McKinsey Retail, Merchants unleashed, 9 de janeiro de 2026
Gartner: quatro previsões de IA
- Gasto em ERP em nuvem com IA em 202762%Contra 14% em 2024
- Projetos de IA agêntica cancelados até 2027mais de 40%
- Aplicações empresariais com IA agêntica em 202833%Contra menos de 1% em 2024
- Decisões cotidianas tomadas por IA em 202815%Contra 0% em 2024
Aprofunde nesta camada
IA dentro do sistema de gestão e o paradoxo da Gartner
Até o fim de 2026, a Gartner projeta que 40% das aplicações empresariais terão agentes de tarefa específica. Até 2027, ela também prevê o cancelamento de mais de 40% desses projetos dentro d…
Camada agêntica e IAA IA fiscal resolve a reforma da sua loja ou o problema está no cadastro?
O gargalo da reforma tributária no varejo está no cadastro do produto. A IOB pesquisou 967 empresas entre abril e maio de 2026 e encontrou apenas 5,18% com os cadastros já adequados ; ao ana…
Camada agêntica e IADá para implantar um sistema de gestão sem consultor em 2027?
A implantação de sistema de gestão encurtou de meses para semanas entre 2025 e 2026, e quem publica a medida é o próprio fornecedor. A TOTVS divulgou em abril de 2026, em conteúdo de marca n…
Economia da IA e retenção
O preço do token caiu e a conta da inteligência artificial subiu. O AI Index de 2025, da Stanford HAI com dados da Epoch AI, mediu queda de US$ 20,00 para US$ 0,07 por milhão de tokens no nível de capacidade do antigo GPT-3.5, entre novembro de 2022 e outubro de 2024, no intervalo medido. O levantamento ICONIQ State of AI 2026 mediu margem bruta de 45% em produtos nativos de IA em 2025, contra 75% a 85% do software tradicional.
A diferença está no consumo. Um agente lê, chama ferramenta, verifica e refaz, e a Anthropic mediu em junho de 2025 que sistemas com vários agentes consomem cerca de 15 vezes mais tokens que uma conversa de chat. A inferência come perto de 23% da receita nas empresas de IA em escala, pelo mesmo levantamento ICONIQ, e o Gartner projetou em 25 de junho de 2025 que mais de 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até o fim de 2027.
No Brasil o movimento tem nome e valor. A TOTVS anunciou em 11 de fevereiro de 2026 a LYNN, seu modelo fundacional para empresas, com investimento de cerca de R$ 75 milhões por ano durante quatro anos e cobrança por tarefa concluída. Produtos com IA responderam por 28% das adições líquidas de receita recorrente da companhia no segundo trimestre de 2026.
A retenção decide o resto. O ChurnTools apurou em agosto de 2026 mediana de cerca de 5,6% de cancelamento mensal em software de comércio e varejo. Para 73% dos líderes de sucesso do cliente, o health score atual não antecipa o cancelamento, na medição do ChurnZero. Vale mais o tempo até o primeiro valor: quem usa o sistema em menos de catorze dias retém cerca de 80% no mês doze.
- O custo de inferência para a capacidade do GPT-3.5 caiu de US$ 20,00 para US$ 0,07 por milhão de tokens entre novembro de 2022 e outubro de 2024.Fonte: Stanford HAI, AI Index Report 2025, com dados da Epoch AI, 7 de abril de 2025
- A margem bruta de produtos nativos de IA ficou em 45% em 2025, com 53% projetados para 2026 e cerca de 59% para 2027; a inferência consome perto de 23% da receita nas empresas em escala.Fonte: ICONIQ, State of AI 2026 (via Tech Times), 1º de junho de 2026
- Sistemas com vários agentes consomem cerca de 15 vezes mais tokens que uma conversa de chat, e agentes de linha única cerca de 4 vezes mais.Fonte: Anthropic Engineering, sobre sistema multiagente de pesquisa, junho de 2025
- O Gartner projeta que mais de 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até o fim de 2027, por custo, valor de negócio pouco claro ou controles de risco insuficientes.Fonte: Gartner, comunicado à imprensa, 25 de junho de 2025
- Produtos e agentes de IA responderam por 28% das adições líquidas de receita recorrente da TOTVS no segundo trimestre de 2026, contra 22% no quarto trimestre de 2025.Fonte: TOTVS, divulgação de resultados (via Valor Econômico), 6 de agosto de 2026
- 73% dos líderes de sucesso do cliente afirmam que o health score em uso não prevê o cancelamento de forma confiável.Fonte: ChurnZero, 2025 Customer Revenue Leadership Study (via Vandfort), 2025
Token mais barato, margem ainda apertada
- nov/2022US$ 20,00 por milhão de tokensCusto do nível GPT-3.5 medido pelo AI Index da Stanford HAI
- out/2024US$ 0,07 por milhão de tokensQueda de mais de 280 vezes em menos de dois anos
- 2025Margem bruta de 45%Produtos nativos de IA, contra 75% a 85% do software tradicional
- 2026Margem projetada em 53%Inferência consome perto de 23% da receita em escala
- 2027Margem projetada em 59%O Gartner projeta mais de 40% dos projetos agênticos cancelados
Aprofunde nesta camada
Se a IA ficou tão barata, por que o agente custa caro na sua loja?
Rodar um modelo com a capacidade do antigo GPT-3.5 custava US$ 20,00 por milhão de tokens em novembro de 2022 e caiu para US$ 0,07 em outubro de 2024, pelo AI Index 2025 da Stanford HAI. Só …
Camada agêntica e IAPor que tanta loja abandona o sistema de gestão nos primeiros 90 dias?
Em software por assinatura voltado a e-commerce e varejo, a mediana de cancelamento medida pelo ChurnTools em agosto de 2026 é de 5,6% ao mês , dentro de uma faixa de 3% a 8%. A janela em qu…
Busca generativa
O assistente de IA virou hábito de massa no Brasil antes de virar canal de venda. A Comscore, em retrospectiva divulgada por Valor International em 1º de abril de 2026, contou 44,9 milhões de brasileiros interagindo com assistentes como ChatGPT, Gemini, Copilot e Perplexity em dezembro de 2025, alta de 61% sobre os 27,9 milhões de dezembro de 2024, o equivalente a 34,3% dos 131 milhões de brasileiros conectados. O tempo médio de uso do ChatGPT no país passou de 52,4 minutos para 1 hora e 54 minutos por usuário no mesmo intervalo.
Esse hábito já encosta na vitrine. Ainda pela Comscore, o acesso a sites de grandes varejistas online vindo do ChatGPT cresceu 217% em dezembro de 2025 contra dezembro de 2024, e os cinco marketplaces mais acessados por essa porta no Brasil foram Shopee, Mercado Livre, Amazon, Magazine Luiza e Shein. A infraestrutura de busca acompanhou: o Google liberou as Visões Gerais criadas por IA para todos os usuários brasileiros em 15 de agosto de 2024 e o Modo IA em português em 8 de setembro de 2025.
Nos Estados Unidos, onde a medição é mais longa, o tráfego vindo de IA já converte melhor que o resto. A Adobe Analytics apurou em julho de 2026 alta de 62% sobre o mesmo mês de 2025 no tráfego referido por IA para sites de varejo, com conversão 60% superior à do tráfego não vindo de IA pelo décimo primeiro mês seguido, receita por visita 53% maior e 28% mais itens adicionados ao carrinho. Pela Semrush, o varejo foi a indústria com maior crescimento de tráfego de IA em 2025, com alta de 343% entre 17 setores.
O volume, porém, continua pequeno perto do total, e parte das táticas em voga não sustenta o próprio nome. A Semrush mediu que o tráfego de IA representou menos de 0,15% do tráfego web mundial em 2025, ainda que tenha subido 66% no ano, de 462 milhões para 767 milhões de visitas mensais. A Ahrefs analisou 137 mil domínios em estudo de 15 de junho de 2026 e encontrou 28% deles publicando arquivo llms.txt, com 97% desses arquivos sem receber nenhuma requisição no mês medido.
- 44,9 milhões de brasileiros interagiram com assistentes de IA em dezembro de 2025, alta de 61% sobre os 27,9 milhões de dezembro de 2024, o equivalente a 34,3% dos 131 milhões de brasileiros conectados, segundo a Comscore.Fonte: Comscore, Digital Retrospective 2025, via Valor International, 1º de abril de 2026
- O acesso a sites de grandes varejistas online via ChatGPT no Brasil cresceu 217% em dezembro de 2025 contra dezembro de 2024, com Shopee, Mercado Livre, Amazon, Magazine Luiza e Shein como os cinco marketplaces mais acessados por essa porta, pela Comscore.Fonte: Comscore, via Valor International, 1º de abril de 2026
- Em julho de 2026, o tráfego referido por IA para o varejo dos Estados Unidos cresceu 62% sobre julho de 2025 e converteu 60% melhor que o tráfego não vindo de IA pelo décimo primeiro mês seguido, com receita por visita 53% maior, segundo a Adobe Analytics.Fonte: Adobe Analytics, via Digital Commerce 360, 19 de agosto de 2026
- O tráfego de IA foi menos de 0,15% do tráfego web mundial em 2025, ainda que tenha crescido 66% no ano, de 462 milhões para 767 milhões de visitas mensais, em painel da Semrush com mais de 50 mil sites e 17 indústrias.Fonte: Semrush, We analyzed billions of web visits, 27 de abril de 2026
- Em 137 mil domínios analisados pela Ahrefs, 28% publicam arquivo llms.txt e 97% desses arquivos não receberam nenhuma requisição em maio de 2026.Fonte: Ahrefs, We Analyzed 137K Sites, 15 de junho de 2026
Busca por IA em quatro medições
Síntese 2027
O quadro macro que os doze recortes desta seção compartilham para 2027 é de juro alto e atividade fraca. A mediana do Boletim Focus do Banco Central de 24 de agosto de 2026 projeta Selic de 12,00% ao ano no fim de 2027, contra 13,75% no fim de 2026, com PIB de 1,50% e IPCA de 4,25%, acima do centro de 3% da meta contínua. Crediário caro e crescimento morno organizam a decisão de estoque de qualquer vertical antes de qualquer tese sobre tecnologia.
O consumo entra em 2027 carregando o endividamento das famílias. Estudo do BTG Pactual assinado por Mansueto Almeida e Thiago Berriel, reportado em 26 de agosto de 2026, projeta que o endividamento caia de 49,4% da renda disponível em dezembro de 2026 para 47,9% em dezembro de 2027, no horizonte projetado. O mesmo estudo do BTG Pactual trabalha com dois cenários para 2027: no favorável, o consumo real das famílias cresce apenas 0,8%, com recuperação para 2,5% em 2028; no adverso, há retração de 0,4% no ano.
Na frente de tecnologia, a mesma consultoria assina as duas metades da história. O Gartner prevê 62% do gasto em ERP em nuvem alocado em soluções com IA em 2027, contra 14% em 2024, e, em previsão anterior, que mais de 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até o fim de 2027 por custo e valor de negócio pouco claro. Quem planeja 2027 tem de escolher o pedaço estreito de processo em que o agente paga o próprio custo.
Nas verticais, as fontes setoriais publicam ritmo plurianual sem número fechado para 2027. A Mordor Intelligence projeta o mercado brasileiro de joias crescendo 7,12% ao ano entre 2026 e 2031, e a Abicalçados desenha para 2026 uma banda de produção entre 837,3 e 859,4 milhões de pares, isto é, estabilidade. O sinal de demanda que já se move está na descoberta: a Adobe Analytics mediu tráfego de IA convertendo 60% melhor que o não vindo de IA em julho de 2026 no varejo dos Estados Unidos.
- A mediana do Boletim Focus projeta Selic de 12,00% ao ano no fim de 2027, com PIB de 1,50% e IPCA de 4,25% no mesmo ano, contra 13,75%, 1,95% e 5,02% projetados para 2026.Fonte: Banco Central, Boletim Focus, via Agência Brasil, 24 de agosto de 2026
- O BTG Pactual projeta que o endividamento das famílias caia de 49,4% da renda disponível em dezembro de 2026 para 47,9% em dezembro de 2027, com consumo real crescendo apenas 0,8% no cenário favorável e recuando 0,4% no adverso.Fonte: BTG Pactual (Mansueto Almeida e Thiago Berriel), via Gazeta do Povo, 26 de agosto de 2026
- O Gartner prevê que 62% do gasto em ERP em nuvem estará em soluções com IA em 2027, contra 14% em 2024.Fonte: Gartner (Mike Helsel), 24 de fevereiro de 2026
- A mesma consultoria prevê que mais de 40% dos projetos de IA agêntica serão cancelados até o fim de 2027, por custo crescente, valor de negócio pouco claro ou controles de risco inadequados, segundo o Gartner.Fonte: Gartner (Anushree Verma), 25 de junho de 2025
- O mercado brasileiro de joias deve crescer 7,12% ao ano entre 2026 e 2031, saindo de US$ 16,38 bilhões para US$ 23,12 bilhões, segundo a Mordor Intelligence.Fonte: Mordor Intelligence, Brazil Jewelry Market, 2026
O que cada fonte marca até 2028
- Fim de 2026Selic em 13,75% ao anoMediana do Boletim Focus do Banco Central, com PIB de 1,95% e IPCA de 5,02%.
- Fim de 2027Selic em 12,00% ao anoFocus projeta PIB de 1,50% e IPCA de 4,25%, acima do centro da meta.
- Ao longo de 2027Consumo travado pela dívidaBTG Pactual projeta alta de 0,8% no consumo real no cenário favorável.
- Até o fim de 2027Poda dos projetos agênticosGartner prevê cancelamento de mais de 40% dos projetos de IA agêntica.
- Até 2028Fechamento contábil mais rápidoGartner prevê ganho de 30% no fechamento financeiro com assistentes no ERP.
Aprofunde nesta camada
Tendências 2027: o que muda para o varejo brasileiro
Em uma frase. Esta página reúne as mudanças de 2027 que já têm data ou número publicado, e diz o que cada uma cobra da sua loja. Serve para quem monta o orçamento do ano e precisa escolher o…
Camada agêntica e IAO que muda na sua loja com juro em queda e cliente endividado?
O Boletim Focus de 24 de agosto de 2026 projeta a Selic em 12,00% ao ano no fim de 2027, contra 13,75% no fim de 2026, com PIB de 1,50% e IPCA de 4,25%. Do outro lado do balcão o cliente seg…
Frontend do e-commerce
A vitrine é o que o cliente vê. Os números daqui dizem quanto o mercado movimenta, quem está crescendo dentro dele, por qual porta o comprador chega até a sua loja, quanto custa a mídia que o traz, como a conversa no WhatsApp vira pedido e o que a lei exige ao guardar os dados dele.
Por que o crédito trava a venda em 2026 e 2027
O endividamento das famílias brasileiras chegou a 82,0% em julho de 2026, o sexto recorde seguido. Nesse mesmo mês, 29,8% das famílias estavam com contas em atraso e 83,9 milhões de pessoas …
Frontend do e-commerceQual é o share do Mercado Livre, afinal
O Mercado Livre aparece com 47% do GMV (o valor total vendido no canal) do e-commerce brasileiro quando os vendedores estrangeiros ficam de fora. Com eles na conta, a fatia cai para 39% no m…
Frontend do e-commercePor que lojas grandes passam menos em velocidade que as pequenas
Em dados de campo do Chrome UX Report de maio de 2026, analisados pela PageSpeed Matters em cerca de 1,07 milhão de lojas online, apenas 36,0% das cerca de 140 lojas mais visitadas passam no…
Frontend do e-commerceOnde o carrinho brasileiro se perde no checkout
A taxa média de abandono de carrinho é de 70,22% , média de 50 estudos compilados pelo Baymard Institute, e o motivo mais citado por quem desiste é custo extra que aparece tarde, com 40% das…
Frontend do e-commerceSocial e live commerce no Brasil: rápido, mas ainda pequeno
No primeiro ano brasileiro, o TikTok Shop multiplicou por 102 o valor vendido por dia e por 161 o valor gerado nas transmissões ao vivo. Mesmo assim, o canal responde por perto de 1,6% do e-…
Frontend do e-commercePlataformas de loja no Brasil: quem lidera depende da régua
Depende do que se conta. Uma régua conta lojas brasileiras ativas com entrega verificada, e nela a Nuvemshop lidera, com 27,73% das lojas. Outra conta a tecnologia instalada em sites .br, e …
Frontend do e-commerceQuanto vende o e-commerce brasileiro, e por que os números divergem
Para 2025 existem duas contas públicas do e-commerce brasileiro: R$ 235,5 bilhões pela ABIACOM e R$ 295,6 bilhões pela FecomercioSP. As duas estão corretas dentro do próprio recorte. A difer…
Frontend do e-commerceQuem cresce no e-commerce, e o que isso cobra da retaguarda
O crescimento migrou para o pequeno vendedor: o Mapa da Logística registra 77% de alta para pequenos negócios, e a fatia de optantes do Simples Nacional no comércio digital passou de 3,6% em…
Frontend do e-commerceOito em cada dez clientes chegam pelo celular. Quantos você perde na primeira tela?
A Conversion mediu, com dados da Similarweb em agosto de 2025, que mais de 79% dos acessos ao comércio eletrônico brasileiro vieram do celular, sendo 57,0% pela web do telefone e 22,3% por a…
Frontend do e-commerceSeu clube perde assinante por preço ou por decepção?
Pagamentos recorrentes com cartão somaram R$ 141,9 bilhões em 2025, alta de 34% sobre 2024, segundo a Abecs em fevereiro de 2026. A pesquisa da Vindi com o Opinion Box divulgada em agosto de…
Frontend do e-commerceO imposto da compra chinesa acabou ou só entrou em recesso?
Desde 13 de maio de 2026 a compra de até US$ 50 em plataforma do Remessa Conforme paga 0% de Imposto de Importação e só o ICMS estadual de 17% a 20%, pela Medida Provisória 1.357/2026. O efe…
Frontend do e-commerceSeu clube de desconto é fidelidade ou é publicidade direcionada?
Em 25 de agosto de 2026 a Autoridade Nacional de Proteção de Dados aplicou multa de R$ 153.769.671,33 ao TikTok por falhas na proteção de dados de crianças e adolescentes. Até então, a única…
Frontend do e-commerceQuanto do seu preço já é anúncio dentro do marketplace?
O IAB Brasil e a Kantar Ibope Media mediram R$ 4,8 bilhões investidos em retail media digital no Brasil em 2025, alta de 37% sobre 2024, dentro de um mercado de R$ 42,7 bilhões de publicidad…
Frontend do e-commerceSua loja atende de graça pelo WhatsApp. Até quando?
O WhatsApp está instalado em 99% dos smartphones brasileiros, segundo a Mobile Time e a Opinion Box, e a CNDL mediu em agosto de 2026 que 73% dos entrevistados compraram pelo aplicativo no ú…
Backend e gestão
A retaguarda é o que sustenta a venda depois do clique. Aqui entram a obrigação fiscal que passou a viver dentro da nota, a entrega e o fulfillment, o crédito que se decide no balcão, o sistema de gestão que segura o pedido e o custo real de implantar e migrar esse sistema para a nuvem.
Quem comprou quem no ERP brasileiro, e por qual preço
A TOTVS concluiu a compra da Linx por R$ 3,05 bilhões . Em 2020, a StoneCo tinha pago R$ 6,7 bilhões pelo mesmo negócio, mais do que o dobro. No mesmo período, a Senior comprou a CIGAM, e a …
Backend e gestãoPor que o saldo da tela não chega na prateleira
O Índice de Ruptura da Neogrid fechou dezembro de 2025 em 11,4% do mix total das lojas, com média anual de 12,28% em 2025 contra 13,09% no ano anterior. No mesmo ano, o setor supermercadista…
Backend e gestãoPix Automático e o que mudou na cobrança recorrente
O Pix Automático, em vigor desde junho de 2025 e obrigatório para todos os bancos desde janeiro de 2026, passou de R$ 1,2 bilhão em transações mensais em junho de 2026. No mesmo intervalo, o…
Backend e gestãoPor que a fraude cai e o financeiro não fecha a conta
A fraude no cartão perde participação e, ao mesmo tempo, o número de ataques cresce. Os dois movimentos convivem porque medem coisas diferentes: um divide perda por valor aprovado, o outro c…
Backend e gestãoQuanto custa entregar, e quanto custa receber de volta
A entrega de última milha no Brasil movimenta cerca de USD 2,9 bilhões por ano. Esse trecho final concentra de 40% a 50% do custo logístico na América do Sul. Do outro lado da doca, entre 17…
Backend e gestãoSplit payment: o que já vale e o que ainda espera data
A lei que criou os novos tributos deixou a data do split payment para um ato futuro do comitê gestor e da Receita Federal. O que já é obrigatório é outra coisa. Desde agosto de 2026, a nota …
Backend e gestãoA Reforma Tributária entrou no leiaute da nota fiscal
Os tributos novos da Reforma, o IBS, a CBS e o Imposto Seletivo, já têm campo e regra de validação na nota fiscal eletrônica e no cupom. Em agosto de 2026 saiu a versão mais recente da norma…
Backend e gestãoO software de gestão do varejo brasileiro, em números
Em uma frase. A pesquisa anual da FGVcia mede Totvs e SAP com 34% cada e Oracle com 10% entre os sistemas integrados de gestão, e mostra o comércio investindo apenas 5% do faturamento em tec…
Backend e gestãoO carnê da sua loja ainda vai dar lucro em 2027?
O crédito concedido pelo próprio comerciante respondeu por 15,52% do faturamento em 2025, contra 9,27% em 2023, segundo estudo da RPE divulgado em agosto de 2026. O preço aparece na carteira…
Backend e gestãoO que sua loja precisa ter pronto antes de 1º de janeiro de 2027?
O calendário da reforma tributária tem datas firmes e uma incerteza grande. Os campos de IBS e CBS são obrigatórios na NF-e e na NFC-e desde 3 de agosto de 2026, pelo Ato Conjunto RFB/CGIBS …
Backend e gestãoQuanto tempo até o ERP novo começar a valer a pena?
A edição 2026 do ERP Report do Panorama Consulting mediu mediana de nove meses de projeto, contra 15,5 meses na série anterior, com mais de um quarto dos projetos estourando o orçamento. O G…
Backend e gestãoQuem realmente escolhe o sistema de gestão da sua loja?
Na pequena empresa brasileira, quem indica o sistema de gestão quase nunca é quem o instala. A Omie declara mais de 25 mil escritórios contábeis parceiros e mais de 200 mil clientes em sua p…
Backend e gestãoVale a pena colocar o seu estoque dentro do armazém do marketplace?
A Amazon informou, em maio de 2026, que os vendedores com FBA mais que dobraram os pedidos entregues no Brasil no primeiro trimestre daquele ano sobre o mesmo período de 2025, e a Eship regi…
Backend e gestãoSua loja ainda depende de um equipamento fiscal que saiu de cena?
A era do equipamento fiscal acabou em dois estados na mesma data. Em São Paulo, a emissão do CF-e-SAT está vedada desde 1º de janeiro de 2026 pela Portaria SRE 79/2024, e no Ceará o Decreto …
Backend e gestãoSua loja consegue despachar o pedido que veio pelo site?
A Vivara informou que 57,0% das vendas digitais do segundo trimestre de 2026 foram faturadas ou entregues pelas próprias lojas, contra 45,4% no ano de 2025, e o Grupo SBF declarou à Exame, e…
Backend e gestãoVale a pena oferecer crédito no balcão com Open Finance?
A iniciação de pagamento por Pix no Open Finance movimentou R$ 15,3 bilhões em 2025, contra R$ 3,2 bilhões em 2024, segundo dados do Banco Central publicados em janeiro de 2026. As operações…
Backend e gestãoO que acontece com a sua loja se o servidor da retaguarda parar amanhã?
Dados da ABES citados pela TOTVS em julho de 2026 apontam que 63% das empresas ainda mantêm o ERP em servidor próprio ou em infraestrutura dedicada , enquanto 77% das organizações brasileira…
Verticais dos clientes Onclick
Aqui estão os ramos do varejo especializado: joalheria e semijoias, moda e calçados, óticas com cosméticos e papelaria, autopeças e material de construção, distribuição, indústria e franquias, e o calendário que concentra a receita do ano. Cada ramo traz o tamanho publicado, o peso da loja física e o que ele cobra do sistema de gestão.
Calendário do varejo 2026 e 2027: quais datas realmente movem a venda
O pico do varejo brasileiro deixou de caber em um dia. Em novembro de 2025, o e-commerce faturou R$ 39,2 bilhões no mês inteiro e R$ 4,76 bilhões no dia da Black Friday. Em 2026, a Copa do M…
Verticais dos clientes OnclickJoalheria e semijoias em números: qual régua de mercado usar
Em 2025, o mercado brasileiro de joias, somando joias finas e bijuterias em todos os canais, chegou a US$ 15,29 bilhões . A projeção para 2026 é de US$ 16,38 bilhões no mesmo recorte. O vare…
Verticais dos clientes OnclickModa e calçados em números: onde a grade cobra o preço
Em uma frase. O varejo brasileiro de roupas deve movimentar R$ 314,9 bilhões em 2025, com alta de 6,8% sobre 2024 e 6,4 bilhões de peças vendidas. O varejo de calçados corre em outra unidade…
Verticais dos clientes OnclickÓticas, cosméticos e papelaria em números: três verticais que crescem por motivos diferentes
Em uma frase. Óticas foram a categoria de e-commerce que mais cresceu no Brasil em 2025, com alta de 126% pelo Mapa da Logística da Loggi divulgado pela CNDL em 19 de janeiro de 2026, enquan…
Verticais dos clientes OnclickQuanto vende, quanto gira e quanto custa o imposto na sua loja
O varejo de material de construção faturou R$ 238,9 bilhões em 2025, alta nominal de 2,4% com queda de 0,2% no volume medido pelo IBGE, segundo a Anamaco em junho de 2026. A indústria de aut…
Verticais dos clientes OnclickQuanto do seu pedido já nasce digital, e o que muda no atacado em 2027
O atacado distribuidor brasileiro faturou R$ 616,6 bilhões em 2025 e respondeu por cerca de 56% do mercado mercearil, segundo o Ranking ABAD e NielsenIQ divulgado em maio de 2026. O e-commer…
Verticais dos clientes OnclickQuanto rende uma unidade franqueada e o que muda no contrato em 2027?
O franchising brasileiro faturou R$ 301,7 bilhões em 2025, alta nominal de 10,5%, com 3.297 redes e 202.444 operações, segundo a ABF em março de 2026, e chegou a 204.908 operações no primeir…
Verticais dos clientes OnclickQuanto a fábrica vende direto e o que isso cobra do chão de fábrica?
Nenhuma entidade setorial brasileira publica quanto a indústria leve vende direto ao consumidor, e os balanços das empresas abertas mostram por quê. Na Natura, o Omni/Digital do Brasil somou…
Camada agêntica e IA
Esta parte trata da compra feita por um agente de IA, um programa que pesquisa, decide e fecha o pedido sozinho, e da IA que entra no próprio sistema de gestão. Aqui estão o tamanho desse mercado, as regras que ligam loja e agente, o quanto do acesso já chega por assistente, o que custa rodar um agente e como ele ajuda a reter cliente.
Busca por IA e descoberta de produto: o que muda até 2027
Em uma frase. O tráfego vindo de ferramentas de IA generativa para o varejo dos Estados Unidos cresceu 693,4% na temporada de compras de 2025, pela medição da Adobe Analytics divulgada em 12…
Camada agêntica e IAIA dentro do sistema de gestão e o paradoxo da Gartner
Até o fim de 2026, a Gartner projeta que 40% das aplicações empresariais terão agentes de tarefa específica. Até 2027, ela também prevê o cancelamento de mais de 40% desses projetos dentro d…
Camada agêntica e IATendências 2027: o que muda para o varejo brasileiro
Em uma frase. Esta página reúne as mudanças de 2027 que já têm data ou número publicado, e diz o que cada uma cobra da sua loja. Serve para quem monta o orçamento do ano e precisa escolher o…
Camada agêntica e IAO que a sua loja faz com os protocolos de agentes
Entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, OpenAI, Stripe e Google publicaram quatro padrões abertos: MCP, ACP, AP2 e UCP. Cada um resolve uma parte do caminho da compra feita por um agente d…
Camada agêntica e IAQuanto vale a compra feita por agente de IA
Até 2030, a McKinsey calcula que agentes de IA podem intermediar de US$ 3 a 5 trilhões do consumo global. Até 2028, o Gartner prevê 60% das marcas usando IA para conversas um a um. Essas dua…
Camada agêntica e IADá para implantar um sistema de gestão sem consultor em 2027?
A implantação de sistema de gestão encurtou de meses para semanas entre 2025 e 2026, e quem publica a medida é o próprio fornecedor. A TOTVS divulgou em abril de 2026, em conteúdo de marca n…
Camada agêntica e IAPor que tanta loja abandona o sistema de gestão nos primeiros 90 dias?
Em software por assinatura voltado a e-commerce e varejo, a mediana de cancelamento medida pelo ChurnTools em agosto de 2026 é de 5,6% ao mês , dentro de uma faixa de 3% a 8%. A janela em qu…
Camada agêntica e IAO que muda na sua loja com juro em queda e cliente endividado?
O Boletim Focus de 24 de agosto de 2026 projeta a Selic em 12,00% ao ano no fim de 2027, contra 13,75% no fim de 2026, com PIB de 1,50% e IPCA de 4,25%. Do outro lado do balcão o cliente seg…
Camada agêntica e IAA IA fiscal resolve a reforma da sua loja ou o problema está no cadastro?
O gargalo da reforma tributária no varejo está no cadastro do produto. A IOB pesquisou 967 empresas entre abril e maio de 2026 e encontrou apenas 5,18% com os cadastros já adequados ; ao ana…
Camada agêntica e IASe a IA ficou tão barata, por que o agente custa caro na sua loja?
Rodar um modelo com a capacidade do antigo GPT-3.5 custava US$ 20,00 por milhão de tokens em novembro de 2022 e caiu para US$ 0,07 em outubro de 2024, pelo AI Index 2025 da Stanford HAI. Só …
O que a retaguarda sustenta
A virada fiscal na retaguarda
- 16/01/2025LC 214 institui IBS, CBS e Imposto SeletivoA lei cria os tributos e o Comitê Gestor do IBS.
- 13/01/2026LC 227 institui o Comitê Gestor do IBSA norma altera dezenas de dispositivos da LC 214, inclusive os de plataforma digital.
- 2026Alíquotas de teste, com dispensa de recolhimentoIBS a 0,1% e CBS a 0,9% pelo ADCT, com dispensa para quem cumpre a obrigação acessória.
- 03/08/2026Campos de IBS e CBS obrigatórios em produçãoA NT 2025.002 põe os grupos da Reforma no leiaute da NF-e e da NFC-e.
- 2027CBS cheia e fim de PIS e CofinsO ADCT extingue as contribuições e zera as alíquotas do IPI, com ressalva da Zona Franca.
- 2033Extinção de ICMS e ISSO ADCT encerra os dois impostos depois da redução gradual de 2029 a 2032.
Fontes e método. Cada número desta página traz o link para quem o publicou, visível ao lado do dado. As fontes oficiais vêm primeiro: Planalto, Portal da NF-e, IBGE, SEFAZ e comunicados das próprias empresas. Quando existe só a cobertura da imprensa, o veículo aparece nomeado junto da instituição que assina o estudo.