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Frontend do e-commerce

Quem cresce no e-commerce, e o que isso cobra da retaguarda

Atualizado em 29 de agosto de 2026

O crescimento migrou para o pequeno vendedor: o Mapa da Logística registra 77% de alta para pequenos negócios, e a fatia de optantes do Simples Nacional no comércio digital passou de 3,6% em 2016 para 34% em 2025. A loja pequena herdou o problema da loja grande sem herdar a estrutura que o resolve.
Pequenos negócios no Mapa da Logística77%, a maior taxa do período
Valor médio por pedido de PMER$ 215, 20% acima das grandes marcas
Simples Nacional no comércio digital34% em 2025, contra 3,6% em 2016
Pontos de recebimento33% das operações, contra 67% de coleta

Esta página mostra quem está crescendo no e-commerce brasileiro e o que esse crescimento exige da retaguarda. Serve para quem vende online e quer saber se o problema que sente é dele sozinho ou do mercado inteiro. O dado de 2025 desloca o centro dessa conversa: o motor virou o pequeno vendedor.

Quanto cresceu o pequeno vendedor, e segundo quem

A quarta edição do Mapa da Logística é um levantamento da Loggi sobre mais de cinco mil municípios e vinte e dois mil empresas. Nele, os pequenos negócios aparecem como o perfil de maior crescimento do período, com 77% de alta.

A cobertura da Varejo S.A. e da CNDL sobre o mesmo estudo acrescenta o ticket médio, ou seja, quanto cada cliente gasta em média por compra. O valor médio por pedido das PMEs (empresas pequenas e médias, como a sua) chegou a duzentos e quinze reais. Esse valor é vinte por cento acima das grandes marcas e quarenta e três por cento acima dos marketplaces.

O que a fatia do Simples Nacional confirma

A FecomercioSP mede o mesmo movimento por outro ângulo. A participação de empresas do Simples Nacional (regime tributário simplificado para pequenos negócios) no comércio digital saiu de 3,6% para 34%. Isso aconteceu entre 2016 e 2025, quase dez vezes mais em uma década.

Crescimento por categoria em 2025

  • Óticas126%
  • Farmácias101%
  • Móveis e decoração83%
  • Itens de livraria71%
  • Eletrônicos e informática56%
Fonte: Varejo S.A. e CNDL sobre o Mapa da Logística da Loggi, 19 de janeiro de 2026. Barras proporcionais à maior alta da lista.

A conta que chega junto com o crescimento

Pense numa loja de roupa que vendia só na loja física e passou a vender pela internet. Ao crescer rápido, como boa parte dos pequenos negócios em 2025, ela passa a lidar com catálogo maior, mais canais e mais devolução ao mesmo tempo.

As dores que só apareciam em operação grande chegam antes da equipe que saberia tratá-las.

Por que a entrega ficou mais complexa

A malha de entrega acompanha essa mudança. A coleta ainda responde por sessenta e sete por cento das operações, e os pontos de recebimento já ficam com trinta e três por cento. Cada ponto de recebimento é uma janela, um contrato e um evento de rastreio a mais para controlar.

As categorias que mais avançaram reforçam essa exigência sobre o dado de produto. Óticas cresceram 126%, farmácias 101% e móveis e decoração 83%.

Prescrição, medida, prazo de montagem e composição do produto precisam existir de forma organizada na base de dados. Sem isso, a venda não se sustenta depois do clique.

O que fazer com isso, do lado de quem vende e de quem fornece

Para quem vende, a leitura prática é escolher qual complexidade aceitar primeiro. Abrir um canal novo sem estoque único e sem promessa de entrega confiável costuma custar mais em cancelamento do que rende em pedido novo.

Para quem fornece tecnologia ao varejo, o recado é sobre o porte do cliente típico. O comprador de sistema de gestão deixou de ser só a rede grande e consolidada, e passou a incluir a loja pequena que cresce rápido.

Essa loja pequena precisa de fiscal, integração e conciliação desde o primeiro mês, do mesmo jeito que a grande.

No fim, quem está crescendo é o pequeno vendedor. Ele herda a complexidade de quem já era grande, sem herdar a equipe que a resolve. A loja de roupa do nosso exemplo faz bem em resolver isso antes de abrir o próximo canal, não depois.

Perguntas frequentes

O crescimento de 77% vale para qual período?

A página oficial da Loggi apresenta os 77% como a maior taxa de crescimento do período na quarta edição do Mapa da Logística. A cobertura da Varejo S.A. e da CNDL, de janeiro de 2026, descreve o mesmo percentual como crescimento das PMEs no e-commerce em 2025.

Por que o ticket da PME é maior que o do marketplace?

O estudo registra R$ 215 de valor médio por pedido nas PMEs, 43% acima do praticado nos marketplaces. Venda direta costuma concentrar itens de maior valor e menos compra avulsa de baixo ticket, que é onde o marketplace tem volume.

Fontes. Loggi, Mapa da Logística, 4ª edição. Varejo S.A. e CNDL sobre o mesmo estudo, 19 de janeiro de 2026. FecomercioSP, Radiografia do Comércio Eletrônico de 2026, via Seu Dinheiro, 8 de agosto de 2026. Curadoria Brasil GEO, Alexandre Caramaschi, 2026.