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Onde o carrinho brasileiro se perde no checkout

Atualizado em 29 de agosto de 2026

A taxa média de abandono de carrinho é de 70,22%, média de 50 estudos compilados pelo Baymard Institute, e o motivo mais citado por quem desiste é custo extra que aparece tarde, com 40% das menções. No checkout brasileiro, o Pix respondeu por 52% das transações no primeiro semestre de 2026, enquanto o cartão de crédito ficou com 64% do valor movimentado.
Baymard Institute, média de 50 estudos, setembro de 202570,22% de abandono de carrinho
Baymard Institute, motivo mais citado, setembro de 202540% desistem por custo extra
Appmax, base própria, primeiro semestre de 202652% das transações em Pix
Appmax, participação no valor, primeiro semestre de 202664% do dinheiro no cartão de crédito

Esta página mostra por que tanto carrinho montado nunca vira pedido, e o que fazer para reverter isso. Serve para quem vende online e sente o carrinho abandonado como perda misteriosa. Ao final, você sabe quais atritos cortar primeiro no seu checkout.

Onde o carrinho da loja de semijoias se perde

Numa sexta-feira à noite, o painel de uma loja de semijoias enche de carrinhos montados no celular: brinco escolhido, frete calculado, cupom aplicado. Na manhã seguinte, quase nenhum virou pedido. O gargalo mais caro do varejo digital mora nos últimos toques de tela.

Sete em cada dez carrinhos morrem antes do pedido

A taxa média de abandono de carrinho é de 70,22%, média de 50 estudos compilados pelo Baymard Institute. Parte disso nem chega a ser defeito de loja. O mesmo instituto apurou que 42% dos compradores online dos Estados Unidos largaram um carrinho por estarem só navegando.

Motivos de desistência no checkout

Custos extras: 40%40%1Entrega lenta: 20%20%2Desconfia do cartão: 19%19%3Exigir criar conta: 18%18%4Checkout longo: 17%17%5Erro no site: 17%17%6
  1. Custos extras40%
  2. Entrega lenta20%
  3. Desconfia do cartão19%
  4. Exigir criar conta18%
  5. Checkout longo17%
  6. Erro no site17%
Fonte: Baymard Institute, lista de estatísticas de abandono de carrinho atualizada em 22 de setembro de 2025; pergunta de múltipla escolha com compradores dos Estados Unidos, cuja soma passa de cem por cento.

O comprador diz onde perde a paciência

Descontada a navegação sem intenção, o motivo mais citado é custo que aparece tarde. 40% apontam frete, imposto ou taxa surpresa. Na mesma lista vêm entrega lenta com 20%, exigência de criar conta com 18% e checkout (a tela final de pagamento) longo com 17%.

O tamanho do formulário explica a queixa. O checkout médio exibe 23,48 elementos de formulário por padrão, contra um fluxo enxuto de 12 a 14 elementos.

Pix e cartão no checkout, 1S 2026

52%das transações foram pagas em Pix
64%do valor movimentado ficou no cartão de crédito
R$ 346,83ticket médio pago no cartão de crédito
R$ 178,77ticket médio pago em Pix
Fonte: Appmax, Análise de Desempenho do primeiro semestre de 2026, via TI Inside, 24 de agosto de 2026; base própria de mais de 8,4 mil lojas monitoradas.

O Pix já é maioria dos pedidos, o cartão ainda é maioria do dinheiro

No primeiro semestre de 2026, o Pix passou o cartão de crédito em número de transações no comércio eletrônico brasileiro. Foram 52% contra 48%, na base de 8,4 mil lojas da Appmax.

O dinheiro desenha outra curva. O cartão ficou com 64% do valor movimentado no semestre, contra 35,2% do Pix.

A diferença mora no ticket médio, ou seja, quanto cada cliente gasta em média por compra. O pedido médio pago no cartão ficou em R$ 346,83 no primeiro semestre de 2026, contra R$ 178,77 do Pix.

A Nuvemshop, com base de mais de 100 mil lojas, viu o mesmo padrão: 50,2% dos pedidos e 41% do valor em Pix.

Duas réguas medem o Pix, e elas não perguntam a mesma coisa

Para 2025 circulam dois recortes do peso do Pix nas compras online. O estudo da Ebanx com a PCMI (Payments and Commerce Market Intelligence, uma consultoria de pagamentos) registra 42% das compras em Pix contra 41% no cartão. Um recorte anterior do mesmo material citava 44,6% para o mesmo ano.

Os 2,6 pontos de distância mudam a manchete, mas não mudam a direção. As duas contas projetam 45% até o fim de 2026, e o mesmo estudo da Ebanx com a PCMI acrescenta 50% para 2028.

A régua de valor anda mais devagar. O Global Payments Report mede os pagamentos de conta a conta em 42% do valor transacionado no comércio eletrônico brasileiro naquele ano. A projeção chega a 44% na década seguinte. Quem cita precisa dizer se fala de pedidos ou de reais.

As réguas do Pix no e-commerce

  1. 202542% das compras online em PixCartão de crédito em 41%, no estudo da Ebanx com a PCMI publicado em fevereiro de 2026
  2. Primeiro semestre de 202652% das transações em PixCartão de crédito com 64% do valor movimentado (Appmax, base própria de mais de 8,4 mil lojas)
  3. Fim de 202645% das compras onlineProjeção do estudo da Ebanx com a PCMI, publicada em fevereiro de 2026
  4. 202850% das compras onlineProjeção do estudo da Ebanx com a PCMI, publicada em fevereiro de 2026
  5. 203044% do valor do comércio eletrônicoProjeção do Global Payments Report, divulgada em maio de 2026, medida em valor transacionado
Fonte: Ebanx e PCMI via E-Commerce Brasil (10 de fevereiro de 2026), Appmax via TI Inside (24 de agosto de 2026) e Global Payments Report via Valor Econômico (7 de maio de 2026); as réguas medem coisas distintas, pedidos e valor.

No celular, o checkout enxuto é a vantagem que sobra

Dispositivos móveis responderam por 79% das transações do comércio eletrônico brasileiro em 2025. Isso empurra toda a discussão de formulário para uma tela de seis polegadas.

É nessa tela apertada que o problema aparece. Um benchmark (número de referência do seu ramo, para comparar) de 344 sites do Baymard Institute aponta 63% dos checkouts mobile como medíocres ou piores.

O defeito tem endereço. 62% dos sites desse benchmark deixam a compra como convidado, sem precisar criar conta, fora da posição mais visível.

Corrigir os problemas de usabilidade já documentados pelo instituto pode elevar em até 35,26% a conversão de um grande varejista online.

Volte à loja de semijoias de sexta à noite. O brinco segue escolhido e o carrinho segue montado. Entre o polegar e o botão de pagar sobram campos demais e surpresas de custo.

Perguntas frequentes

A média de 70,22% de abandono do Baymard Institute vale como meta para uma loja brasileira?

Ela descreve a média de 50 estudos internacionais compilados pelo Baymard Institute até setembro de 2025, com metodologias e mercados distintos, e por isso serve de referência de contexto, não de meta operacional. Para uma loja específica, a comparação que informa decisão é a da própria operação mês a mês, com a mesma definição de carrinho iniciado. A exceção fica com o tráfego de campanha paga de topo, que infla o abandono sem que o checkout tenha piorado.

Priorizar o Pix no checkout derruba o faturamento de quem depende do parcelado?

Os dois convivem em faixas de ticket diferentes: no primeiro semestre de 2026 o Pix respondeu por 52% das transações e o cartão de crédito por 64% do valor movimentado, na base própria da Appmax. Para ticket baixo e recompra, o Pix reduz atrito e custo de adquirência; para ticket alto, tirar o parcelado da tela costuma custar mais conversão do que a economia de taxa devolve.

Fontes. Baymard Institute, 50 Cart Abandonment Rate Statistics 2026, 22 de setembro de 2025; Baymard Institute, Checkout UX 2025: 10 Pitfalls and Best Practices, 25 de novembro de 2025; Appmax, Análise de Desempenho do primeiro semestre de 2026, via TI Inside, 24 de agosto de 2026; Nuvemshop, levantamento com mais de 100 mil lojas, via Gazeta de S. Paulo, 21 de julho de 2026; Ebanx e Payments and Commerce Market Intelligence, via E-Commerce Brasil, 10 de fevereiro de 2026; Global Payments Report (Worldpay), via Valor Econômico, 7 de maio de 2026; Abiacom, via O Globo, 25 de agosto de 2026. Curadoria Brasil GEO, Alexandre Caramaschi, 2026.