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Busca com IA no Brasil: os números de outubro de 2026

No Brasil, o ChatGPT respondeu por 80,47% das visitas com origem em chatbot registradas pela Statcounter em setembro de 2026, nos sites que usam o código da empresa, e 32% dos consumidores online dizem usá-lo para pesquisar produtos, segundo estudo da PYMNTS para a Visa. Na leitura da Nuvemshop, a IA entra mais tarde, quando o consumidor já compara opções, e só 15% dos varejistas ouvidos em 2026 têm dados de produto estruturados para agentes.

Por Alexandre Caramaschi, Chief Strategy Officer da Nuvini (Nasdaq: NVNI), Founder da Brasil GEO, cofundador da NAIA e cofundador da AI Brasil, ex-CMO da Semantix (Nasdaq) · Outubro 2026

Atualizado em .

Os números de setembro e outubro de 2026 sobre o Brasil vêm de fontes com métodos diferentes: tráfego medido em sites, pesquisa com consumidores e anúncio de empresa. Cada um responde a uma pergunta: a Statcounter mostra de qual assistente vêm as visitas, as pesquisas com consumidores mostram onde a IA entra na compra e o estudo da Visa mostra o que falta ao varejo para ser citado.

Qual assistente manda mais visitas para sites no Brasil?

Participação dos chatbots nas visitas a sites medidos pela Statcounter no Brasil, setembro de 2026
  • ChatGPT80,47%
  • Google Gemini10,94%
  • Perplexity5,84%
  • Microsoft Copilot1,78%
  • Claude0,95%
  • DeepSeek0,02%

Fonte: Statcounter, Brasil, setembro de 2026, consultada em 12/10/2026. O eixo começa em zero.

Ver os mesmos dados em tabela
ChatbotParticipação
ChatGPT80,47%
Google Gemini10,94%
Perplexity5,84%
Microsoft Copilot1,78%
Claude0,95%
DeepSeek0,02%

A Statcounter calcula suas estatísticas a partir das páginas vistas nos sites que usam o código de análise da empresa, mais de 1 milhão no mundo, e classifica a origem de cada visita. A participação mede os cliques que chegam a esses sites vindos de cada assistente. Ela não conta usuários nem perguntas feitas dentro do aplicativo, e um assistente que responde sem mandar o leitor a um site aparece menor do que é.

Onde a IA entra na jornada de compra?

O Global Digital Shopping Index 2026, da PYMNTS Intelligence para a Visa Acceptance Solutions, conforme reportagem da Central do Varejo de 07/10/2026, aponta que a parcela de consumidores online brasileiros que usam o ChatGPT para pesquisar produtos passou de 2% em 2024 para 32% em 2026, enquanto a do Google caiu de 79% para 63%. O mesmo estudo de 2026 diz que 53% dos brasileiros que compraram online usaram IA na compra mais recente.

A pesquisa da Nuvemshop com a Opinion Box, citada na mesma reportagem, completa o quadro: em 2026, 46% dos consumidores online já usaram ferramentas como ChatGPT e Gemini para ajudar numa compra, mas só 1,3% começam a busca nelas. A IA entra na comparação, quando o consumidor já tem opções. Entre quem usa IA nas compras, na mesma pesquisa de 2026, 48,19% a usam para comparar produtos e 46,89% para tirar dúvidas técnicas. As duas pesquisas são autodeclaradas e a reportagem informa que os materiais não trazem o tamanho da amostra brasileira.

O varejo brasileiro está pronto para ser citado?

Pelo estudo da Visa, ainda não. No levantamento de 2026, só 15% dos varejistas brasileiros ouvidos têm dados de produto estruturados para leitura por agentes de IA, e só 21% conseguem identificar quando uma venda teve origem numa plataforma de IA. Uma recomendação feita no ChatGPT seguida de visita digitada no navegador pode aparecer como tráfego direto, o que dificulta medir a influência do canal nos relatórios.

Do lado das marcas, a integração direta começou. A Gol anunciou em 08/10/2026 o check-in pelo ChatGPT: o passageiro digita @gol na conversa, escolhe o assento e gera o cartão de embarque, com liberação para todos os clientes a partir de 19/10/2026, inclusive no plano gratuito, segundo o Olhar Digital. Com a liberação, a empresa passa a operar dentro da conversa, além de poder ser citada como fonte. O guia de comércio agêntico trata desse caminho.

O que um varejista brasileiro deve fazer agora?

Perguntas frequentes

Qual chatbot manda mais visitas para sites no Brasil?

O ChatGPT, com 80,47% das visitas com origem em chatbot nos sites medidos pela Statcounter em setembro de 2026, seguido pelo Google Gemini, com 10,94%, e pelo Perplexity, com 5,84%.

A Statcounter mede quantas pessoas usam cada assistente?

Não. Ela mede páginas vistas nos sites que usam seu código de análise e classifica a origem das visitas. Assistente que responde sem mandar o leitor a um site aparece menor nessa medida.

Os brasileiros começam a busca de produtos em ferramentas de IA?

Poucos. Na pesquisa da Nuvemshop com a Opinion Box reportada em outubro de 2026, 46% já usaram ferramentas como ChatGPT e Gemini para ajudar numa compra, e só 1,3% começam a busca nelas.

Como saber se uma venda veio de um assistente de IA?

Pelo relatório de origem, nem sempre: a visita digitada depois de uma recomendação pode aparecer como tráfego direto. Uma pergunta de origem declarada no checkout ou no formulário ajuda a recuperar essa informação.

Fontes

Hoje, abra o relatório de origem de tráfego do seu site e procure visitas vindas de chatgpt.com e gemini.google.com. O número costuma ser pequeno, e é a base para medir se o trabalho de GEO (Generative Engine Optimization) muda alguma coisa.