História inteira segura quem assiste até o pedido, porque a pessoa quer saber como aquilo terminou. Esta página traz seis arcos longos, cada um com as batidas na ordem (batida é cada parte falada do roteiro, com função própria), o exemplo escrito por extenso dentro da janela da pista (pista é a faixa de segundos em que a peça precisa caber) e o direcionamento de escrita que produz o mesmo arco em qualquer segmento.
O arco existe para segurar a atenção depois do quinto segundo, que é onde a peça curta de três batidas já entregou tudo o que tinha. Quem assiste fica porque a história abriu uma pergunta na cabeça dele, e a resposta só chega depois do pedido.
A cena se repete na produção: a peça abre bem, entrega a dor nos três primeiros segundos, e aos oito já disse tudo o que tinha. O resto do vídeo vira preenchimento, e o relatório da segunda mostra a queda começando exatamente ali. O defeito morava na estrutura, que ficou sem batida para gastar depois do oitavo segundo.
Você sai daqui com
Seis arcos com as batidas na ordem, cada um com o momento exato em que a peça vira e o erro que mata aquele arco especificamente.
Um exemplo escrito por extenso em cada arco, com o número de caracteres medido do próprio texto e a duração falada que ele implica, para você conferir antes de gravar em vez de descobrir na hora do corte.
Um direcionamento copiável por arco, com o orçamento de caracteres, os vetos e a identificação publicitária já dentro do texto, pronto para colar em qualquer modelo de linguagem.
A permissão de não usar história. Se a sua pista é Story, história inteira não cabe e forçar produz a pior das duas peças: a que entrega o meio e corta antes do fim.
Por que um arco longo segura mais que um corte rápido
A pista de Story dura de doze a vinte e seis segundos, o que dá três batidas, e três batidas não comportam virada (virada é o momento em que a história muda de direção). Quem tenta contar história nesse espaço mostra o problema, começa a solução e acaba antes do desfecho, então a peça abre uma pergunta que ela mesma não responde.
A partir de trinta e oito segundos cabem as sete batidas completas, com custo e virada no meio. É a primeira duração em que a peça consegue mostrar quanto o problema custava antes de pedir alguma coisa, e uma peça que mostra essa conta soa como recomendação de conhecido.
História inteira é também a peça mais barata de adaptar: o mesmo arco roda em dez segmentos trocando só a cena, porque quem assiste fica pela forma da virada. O objeto na mão de quem grava pode mudar de motor para escova sem mexer em nenhuma batida.
Os dois limites da faixa importam. Abaixo dela a peça perde a batida de custo e passa a soar como propaganda comum; acima dela deixa de ser vídeo curto e passa a competir com conteúdo de canal, que tem outra régua de retenção e outro público.
1. A virada de uma terça
Quando usar. Quando a dor aconteceu num dia específico e o conserto cabe numa frase. É o arco mais fácil de gravar sem roteiro decorado, porque a memória do dia sustenta a ordem das batidas sozinha.
Pista: Peça com história inteira, de 38 a 65 segundos falados.
Gatilhos que ele carrega: Espelho do dia de trabalho, Custo invisível revelado.
Erro que mata este arco: Contar a virada como tutorial. Se o roteiro enumera primeiro passo e segundo passo, a história para de andar ali, e quem estava esperando o desfecho rola a tela antes do pedido.
As sete batidas, nesta ordem
Dor: o dia, a hora e o objeto na mão.
Reconhecimento: a frase que quem assiste diria no lugar de quem grava.
Custo: o que se perdeu, dito sem número inventado.
Virada: o que mudou, em uma frase, sem passo a passo.
Prova: um fato público com fonte e mês na mesma frase.
Ponte: por que isso vale para quem está assistindo.
Pedido: um gesto só, dentro da plataforma.
Escrito por extenso, na cena de oficina mecânica, concessionária, funilaria
Terça, dez da manhã, sua mão dentro do motor e o celular apitando no bolso. Isto é publicidade da leadlovers, plataforma brasileira. Era o cliente do pátio perguntando quanto fica a revisão. Você viu a mensagem às seis da tarde, e ele já tinha fechado na oficina da esquina. Ninguém responde mensagem com as duas mãos dentro de um carro. O que muda esse fim de tarde é uma resposta automática que dá a faixa de preço e pergunta a placa no minuto em que a pessoa escreve. Você escreve essa resposta uma vez, e ela atende enquanto o motor está aberto. Comenta PLACA aqui embaixo que a gente te manda o texto pronto pra adaptar.
625 caracteres medidos neste texto, cerca de 64 segundos falados na régua de 9,7 caracteres por segundo, dentro da faixa de 369 a 631 da pista.
O direcionamento que reproduz este arco
1
A virada de uma terça
Peça com história inteira
Devolve. Um roteiro de peça com história inteira com as sete batidas na ordem deste arco.
Troque só. O que está entre colchetes no fim do texto.
Ler o direcionamento inteiro
Você escreve roteiro de teleprompter para vídeo curto, em português do Brasil, para um criador gravar sozinho com o celular.
ARCO OBRIGATÓRIO: a virada de uma terça. Sete batidas, nesta ordem e sem acrescentar nenhuma: dor com dia e hora e objeto na mão; reconhecimento com a frase que quem assiste diria; custo do que se perdeu; virada em uma frase só; prova com fonte e mês na mesma frase; ponte para quem assiste; pedido de um gesto só dentro da plataforma.
DURAÇÃO: entre 38 e 65 segundos falados. A régua é 9,7 caracteres por segundo, contando espaços, então o texto precisa ficar entre 369 e 631 caracteres. Esta é a restrição mais dura do pedido.
VOZ: quem atende no balcão conversando com um conhecido. Frase curta, palavra de todo dia, contração sempre. Nunca tom de professor, nunca tom de palestra, nenhum preâmbulo do tipo oi gente. A primeira frase já é a cena.
PROIBIDO: travessão em qualquer posição; passo a passo numerado; promessa de resultado, faturamento ou prazo; número interno da operação; termo técnico de marketing sem tradução colada na mesma frase; qualquer expressão de reforço vazio do tipo nos dias de hoje ou no cenário atual.
IDENTIFICAÇÃO PUBLICITÁRIA: uma frase curta e inteira dizendo que é publicidade, logo depois da primeira frase e dentro dos dez primeiros segundos. Nunca como primeira palavra do roteiro.
DIGA O SEGMENTO e o destino do pedido na sua resposta ao final, em uma linha, para eu conferir.
MEU CONTEXTO: [escreva aqui o seu segmento, a cena que você viveu de verdade e o destino do pedido que você quer usar].
1.6 mil caracteres
2. A conta que ninguém tinha feito
Quando usar. Quando o argumento é dinheiro e a pessoa não percebe onde ele vaza. Funciona melhor com quem já paga várias ferramentas e nunca somou.
Pista: Peça com história inteira, de 38 a 65 segundos falados.
Gatilhos que ele carrega: Ancoragem por soma real, Especificidade.
Erro que mata este arco: Somar com número que você não pode provar. O arco inteiro se apoia na conta feita na frente de quem assiste, e basta um valor sem fonte para a soma toda virar suspeita.
As sete batidas, nesta ordem
Dor: a frase de quem paga sem saber por quê.
Reconhecimento: o número de coisas pagas, contado em voz alta.
Custo: a soma feita na frente de quem assiste, item por item.
Virada: o que a soma revelou.
Prova: preço público com fonte e mês.
Ponte: o convite para a pessoa fazer a mesma soma hoje.
Pedido: um gesto só, ligado ao número que ela acabou de contar.
Escrito por extenso, na cena de salão de beleza, barbearia, estúdio de unhas
Você paga quatro assinaturas e não sabe direito pra que serve cada uma. Isto é publicidade da leadlovers, e a conta é sua. Agenda, ferramenta de e-mail, um site parado e um aplicativo de mensagem. Pega a fatura do cartão e soma as quatro linhas em voz alta. O total é o preço de manter separado o que podia morar junto: e-mail pra lista, WhatsApp respondido e página que vende. O plano de entrada está em cento e quarenta e nove reais por mês no anual, com cinco mil contatos, na página de planos da leadlovers, agosto de dois mil e vinte e seis. Faz a soma hoje e manda só o número no direct. A gente te diz o que dá pra juntar.
629 caracteres medidos neste texto, cerca de 65 segundos falados na régua de 9,7 caracteres por segundo, dentro da faixa de 369 a 631 da pista.
O direcionamento que reproduz este arco
2
A conta que ninguém tinha feito
Peça com história inteira
Devolve. Um roteiro de peça com história inteira com as sete batidas na ordem deste arco.
Troque só. O que está entre colchetes no fim do texto.
Ler o direcionamento inteiro
Você escreve roteiro de teleprompter para vídeo curto, em português do Brasil, para um criador gravar sozinho com o celular.
ARCO OBRIGATÓRIO: a conta que ninguém tinha feito. Sete batidas, nesta ordem: dor de quem paga sem saber por quê; reconhecimento contando em voz alta quantas coisas são; custo somado item por item na frente de quem assiste; virada com o que a soma revelou; prova de preço público com fonte e mês na mesma frase; ponte convidando a pessoa a somar hoje; pedido de um gesto só, ligado ao número que ela contou.
DURAÇÃO: entre 38 e 65 segundos falados, ou seja, de 369 a 631 caracteres contando espaços, na régua de 9,7 caracteres por segundo.
REGRA DA CONTA, e ela manda mais que qualquer outra: todo valor dito precisa de fonte e mês na mesma frase. Se você não tem o valor, descreva a soma sem inventar número, dizendo quantas coisas são e deixando o total com quem assiste.
VOZ: quem atende no balcão. Frase curta, contração sempre, humor seco no máximo uma vez. Nunca tom de professor.
PROIBIDO: travessão; promessa de economia ou de resultado; número interno de operação; depreciar concorrente; citar número de concorrente sem fonte datada; termo técnico sem tradução na mesma frase.
IDENTIFICAÇÃO PUBLICITÁRIA: frase curta e inteira, logo depois da primeira frase, dentro dos dez primeiros segundos.
MEU CONTEXTO: [escreva aqui o seu segmento, quantas ferramentas você paga hoje e o destino do pedido].
1.4 mil caracteres
3. O cliente que voltou sozinho
Quando usar. Quando a peça precisa mostrar recompra sem prometer reativação de base parada. Todo o material do arco sai do intervalo entre duas visitas do mesmo cliente.
Pista: Peça com história inteira, de 38 a 65 segundos falados.
Gatilhos que ele carrega: Custo invisível revelado, Prova social de igual.
Erro que mata este arco: Prometer que a ferramenta acorda contato antigo. As ações automatizadas não alcançam cadastro antigo, com corte por data que a central de ajuda manda confirmar no suporte, e a peça que promete isso vende o que a documentação exclui.
As sete batidas, nesta ordem
Dor: o cliente que veio uma vez e sumiu.
Reconhecimento: a certeza de que ele gostou, e de que ninguém lembrou dele.
Custo: o que a agenda irregular faz com a semana.
Virada: a lembrança que saiu no dia certo.
Prova: o que a plataforma faz, dito sem exagero.
Ponte: quem na sua base está nessa situação agora.
Pedido: um gesto só, de dentro da plataforma.
Escrito por extenso, na cena de clínica, consultório, odontologia, estética
Uma paciente veio em janeiro, adorou e nunca mais apareceu na sua agenda. Isto é publicidade da leadlovers, e essa cadeira vazia tem conserto. Ela saiu satisfeita e sumiu porque ninguém lembrou dela na semana certa. Enquanto isso a agenda enche numa semana, esvazia na outra, e a culpa cai no mês. O conserto é uma mensagem que sai sozinha, no intervalo certo, pra quem veio há pouco tempo. O núcleo da plataforma é e-mail, WhatsApp e páginas, e é isso que ela faz. Abre a sua agenda e olha quem esteve aí nos últimos dois meses e não voltou. Comenta VOLTA aqui embaixo que a gente te manda o texto dessa mensagem.
614 caracteres medidos neste texto, cerca de 63 segundos falados na régua de 9,7 caracteres por segundo, dentro da faixa de 369 a 631 da pista.
O direcionamento que reproduz este arco
3
O cliente que voltou sozinho
Peça com história inteira
Devolve. Um roteiro de peça com história inteira com as sete batidas na ordem deste arco.
Troque só. O que está entre colchetes no fim do texto.
Ler o direcionamento inteiro
Você escreve roteiro de teleprompter para vídeo curto, em português do Brasil.
ARCO OBRIGATÓRIO: o cliente que voltou sozinho. Sete batidas, nesta ordem: dor do cliente que veio uma vez e sumiu; reconhecimento de que ele gostou e ninguém lembrou dele; custo da agenda irregular; virada com a lembrança que saiu no dia certo; prova do que a plataforma faz, sem exagero; ponte perguntando quem na base de quem assiste está nessa situação agora; pedido de um gesto só dentro da plataforma.
DURAÇÃO: de 38 a 65 segundos falados, ou seja, de 369 a 631 caracteres contando espaços.
RESTRIÇÃO DURA DESTE ARCO: proibido prometer reativar base antiga, lista parada ou contato esquecido. As ações automatizadas não são executadas para contato com data de cadastro igual ou superior a oito meses, conforme a central de ajuda oficial. A peça fala de quem passou por lá há pouco tempo, e nunca de acordar quem sumiu há anos.
VOZ: quem atende no balcão, conversando com um conhecido. Frase curta, contração sempre.
PROIBIDO: travessão; promessa de resultado; passo a passo numerado; número interno; termo técnico sem tradução colada.
IDENTIFICAÇÃO PUBLICITÁRIA: frase curta e inteira dentro dos dez primeiros segundos, nunca como primeira palavra.
MEU CONTEXTO: [escreva aqui o seu segmento, o intervalo típico entre duas visitas do seu cliente e o destino do pedido].
1.4 mil caracteres
4. A sexta de quem faz tudo
Quando usar. Quando quem assiste é a pessoa que atende, vende, posta e fecha o caixa. É o arco mais longo da lista e o único que comporta mostrar o conserto acontecendo na tela.
Pista: Vídeo de demonstração, de 62 a 95 segundos falados.
Gatilhos que ele carrega: Prova por demonstração, Simplificação radical.
Erro que mata este arco: Mostrar a tela inteira do sistema. A demonstração que funciona tem um movimento só e dura menos de dez segundos; painel cheio de botão é a cena que faz a pessoa fechar a ferramenta na vida real.
As sete batidas, nesta ordem
Dor: a lista de funções acumuladas numa pessoa só.
Reconhecimento: a hora do dia em que a conta não fecha.
Custo: o que cai primeiro quando falta gente.
Virada: o que passou a acontecer sem ninguém tocar.
Prova: a demonstração na tela, curta, com o conserto acontecendo.
Ponte: a permissão de começar por uma coisa só.
Pedido: um gesto só, com o atrito no menor tamanho possível.
Escrito por extenso, na cena de restaurante, pizzaria, lanchonete, delivery
Sexta, sete da noite, você no balcão, o telefone numa mão e o forno no canto do olho, e o direct perguntando de novo se entrega no seu bairro. Isto é publicidade da leadlovers, e essa pergunta repetida é o assunto. É a mesma dúvida, dez vezes por dia, e cada vez ela te obriga a largar o que tinha começado. Quem atende, vende, posta e fecha o caixa não tem mão sobrando pra digitar a mesma resposta pela décima vez. Pergunta que se repete não precisa de você. Olha na tela: chegou a pergunta do bairro, saiu a resposta com a área de entrega e o tempo médio, três segundos, sem ninguém tocar no celular. A plataforma é brasileira, cobrada em reais, com suporte em português. Não precisa montar nada grande agora. Escolhe uma pergunta só, a que mais se repete no seu direct, e deixa essa com a resposta automática. Manda a palavra BAIRRO no direct que a gente te envia a mensagem pronta pra você adaptar.
903 caracteres medidos neste texto, cerca de 93 segundos falados na régua de 9,7 caracteres por segundo, dentro da faixa de 601 a 921 da pista.
O direcionamento que reproduz este arco
4
A sexta de quem faz tudo
Vídeo de demonstração
Devolve. Um roteiro de vídeo de demonstração com as sete batidas na ordem deste arco.
Troque só. O que está entre colchetes no fim do texto.
Ler o direcionamento inteiro
Você escreve roteiro de teleprompter para vídeo de demonstração curto, em português do Brasil.
ARCO OBRIGATÓRIO: a sexta de quem faz tudo. Sete batidas, nesta ordem: dor com a lista de funções acumuladas numa pessoa só; reconhecimento com a hora do dia em que a conta não fecha; custo com o que cai primeiro quando falta gente; virada com o que passou a acontecer sem ninguém tocar; prova com uma demonstração de tela de um movimento só; ponte com a permissão de começar por uma coisa só; pedido de um gesto de atrito mínimo.
DURAÇÃO: de 62 a 95 segundos falados, ou seja, de 601 a 922 caracteres contando espaços, na régua de 9,7 caracteres por segundo.
REGRA DA DEMONSTRAÇÃO: descreva na batida de prova exatamente um movimento visível, com o antes e o depois, em menos de dez segundos de fala. Proibido descrever painel, menu ou lista de recursos.
VOZ: quem atende no balcão, no meio do expediente. Frase curta, contração sempre, humor seco no máximo uma vez.
PROIBIDO: travessão; prometer que a ferramenta substitui equipe; inteligência artificial autônoma ou mágica; apresentar a agente de inteligência artificial da leadlovers como recurso disponível; promessa de resultado; termo técnico sem tradução.
IDENTIFICAÇÃO PUBLICITÁRIA: frase curta e inteira dentro dos dez primeiros segundos.
MEU CONTEXTO: [escreva aqui o seu segmento, qual movimento único você consegue mostrar na tela e o destino do pedido].
1.4 mil caracteres
5. Duas pessoas, a mesma terça
Quando usar. Quando o argumento é a diferença de esforço entre dois negócios iguais, com o preço fora da conversa. Duas pessoas do mesmo ramo vivem o mesmo dia e chegam a fins diferentes, sem que nenhuma delas seja tratada como boba.
Pista: Peça com história inteira, de 38 a 65 segundos falados.
Gatilhos que ele carrega: Contraste de esforço, Identificação pelo ofício.
Erro que mata este arco: Fazer da primeira pessoa uma caricatura. Quem assiste se reconhece nela, e uma peça que ri da própria audiência recebe silêncio no lugar do comentário.
As sete batidas, nesta ordem
Dor: o dia que as duas começam igual.
Reconhecimento: o ponto em que o dia se divide.
Custo: o que a primeira perdeu sem perceber.
Virada: o que a segunda tinha ligado desde antes.
Prova: um fato público que sustenta a diferença.
Ponte: a pergunta de qual das duas é quem assiste hoje.
Pedido: um gesto só, sem julgamento embutido.
Escrito por extenso, na cena de pet shop, banho e tosa, clínica veterinária
Duas donas de pet shop, a mesma terça, a mesma pergunta chegando: tem vaga pra banho hoje. Isto é publicidade da leadlovers, e a comparação aqui é de esforço. A primeira largou o secador três vezes antes do almoço pra responder o celular. A segunda ficou com o secador na mão o dia inteiro, e a resposta saiu sozinha, com as vagas do dia, enquanto ela terminava a tosa. As duas trabalham com as mãos igualmente ocupadas, e nenhuma tem tempo sobrando. O núcleo da plataforma é e-mail, WhatsApp e páginas. Hoje a sua terça parece com a de qual das duas? Comenta VAGA aqui embaixo que a gente te manda a resposta que a segunda usa.
628 caracteres medidos neste texto, cerca de 65 segundos falados na régua de 9,7 caracteres por segundo, dentro da faixa de 369 a 631 da pista.
O direcionamento que reproduz este arco
5
Duas pessoas, a mesma terça
Peça com história inteira
Devolve. Um roteiro de peça com história inteira com as sete batidas na ordem deste arco.
Troque só. O que está entre colchetes no fim do texto.
Ler o direcionamento inteiro
Você escreve roteiro de teleprompter para vídeo curto, em português do Brasil.
ARCO OBRIGATÓRIO: duas pessoas, a mesma terça. Sete batidas, nesta ordem: dor com o dia que as duas começam igual; reconhecimento com o ponto exato em que o dia se divide; custo do que a primeira perdeu sem perceber; virada com o que a segunda tinha ligado desde antes; prova com um fato público; ponte perguntando qual das duas é quem assiste; pedido de um gesto só, sem julgamento embutido.
DURAÇÃO: de 38 a 65 segundos falados, ou seja, de 369 a 631 caracteres contando espaços.
REGRA DE RESPEITO, e ela manda mais que o contraste: a primeira pessoa nunca é caricatura, nunca é preguiçosa e nunca é boba. Escreva uma frase explícita dizendo que as duas estão com as mãos igualmente ocupadas. Sem essa frase o arco vira acusação e o pedido morre.
VOZ: quem atende no balcão. Frase curta, contração sempre.
PROIBIDO: travessão; ridicularizar quem ainda não sabe; depreciar concorrente; promessa de resultado; passo a passo numerado; termo técnico sem tradução.
IDENTIFICAÇÃO PUBLICITÁRIA: frase curta e inteira dentro dos dez primeiros segundos.
MEU CONTEXTO: [escreva aqui o seu segmento, a pergunta que mais repete no seu direct e o destino do pedido].
1.2 mil caracteres
6. Carta aberta para um ofício só
Quando usar. Quando você quer filtrar audiência de propósito e falar com um ramo específico, aceitando perder o resto. O alcance encolhe, a resposta de quem fica sobe de qualidade, e a troca só compensa quando o material do pedido foi feito para aquele ramo.
Pista: Peça com história inteira, de 38 a 65 segundos falados.
Gatilhos que ele carrega: Filtro de quem não é, Concessão honesta.
Erro que mata este arco: Abrir o endereçamento no meio da peça. A primeira frase decide quem fica: sem o nome do ofício ali, o eletricista rola a tela nos três primeiros segundos e o vídeo termina assistido por gente que o pedido nunca alcança.
As sete batidas, nesta ordem
Dor: o endereçamento, dito no nome do ofício.
Reconhecimento: a cena que só aquele ofício vive.
Custo: o que aquela cena custa por semana.
Virada: o que muda quando a resposta não depende da sua mão.
Prova: um fato público, curto.
Ponte: a dispensa honesta de quem não é daquele ramo.
Pedido: um gesto só, dito com a palavra do ofício.
Escrito por extenso, na cena de eletricista, encanador, pintor, montador, diarista
Eletricista, encanador, pintor e montador, essa mensagem é pra vocês. Isto é publicidade da leadlovers. Se você não é do ramo, pode rolar sem ressentimento. Você tá em cima da escada, o telefone toca, e é alguém perguntando se você atende no bairro dele e quanto custa a visita. Descer no meio do serviço não dá. Quando dá, meia hora depois, a pessoa já chamou outro. Conta quantas dessas você perdeu essa semana: cada uma era uma visita cobrada. O conserto é a resposta sair sozinha, com a área que você atende e o valor da visita, enquanto você segue lá em cima. Comenta ESCADA aqui embaixo que a gente te manda o texto pronto.
629 caracteres medidos neste texto, cerca de 65 segundos falados na régua de 9,7 caracteres por segundo, dentro da faixa de 369 a 631 da pista.
O direcionamento que reproduz este arco
6
Carta aberta para um ofício só
Peça com história inteira
Devolve. Um roteiro de peça com história inteira com as sete batidas na ordem deste arco.
Troque só. O que está entre colchetes no fim do texto.
Ler o direcionamento inteiro
Você escreve roteiro de teleprompter para vídeo curto, em português do Brasil.
ARCO OBRIGATÓRIO: carta aberta para um ofício só. Sete batidas, nesta ordem: dor endereçada nomeando o ofício na primeira frase; reconhecimento com a cena que só aquele ofício vive; custo daquela cena por semana; virada com a resposta que não depende da mão de quem grava; prova pública curta; ponte dispensando com honestidade quem não é do ramo; pedido de um gesto só, dito com a palavra do ofício.
DURAÇÃO: de 38 a 65 segundos falados, ou seja, de 369 a 631 caracteres contando espaços.
REGRA DE ENDEREÇAMENTO: a primeira frase nomeia o ofício, sem exceção. A dispensa de quem não é do ramo entra escrita e sem ironia, porque ela é o que faz o filtro funcionar em vez de soar arrogante.
VOZ: quem atende no balcão. Frase curta, contração sempre.
PROIBIDO: travessão; promessa de resultado; número interno; passo a passo numerado; termo técnico sem tradução; qualquer piada com o ofício de quem assiste.
IDENTIFICAÇÃO PUBLICITÁRIA: frase curta e inteira dentro dos dez primeiros segundos.
MEU CONTEXTO: [escreva aqui o ofício que você quer endereçar, a cena que só ele vive e o destino do pedido].
1.2 mil caracteres
Como usar os arcos
Escolha o arco pela virada que dá para sustentar com uma cena real de cliente, antes de pensar na duração que a edição prefere.
Leia o exemplo em voz alta uma vez, cronometrado. Se passou da faixa da pista, encurte primeiro a batida de custo, porque a prova precisa continuar inteira, com fonte e mês na mesma frase.
Troque a cena pela do segmento da peça. O arco continua o mesmo com a mão dentro do motor, com a escova na mão ou com a recepção cheia.
Copie o direcionamento do arco, cole no modelo de linguagem que você usa e acrescente uma linha dizendo o seu segmento e o seu destino de pedido. O resto do texto já carrega a voz, os vetos e a identificação publicitária.
Grave uma versão só por semana. Quando o mesmo arco roda no mesmo perfil em dias seguidos, a audiência reconhece a estrutura repetida e passa a ler as peças como campanha.
As perguntas que chegam antes de gravar uma peça longa
Escritas com as palavras de quem pergunta, e não com as que a marca preferiria ouvir.
História longa não derruba a retenção logo no começo?
Derruba quando a história começa pela apresentação. O que segura os três primeiros segundos aqui é a mesma coisa que segura numa peça de doze: a dor dita com as palavras de quem assiste, na primeira frase, sem preâmbulo. A diferença é o que vem depois do quinto segundo, e é justamente aí que a peça de três batidas fica sem assunto e a de sete ainda tem custo e virada para entregar.
Eu não tenho história para contar. Posso inventar uma?
Inventar cena é o erro mais caro deste formato, porque a audiência do seu ramo conhece o detalhe que você errou. O que existe no lugar é a cena que você viu acontecer com um cliente, contada em terceira pessoa e sem nome de ninguém, que é um dos formatos previstos no briefing, o documento de regras que orienta essas peças. Se nem isso existe, o arco de comparação funciona sem exigir que a história seja sua.
Quanto tempo leva para gravar uma peça de sessenta e cinco segundos?
Mais que a de vinte, e menos do que parece, porque o arco elimina a parte que costuma consumir a tarde: decidir a ordem. Com as sete batidas escritas, a gravação vira leitura em voz alta com duas ou três tomadas. O que continua custando é o corte, e ele custa menos quando o roteiro não tem sobra para escolher.
Posso usar o mesmo arco em segmentos diferentes na mesma semana?
Pode, e é justamente para isso que ele é um arco e não um roteiro. O que não pode é rodar o mesmo arco no mesmo perfil em dias seguidos: quem segue mais de um criador do mesmo nicho identifica a repetição de estrutura antes de identificar a repetição de palavra, e a peça passa a assinar campanha em vez de recomendação.
Por onde começar
Se você fizer uma coisa só depois desta página, faça esta
Abra a última peça longa que você publicou e cronometre em que segundo entra a virada, ou seja, o momento em que alguma coisa muda para quem assiste. Se ela nunca entra, você achou o motivo da queda no meio do vídeo, e ele não estava na trilha nem no corte. Anote o segundo ao lado do nome da peça: é a sua linha de base.
Dois minutos, com uma peça que já está publicada. Sem cadastro, sem falar com ninguém e sem abrir mais nada aqui.
Grave o arco mais curto da lista, uma vez só
Comece por A virada de uma terça, que é o arco que a memória de um dia específico sustenta sozinha, sem roteiro decorado. Copie o direcionamento dele, troque o que está entre colchetes pelo seu segmento e grave uma vez. É a peça em que errar custa menos, porque a resposta chega no mesmo dia.
Ao terminar você tem uma das duas respostas que resolvem a semana. Se a retenção passar do meio do vídeo, o arco é seu e os outros 5 viram produção em série. Se não passar, o problema está na virada e em nenhum outro lugar, porque tudo antes dela é igual ao que você já grava hoje.
Copiar o direcionamento de A virada de uma terçaLeva você ao arco nesta mesma página, com o exemplo escrito e o botão de copiar. Sem cadastro e sem senha, e nada é publicado a partir daqui: o roteiro segue rascunho até você ler em voz alta.
Sem tempo de gravar nesta semana, leve só as sete batidas do primeiro arco para a próxima reunião de pauta e confira quais delas as suas peças já têm. A marcação sozinha costuma reordenar o calendário do mês.
Se a audiência não assiste a vídeo de mais de trinta segundos, feche esta página sem culpa e fique nas pistas curtas do briefing. Arco longo em audiência que não fica treina a distribuição a entregar menos as próximas peças.