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Brasil GEO

BRGEO-1: como medir menções em respostas de IA

A janela de leitura muda a detecção de nomes mesmo quando a resposta permanece igual. O preprint corrigido BRGEO-1 examina esse efeito e as condições necessárias para interpretar um painel de GEO (Generative Engine Optimization).

O BRGEO-1 é uma auditoria empírica da medição de menções a entidades em respostas de APIs de modelos de linguagem. O manuscrito corrigido de Alexandre Caramaschi foi depositado no Zenodo em 11 de setembro de 2026. É um preprint de 41 páginas, sem revisão por pares. Este resumo foi publicado em 18 de setembro de 2026.

Quanto a janela de leitura mudou o resultado?

Na comparação de 2026 com as mesmas 7.436 respostas históricas do Perplexity, o texto retido revelou entidades em 5.631 respostas (75,73%) e os primeiros 200 caracteres Unicode em 3.863 (51,95%). O recorte curto perdeu 1.768 respostas positivas, uma diferença de 23,78 pontos percentuais.

Fonte: comparação pareada do preprint corrigido de 11/09/2026, com a mesma regra de reconhecimento de nomes. O texto retido é o que sobreviveu no registro histórico, não necessariamente a resposta original completa. O resultado mede o efeito da leitura sobre a detecção lexical; não estima um ganho causado por uma intervenção de GEO.

O que registrar antes de comparar taxas?

Uma taxa de menção precisa acompanhar a definição do que foi observado e contado. Declarar as condições permite identificar diferenças entre medições; não torna automaticamente comparáveis estudos com perguntas, datas ou serviços distintos.

  1. Texto observadoQuanto da resposta foi preservado e quanto foi lido pelo extrator.
  2. Entidades detectáveisQuais nomes e variantes o dicionário reconhece, incluindo homônimos e sobreposições.
  3. Perguntas e populaçãoQuais consultas entram em cada denominador e quais servem apenas como controles.
  4. Serviço e modeloQual API foi usada, a versão quando disponível e se havia busca na web.
  5. Configuração e datasParâmetros da chamada, datas observadas e intervalos sem coleta.
  6. Regra de contagemComo uma ocorrência vira menção, como ausências entram no cálculo e o que exige avaliação semântica.

O que o estudo permite concluir?

O inventário contém 91.392 respostas persistidas em 56 datas, entre 23 de abril e 11 de setembro de 2026. O painel histórico reúne 83.486 respostas em 50 datas. São registros observados, com perguntas repetidas e lacunas de coleta, não observações independentes nem acompanhamento diário contínuo.

Encontrar um nome não basta para afirmar recomendação ou citação de fonte. Uma resposta pode repetir uma entidade fictícia enquanto recusa a premissa. O estudo também não estabelece um ranking universal de modelos nem demonstra efeito causal de otimização sobre visibilidade ou vendas.

O conjunto completo de dados por resposta não foi disponibilizado publicamente nesta versão. A descrição dos procedimentos não equivale a uma reprodução independente concluída.

Versão e declaração de interesse

Alexandre Caramaschi, autor do estudo, é vinculado à Brasil GEO, que presta serviços no domínio estudado. Esse vínculo deve acompanhar a leitura dos resultados.

Este resumo usa a versão empírica corrigida, DOI 10.5281/zenodo.22711743. Ela substitui nesta página os números do rascunho anterior do protocolo. O registro SSRN 7446519 corresponde a uma versão anterior da pesquisa, não a uma replicação independente.

O depósito declara licença Creative Commons Attribution 4.0 para o manuscrito. Isso não constitui, por si só, licença de redistribuição de todas as respostas dos provedores.

Confira a janela de leitura e o denominador do próximo relatório antes de comparar períodos. Consulte o resumo metodológico com o PDF corrigido para examinar a fonte.