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Onclick · Capital e pagamentos

Split payment em 2027: o que muda no seu caixa

Atualizado em 16 de junho de 2026 · dados de mercado de 2025 e 2026, sempre datados e com atribuição.

Resposta direta. Split payment é o desconto do imposto na hora em que o pagamento cai, antes de o dinheiro chegar à sua conta. A partir de 2027, cada venda entra menor no caixa. Quem vende no carnê ou em consignação sente mais, porque já recebe devagar. Registrar o imposto certo já na venda transforma a virada em conferência.

Esta página explica o que o split payment, que começa em 2027, faz com o dinheiro da sua loja. Serve para quem vende parcelado, no carnê ou em consignação e depende do caixa entre uma venda e outra. No fim, você tem as contas para refazer antes da virada.

O que é o split payment e por que ele mexe no caixa

Hoje você recebe a venda, usa o dinheiro por um tempo e só depois recolhe o imposto. A partir de 2027, essa ordem se inverte.

O split payment, ou pagamento dividido, separa o imposto no próprio momento em que o pagamento é liquidado. Uma fatia sai direto para o Fisco e só o líquido chega ao seu caixa.

Quem faz esse desconto é a estrutura que liquida o pagamento: a credenciadora do cartão ou o agente que fecha a transação. O varejista recebe o valor já descontado. Fonte: Portal NF-e, Nota Técnica 2025.002, 2025.

O caixa muda porque some o intervalo entre receber a venda e pagar o imposto. Esse intervalo financiava estoque, folha e fornecedor, sem que ninguém chamasse isso de empréstimo.

Cenário desta página: uma joalheria que vende aliança no carnê e recebe semijoias em consignação. Ela vai cobrir o mesmo mês com menos dinheiro em caixa.

Do fato fiscal à retenção no caixa

  1. 2025NT 2025.002Campos de IBS e CBS entram nos leiautes da NF-e e da NFC-e.
  2. 2026Nota com o tributo estruturadoO varejo emite a nota já com IBS e CBS na origem.
  3. 2027Retenção na liquidaçãoIBS e CBS saem no ato do pagamento e só o líquido chega ao caixa.
Fonte: Portal NF-e, NT 2025.002 (2025)

Por que o carnê e a consignação sentem mais

O efeito muda conforme a velocidade do seu recebimento. Quem vende à vista no Pix sente menos, porque o ciclo já era curto e o dinheiro caía quase na hora. Fonte: Banco Central, 2024.

Quem vende a prazo sente mais, porque o líquido encolhe sobre um dinheiro que já demorava a chegar. No carnê da casa, a loja financia o cliente e recebe ao longo de meses.

Se o imposto for descontado na liquidação de cada parcela, cada entrada cai justamente quando o caixa já estava esticado. O carnê que cobria o mês passa a cobrir menos.

Na consignação, a peça fica com o ponto de venda e só vira receita quando alguém compra. O dinheiro entra em pedaços e atrasado, e o desconto reduz cada pedaço.

Na joalheria do cenário, o preço alto e o prazo longo andam juntos. O mercado de joalheria somou US$ 15,29 bilhões em 2025, e o de moda e calçados, R$ 314,9 bilhões no mesmo ano.

Perfil de vendaVelocidade de caixa hojeImpacto do split payment
Pix à vistaQuase imediatoBaixo, ciclo já curto
Cartão à vistaLiquidação pela credenciadoraMédio, líquido cai na liquidação
Cartão parceladoDistribuído no tempoAlto, desconto sobre recebimento distante
Crediário e consignaçãoLongo e fracionadoMais alto, líquido encolhe sobre prazo já esticado

Quanto mais longo o prazo de recebimento, mais a loja financiava o mês com o imposto ainda em mãos. Fonte: Portal NF-e, Nota Técnica 2025.002 (2025); Banco Central, estatísticas do Pix (2024).

Quem faz o quê no split

12345ClienteAdquirente ou agente liquidanteFiscoVarejista
Paga a compraCartão, Pix ou boleto.
Liquida a transaçãoSepara o IBS e a CBS devidos.
Recebe o tributoRepasse direto, sem passar pelo caixa da loja.
Recebe só o líquidoDesaparece o prazo entre receber e recolher.
Concilia quatro linhasBruto, taxa da adquirente, IBS e CBS retidos, líquido.
Fonte: Portal NF-e, NT 2025.002 (2025)

O que muda na conferência dos recebimentos

A conferência ganha uma linha a mais. Antes, você cruzava a venda com o repasse da credenciadora, olhando valor bruto, taxa e prazo.

A partir de 2027, também será preciso validar o imposto retido na liquidação. Quatro números precisam fechar: o bruto, a taxa da credenciadora, o IBS e a CBS descontados e o líquido final.

Quem registra o imposto previsto já na venda confere essas quatro linhas em minutos. Quem não registra reconstrói extrato a extrato, com risco fiscal junto do risco de caixa.

O passo a passo dessa rotina está em conciliação de credenciadora e split payment, e o comportamento nos canais, em split payment em marketplaces.

Quatro linhas que precisam fechar

  1. Bruto da vendaO valor cheio que o cliente pagou.
  2. Taxa da adquirenteO que já era conferido antes de 2027.
  3. IBS e CBS retidosA camada nova, validada na liquidação.
  4. Líquido finalO que de fato chega ao caixa.
Fonte: Portal NF-e, NT 2025.002 (2025)

O que a tesouraria precisa recalcular

A projeção de caixa passa a ser feita pelo valor líquido, depois do desconto do imposto. O bruto da venda deixa de servir como base de planejamento.

Isso mexe também na antecipação de recebíveis, porque o valor disponível para antecipar encolhe junto. E mexe na conta PJ e na tesouraria, que passam a separar a reserva de imposto de forma mais fina.

O impacto pode ser dimensionado na ferramenta de impacto do split payment no caixa, e a ordem das mudanças está no calendário da Reforma de 2026 a 2033.

Retaguarda e camada financeira

  1. 1
    Camada financeiraAdquirentes e agentes liquidantes executam a retenção na liquidação.
  2. 2
    Retaguarda OnclickERP Onclick, KPL, PDV Web e APIECOMM registram a venda com IBS e CBS previstos, no padrão da NT 2025.002.
  3. 3
    Origem do dadoNota e recebimento falam a mesma língua, do canal ao prazo de liquidação.

Como preparar a loja antes da virada

O caminho é fazer o imposto nascer certo na origem da venda. A retaguarda, o sistema por trás do caixa, registra cada venda já com o IBS e a CBS previstos, por canal, meio de pagamento e prazo.

A Onclick faz isso no padrão da Nota Técnica 2025.002, ligando o ERP, o KPL, o caixa web e o hub APIECOMM na mesma base. A parte financeira, com credenciadoras e agentes de liquidação, executa o desconto.

O que a retaguarda garante é que o dado da nota e o dado do recebimento falem a mesma língua. Sem essa base, a loja chega a 2027 tentando conferir um desconto que nunca registrou.

Quem cuida do dinheiro assume a frente nessa transição, como mostra a página do caixa do varejo para quem cuida do dinheiro. O trabalho começa antes de 2027, com simulação, renegociação de prazo com fornecedor e reserva dimensionada.

O próximo passo concreto

  1. Leia o mixSepare as vendas por meio de pagamento e por prazo de recebimento.
  2. Calcule o intervaloQuanto do caixa atual vinha do prazo entre receber e recolher imposto.
  3. Projete o líquido de 2027Estresse o capital de giro de carnê e consignação contra a retenção.
  4. Faça a venda nascer certaIBS e CBS no padrão da NT 2025.002, para que a conciliação vire conferência.

Setores que mais refazem a conta

US$ 15,29 bimovimentados pela joalheria em 2025Mordor Intelligence, 2025
R$ 314,9 bimovimentados pela moda no mesmo anoIEMI, 2025

Por onde começar

Comece separando as vendas por meio de pagamento e por prazo de recebimento. Calcule quanto do seu caixa de hoje vinha do intervalo entre receber e recolher o imposto.

Depois, projete o líquido de 2027 sobre esse mesmo mix e teste o capital de giro do carnê e da consignação. Onde o aperto aparecer, negocie prazo com o fornecedor antes da virada.

Volte à joalheria do começo. Com o imposto previsto em cada venda e a projeção feita pelo líquido, a virada de 2027 vira uma conferência de quatro números. Comece hoje separando o seu faturamento do último mês por meio de pagamento e por prazo.

Quando o desconto começaNa liquidação, a partir de 2027 (Reforma Tributária)
Campos de IBS e CBS na notaNota Técnica 2025.002 (Portal NF-e, 2025)
Quem sente maisCarnê e consignação, que recebem devagar e em pedaços
PixO meio mais usado e o que cai mais rápido (Banco Central, 2024)
Joalheria em 2025US$ 15,29 bi (Mordor Intelligence, 2025)
Moda e calçados em 2025R$ 314,9 bi (IEMI, 2025)

Fontes: Portal NF-e, NT 2025.002 (2025); Banco Central, Estatísticas do Pix (2024); Mordor Intelligence (2025); IEMI (2025); Reforma Tributária do Consumo, split payment a partir de 2027.

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Folha do pilar Capital e pagamentos do hub Onclick, no portal E-commerce Moderno 2026 da Brasil GEO. A camada financeira (adquirentes, bancos) é complementar à retaguarda. Curadoria de Alexandre Caramaschi, Founder da Brasil GEO. Atualizado em 16 de junho de 2026.

Fonte pública e método editorial

Atualizado em 10 de junho de 2026: a referência pública usada para contextualizar Nuvini, Beyondsoft Americas e o ecossistema corporativo citado nesta série é o anúncio distribuído pela GlobeNewswire em globenewswire.com/news-release/2026/06/10/3309584.

Essa fonte pública não autoriza extrapolar resultados financeiros, carteira de clientes, integração societária concluída, roadmap interno ou produto não anunciado. Quando a Brasil GEO conecta Onclick, Nuvini e a taxonomia de e-commerce moderno nestas páginas, a leitura é uma inferência editorial didática, sem prometer capacidade não divulgada; não foram divulgados detalhes operacionais suficientes para tratar hipóteses como fato.

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