Transcrição: O e-mail entrega sem leilão de algoritmo Operar o motor · Portal Leadlovers 2026 https://brasilgeo.ai/leadlovers2026/playlist/#episodio-email-e-newsletter Apresentadores · 0:00 Então, hoje a gente vai entrar fundo numa imersão que bate direto na nossa realidade aqui na equipe de marketing da leadlovers, a gente tem uma missão muito clara hoje. Com certeza. É, a gente vai responder uma pergunta que vale ouro, que é tipo como que a gente pega uma única página de conteúdo do portal e transforma isso numa sequência, sabe, de 3 a 5 e-mails. Aham, uma máquina de vendas. Apresentadores · 0:25 Isso. E não qualquer sequência, mas uma que passe pelos leões de chácara do Gmail e da Microsoft, né, que cumpra as regras de entregabilidade e que gere clique e receita que a gente consiga realmente medir no final do mês. É o cenário ideal que todo mundo quer, mas pouca gente faz do jeito certo. Apresentadores · 0:43 Exato. Porque pensa bem, você posta um vídeo, aí a galera vai lá, curte, comenta e sabe, você vê aquele gráfico de visualizações subindo E a ponta para a tela dizendo, ah, olha lá, lá estão os nossos clientes. É uma dopamina rápida, né? Muito rápida! E existe essa ilusão muito reconfortante de que a audiência que a gente constrói nas redes sociais é, de fato, nossa. Apresentadores · 1:10 Tipo, como se a gente tivesse comprado um terreno ali na internet. E é exatamente aí que mora o perigo, sabe? Porque, na prática, você não comprou terreno absolutamente nenhum. Não comprou nada? Nada! Você está apenas alugando um espaço de um algoritmo. E se conectarmos isso ao panorama geral, esse proprietário não só aumenta o seu aluguel todo mês, cobrando muito mais, por alcance, como ele esconde a chave dos seus convidados. Apresentadores · 1:38 Sim, no exato momento que a grana acaba. Exatamente no exato millisecundo, em que o limite do seu cartão de crédito bate e a sua verba de mídia seca acabou. O público some. É uma vulnerabilidade brutal, cara. Eu estava pensando muito sobre isso, olhando para a nossa própria realidade aqui na Liglovers e nas campanhas que a gente constrói todos os dias. É o nosso dia a dia, né? Pois é. Apresentadores · 2:03 Quando a gente fala de marketing de conteúdo, a gente gasta um tempo absurdo, criando páginas, gravando vídeos, montando materiais ricos, mas se a gente depende só do tráfego pago ou do orgânico de rede social, a gente está construindo um castelo na areia, né? Com certeza. Uma onda forte desmorona tudo. Exato. Então, a única forma de parar de pagar esse aluguel abusivo e construir a nossa própria casa é trazendo essa galera para um ambiente onde nós temos o controle, que é o e-mail. Apresentadores · 2:32 Sem dúvida, o e-mail devolve o controle da lista e a previsibilidade para a operação e, há os dados, comprovam essa urgência de migração de Fócovio. Ah, me conta mais sobre isso. Então, olha só esse dado do e-marketer, de 2 de fevereiro deste ano, 2026, eles revelaram que 26,9% dos profissionais de marketing lá nos Estados Unidos e no Reino Unido já vêm o e-mail como o canal de maior retorno absoluto. Apresentadores · 2:59 Caramba, quase 27%. Isso, ele superou o próprio site da empresa e massacrou os anúncios em redes sociais. Nossa. É, as redes sociais ficaram bem atrás para que em médio retorno sobre o investimento de verdade, não só curtida. O que é um choque, né, para muita gente que, ah sei lá, acha que e-mail é coisa do passado, que e-mail morreu. Sempre falam que morreu, né? Apresentadores · 3:20 Todo ano matam o e-mail. Mas olha, aqui entra o nosso desafio prático. Olhando para o nosso quintal, no Brasil, tem aquele panograma da R.D. Station, de 2026 também, que mostra que 54% das empresas brasileiras usam e-mail marketing com frequência. Metade do mercado? Sim, é bastante. Apresentadores · 3:38 Só que o problema, isso me deixa muito frustrada, é que quase 1 terço dessas empresas usam e-mail como se fosse, sei lá, um panfleto a vuls. Aquele disparo genérico no fim do mês? Isso, um folheto de supermercado, então a oportunidade gigantesca que a nossa equipe tem que agarrar hoje, não é mandar um e-mail de vez em quando, é pegar a constância e transformar uma única página de conteúdo numa máquina previsível. Apresentadores · 4:01 Exatamente, o objetivo final é construir uma esteira, e para materializar isso, vamos imaginar um cenário prático. Bora. Imagina uma torrefação fictícia, vamos chamar de Café Serra Clara, lá de Goiânia, Tá, legal. Café Serra Clara. Eles têm um vídeo fantástico no site. Um conteúdo muito bom sobre a granulometria perfeita para moer café em casa. Hmm, aquele conteúdo raíso, preniixado. Apresentadores · 4:30 Isso. Se eles dependem do Instagram para mostrar esse vídeo, a audiência evapora quando o dinheiro do tráfego acaba. É o aluguel da casa. Exato. Mas se eles capturam o contato e iniciam um fluxo estruturado de emails, o jogo vira completamente. Aham. Só que, bom, antes da gente falar sobre o que escrever pra esse cliente, a gente tem um problema estrutural muito mais sério pra resolver, né? Pois é. Apresentadores · 4:54 A parte técnica, porque tipo, de nada adianta a gente ser dono da lista, ter a chave da nossa própria casa, se os segurança da internet trocaram a fechadura, né? Essa é a melhor analogia. Se a gente não entende as regras técnicas de entregabilidade, a gente tá, sei lá, gritando no vácuo. O ecossistema passou por uma limpeza bem pesada recentemente. O Google e a Microsoft não estão brincando em serviço. Apresentadores · 5:19 Não, não estão. E, honestamente, era uma limpeza necessária. Porque para qualquer operação que envia mais de 5 mil mensagens por dia, e isso é fácil para quem tem base grande, o sarrafo subiu muito. Subiu bastante. Apresentadores · 5:33 Quais são as datas exatas dessas mudanças? O Google começou a cobrar firme desde 1º de fevereiro de 2024. Tá. E a Microsoft agora, desde 5 de maio de 2025, a exigência técnica deles se unificou. Entendi. Basicamente, se você quer que o seu e-mail chegue no Gmail, no Outlook ou no Hotmail, você precisa ter uma trindade técnica configurada no seu domínio, SPF, Deke-In e DeMark. Espera, pausa rápida aqui. Claro. Apresentadores · 6:04 Porque assim, toda vez que eu ouço a sigla SPF, meu cérebro automaticamente pensa em protetor solar, sabe? Inevitável, né? Total. Para a nossa equipe, que é de criação, de estratégia, galera de cópia, que não vive lá dentro do painel do servidor da LeadWolvers, o que que esses três códigos realmente fazem na prática? Eles são tipo uma assinatura digital? É uma boa analogia essa da assinatura, mas vamos pensar nisso como o controle de acesso de um prédio corporativo de altíssima segurança, o tal do porteiro. Tá, gostei. O SPF É basicamente você, a dona da empresa, entregando uma lista na portaria dizendo, olha, apenas os computadores XYZ têm autorização para enviar e-mails usando o meu nome. Apresentadores · 6:49 Entendi. Então, tipo, se um hacker ou um spammer tentar mandar um e-mail se passando por mim, o porteiro do Gmail olha a lista do SPF e diz, opa, você não está na lista, e aí parra o e-mail. Exato. Bate e volta. Apresentadores · 7:01 Já o decaíme, ele é como se fosse um selo de cera enquebravel no envelope antigo. Sabe? Ah, cê é aqueles vermelhos. Isso, ele garante que, desde o momento em que a mensagem saiu do seu servidor, até chegar lá no Gmail do cliente, ninguém interceptou a carta e alterou o conteúdo no meio do caminho. Tipo, mudando o link de pagamento para dar golpe. Nossa, isso é super importante para a segurança. Apresentadores · 7:22 E o DMark, onde que ele entra nessa história da trindade? O DMark é o manual de instruções que você deixa para o porteiro. Como assim? É você dizendo, olha, Senhor Gmail, se alguém tentar entregar uma carta no No meu nome, que não esteja na lista do SPF, ou que venha com aquele selo de caim quebrado, eu quero que você rejeite a mensagem sumariamente. Apresentadores · 7:40 A regra deles para a Microsoft é DMark com P igual 9 no mínimo, mas já faz a diferença. Entendi. Então, sem essa trindade alinhada, você simplesmente não entra na caixa de entrada desses provedores, né? De jeito nenhum. E eles dominam quase 40% de todos os domínios corporativos do mundo. É muita coisa. É quase metade da Internet. Apresentadores · 8:00 internet. Mas olha, tem um detalhe crucial aí que eu vejo muita gente da área confundindo e eu mesma já confundi. Qual? A galera acha que cair no spam e ser bloqueado são tipo sinônimos. Quando a Microsoft baixa uma regra nova dessas, se a gente descompre o de mark, a nossa mensagem cai no spam. A gente pode falar que caiu no spam? Não, não. É a mesma coisa que ser bloqueado. Não é! E essa diferenciação muda tudo na forma como como a equipe precisa analisar as métricas lá no painel. Apresentadores · 8:32 Tá, me explica essa diferença, então. Cair no spam significa que a sua mensagem chegou. Ela passou da porta principal, ela existe dentro da conta do usuário. O algoritmo apenas julgou que ela não era relevante o suficiente pra caixa principal e botou lá no lixo eletrônico. Ah, tá. Mas o usuário ainda pode ir lá, abrir a pasta de spam, achar sua mensagem e clicar em a não é spam. E isso resgata a sua reputação. Apresentadores · 8:57 Certo, o e-mail pelo menos entrou no prédio, foi para o porão, mas entrou. Isso, está lá no porão. Agora, ser rejeitado, que é o que acontece se você não tiver o SPF, Decayin e DeMark, gerando aquele famoso erro 550.5.7.15 da Microsoft? Nossa, o erro gigante! Pois é. Isso significa que a sua mensagem literalmente bateu no muro de concreto e explodiu. Caramba! Ela voltou com um pódigo de erro. Apresentadores · 9:27 Ela nunca existiu para o destinatário. O cliente pode vasculhar a pasta de spam pelo resto da vida, que seu e-mail nunca vai aparecer lá. Tá, ficou muito claro. Então a autenticação técnica é tipo, a identidade que você demonstra para o Leão de Chácaras, só para ele liberar catraca. Exato. Mas o que te mantém dentro da festa, na área VIP, que seria a caixa de entrada principal, é a sua reputação depois que você entra, né? Apresentadores · 9:54 Perfeito. Tipo, se a sua taxa de reclamação de spam passar de 0,30% como o Google estipulou lá no Postmaster Tools, não tem código de segurança que te salve, eles te chutam da festa. Exatamente isso. A autenticação compra o acesso, o comportamento, a sua reputação compra a permanência. E é por isso que, uma vez que a gente entende e configura essa parte da infraestrutura técnica, o foco tem que ir 100% porque a gente pede no momento da captura e, claro, o que a gente envia depois. Apresentadores · 10:25 Legal, vamos entrar na estratégia pura agora, que é a parte que eu mais gosto. Vamos lá! Pra começar, qualquer relacionamento por e-mail, a pessoa precisa preencher um formulário, certo? E a porta de entrada. E aqui a gente sempre cai naquele velho dilema. Se nós queremos personalizar a comunicação, se a gente quer conhecer bem o nosso lead, por que não criar um formulário mais robusto logo de cara? Apresentadores · 10:46 Ah, o formulário gigante. É. Tipo, pede um nome completo, o telefone, o CPF, a cor favorita, o signo, o cargo. Não seria melhor para nossa equipe de vendas ter um perfil completíssimo desde o dia zero? Olha, no mundo puramente teórico, sim. Seria o sonho de toda equipe de vendas. Sim. Mas no mundo real, do comportamento do consumidor na internet, o atrito é o seu maior inimigo. Apresentadores · 11:14 Cada campo extra que você coloca num formulário cobra um pedaço invisível e bem alto na sua taxa de desistência. As pessoas simplesmente vão embora e esse lead não se recupera depois. Cara, é total! Eu confesso que eu fui baixar um e-book essa semana e a empresa queria saber meu nome, meu telefone, cargo, o faturamento da minha empresa, número de funcionários e até, sei lá, de onde eu conheci eles. E o que você fez? Apresentadores · 11:41 Eu só fechei a aba, sabe? A sensação é de que estão pedindo a chave da minha casa no primeiro encontro. É muita invasão para pouco retorno inicial. Exatamente. Listas compradas ou forçadas são tipo dívidas disfarçadas de atalho. E nesse seu caso, eles perderam o lead por excesso de ganância. A regra de ouro hoje, para garantir que a captura funcione bem e alimente a esteira, é pedir apenas o e-mail e um único campo de interesse. Uma segmentação só. Apresentadores · 12:11 Só um campo além do e-mail. Só um. Voltando para o nosso exemplo lá da torrefação, o café Serra Clara. Tá. Eles poderiam ter um formulário em chuto pedindo só o e-mail e um menu suspenso, perguntando qual o seu método de preparo preferido. Aí o cara escolhe entre coador, prensa francesa ou máquina de expresso. Só isso. Nossa, genial! Porque com o único clique a mais, que não dá trabalho nenhum, você já descobre se o cara é um iniciante no coador de pano Ou se é um entusiasta maluco que gastou 10 mil reais numa máquina de expresso italiana. Apresentadores · 12:44 Exato! Você já sabe o poder de compra e o interesse. E você não cria trito nenhum. O resto do perfil, tipo o nome dele, os horários que ele costuma ler e meio, de onde ele é, você não pergunta logo de cara. Você vai preenchendo isso com o comportamento dele. Perfeito! Você deduz pelo comportamento, pelos cliques, de forma progressiva. Ok, então olha só, nosso domínio está autenticado, blindado pelas regras. Apresentadores · 13:11 O formulário está em chuto, capturando leads sem atrito nenhum. A pessoa deixou o e-mail lá porque queria ver o conteúdo sobre como moer o café. Isso. Como que a gente transforma esse único conteúdo em uma esteira, em uma sequência? Porque tipo, eu não posso simplesmente vomitar a página inteira, colar num e-mail gigante e mandar de uma vez. Não de jeito nenhum, ninguém lê testão assim. Pois é. Apresentadores · 13:32 E, ao mesmo tempo, se eu fatiar esse assunto em 5 e-mails e mandar na mesma semana, eu não vou irritar o usuário profundamente a ponto de clicar no botão de descadastro em um clique que o Google exige agora. Você irritaria se mandasse 5 e-mails repetindo a mesma coisa com a mesma abordagem. Tá. Mas a dinâmica de uma sequência bem feita, de 3 a 5 e-mails extraídos de uma mesma página, não é repetição. Apresentadores · 13:57 Você tem que fatiar usando ângulos psicológicos diferentes. funcionar mais ou menos assim, quer ver? Manda. O e-mail 1 é entrega, é imediato, ele cumpre a promessa que fez a pessoa preencher o formularo, sabe? Minutos após a inscrição, entrega o link para o vídeo da moagem e sai de cena rápido. Sem enrolação, só o ataque, o que você pediu. Isso. Aí 1 ou 2 dias depois vem o e-mail 2. Esse é o contexto. Você não vai falar do vídeo de novo direto, você vai trazer um número datado, uma uma tese. Por exemplo, você traz um dado técnico mostrando que 70% do amargouro do café vem de uma moagem errada, não do grão. Você cria o contexto do problema. Apresentadores · 14:38 Entendi. Dá uma base lógica pra ele se importar. Aí entra o e-mail 3. Exato. O e-mail 3 é a objeção. É aqui que o atendimento ao cliente vira copywriter. Como assim? Você pega dúvida mais frequente que o suporte da torrefação recebe. Por exemplo, ter um moedor em casa não faz muita sujeira, e você usa esse e-mail para quebrar essa objeção. Nossa, muito bom! E o quarto? Apresentadores · 15:02 O quarto é a prova, é a demonstração. Você mostra um caso real, um depoimento de um cliente que comprou um moedor, aplicou a técnica do vídeo e mudou a rotina, sempre com fonte e data para dar credibilidade. Cara, que estrutura redonda! E aí, o quinto e-mail seria o grande final. O e-mail 5 é a chamada. Você foca numa ação única, tipo peça seu moedor agora e você repete isso no texto e no botão de forma clara. Apresentadores · 15:29 Essa estrutura muda o jogo pra caramba, porque na boa tira um peso enorme das costas da nossa equipe de marketing. A gente não precisa inventar a roda e fica criando coisas inéditas todo santo dia. Não mesmo. A gente atua quase como um editor, né, pegando um conteúdo raiz que já deu mó trabalho para fazer e reciclando ele, a entrega o contexto, a objeção, a prova e a chamada. Apresentadores · 15:49 Perfeito, e o grande pulo do gato aqui não está só no quita escrito nesses e-mails, mas no momento em que eles são enviados, porque a gente está falando de uma sequência engatilhada pelo comportamento. Ah, sim, o tal do gatilho comportamental versus o disparo em massa. Isso, porque assim, enviar promoção para todo mundo de uma vez está cada vez menos eficiente. Apresentadores · 16:11 Me lembra aqueles números chocantes que você me mandou da idrone. Ah, o benchmark deles de fevereiro de 2026. Isso. Tem um abismo gigantesco, né, entre mandar uma newsletter normal de commerce e mandar um fluxo engatilhado. A diferença é absurda. Olha só, newsletters normais, aqueles envios genéricos, estão abrindo entre 8,51% e 19,50%. O que já é uma vitória hoje em dia bater os 15%. Apresentadores · 16:38 Sim, mas quando você olha para fluxos disparados por comportamento, tipo um abandono de carrinho, ou alguém que entrou nessa sequência porque clicou num método de preparo específico, a abertura salta para impressionantes, varia de 7 até 55,65%. 55% de abertura. Sim, um setor de papelaria, eles mostraram que chega a 50,92% consistentemente. É a proximidade entre a ação do usuário e o envio que gera essa atenção toda. Apresentadores · 17:13 Cara, conseguir a atenção do usuário no momento que ele está quente é o sonho. Mas a gente sabe que tem um obstáculo novo aí, e muito grande, que está tirando o sono de muito estrategista. Com certeza. A inteligência artificial. Sim. Como garantir que essa sequência impecável, seja lida num mundo onde a própria caixa de entrada é controlada por robôs agora? O Google colocou o Gemini para ler os e-mails, né? Apresentadores · 17:35 O que é fascinante aqui é que, desde janeiro de 2026, o Google expandiu massivamente o resumo automático do Gemini pro Gmail. Pois é! Ou seja, a IA tá lendo email antes do ser humano. O robô é a primeira barreira. É, eu fico imaginando, tipo, ter um assistente executivo super rigoroso filtrando as suas mensagens. O cara pega o celular de manhã, tem lá 50 e-mails, e o Gemini já leu, analisou e grudou um post-it amarelo lá no topo do aplicativo, resumindo seu e-mail gigante numa frase só. Apresentadores · 18:07 A imagem do post-it é perfeita. E é por isso que a gente precisa mudar a forma como escreve a primeira linha de qualquer e-mail. Qual seria a regra de ouro para a equipe da Lead Lovers agora na Era do Gemini? São duas regras principais. A primeira, assunto curto. Apresentadores · 18:23 40 caracteres no máximo. Porque é isso que sobrevive na tela do celular sem ser cortado. E coloca o produto ou o número logo no começo. Nada de tentar ser misterioso e escrever uma frase gigante que corta na metade? Exato. E a segunda regra? A resposta, o dado principal, a ISCA, tem que estar logo na primeira frase do corpo do e-mail. Ah, entendi. Porque o resumo do Gem na epuxa da Lina. Sim. Apresentadores · 18:47 Se você começa com aquele testinho de aquecimento genérico, tipo, ah, olá, esperamos que você esteja bem e temos novidades. O Gemi vai ler isso e vai escrever no post-it. A empresa tem novidades. Exatamente. Gera um resumo genérico que ninguém tem vontade de clicar para ler o resto. Você precisa escrever para ir à primeira. A gente está fazendo SEO para a caixa de entrada agora. Basicamente isso. Bom, maravilha. Apresentadores · 19:12 Aí a Leu, o humano abriu porque o post-it foi bom e ele clicou no link lá do Moedor. A jornada foi linda. Mas como que a equipe comprova que todo esse malabarismo virou receita no fim do mês. Como a gente prova que isso não é métrica de vaidade? Aí entra o rastreamento, a trajetória do clique. A gente precisa falar das UTMs e do painel. Apresentadores · 19:32 Vamos destrinchar essa convenção de marcação? Porque isso dá nó na cabeça de muita gente. Vamos lá. A gente usa UTMs nos links. Então tem lá UTM Source, que é a origem e a gente pode colocar newsletter. Correto. Tem o UTM Medium, que seria o meio, que é e-mail. Aí tem o UTM Campaign, a campanha, que identifica qual o e-mail da sequência gerou o clique, tipo a edição 18 ou o e-mail objeção e o tem content que diz se ele clicou no botão verde ou no link de texto. Apresentadores · 20:02 Perfeito! Você mapiou toda a origem, mas o segredo que faz a diferença na hora de ver a receita é que esses parâmetros precisam sobreviver ao formulário da sua página de destino. Sobreviver ao formulário, como assim? Quando o Se o usuário clica e vai para o seu site comprar, se cadastrar, essas UTMs estão na URL. Apresentadores · 20:21 Mas se o formulário do seu site não tiver campos ocultos para capturar essas UTMs e jogar para dentro do CRM? Ah, entendi. O CRM, no caso da própria Lead Lovers. Se ele não gravar essa origem junto com o contato do João... O João vai comprar um moidor, o dinheiro vai entrar e no final do mês você não vai saber que foi o e-mail 3 da sequência que convenceu ele. A informação morre na página. Apresentadores · 20:45 E a equipe de marketing não consegue provar o valor do próprio trabalho. Fica parecendo que a venda foi sorte. Exato. Por isso que, tendo isso rastriado, você monta um painel de oito linhas, que é o que realmente importa. Oito linhas? O que vai nesse painel de receita? Anota aí. Taxa de entrega, para ver se o porteiro deixou entrar. Rejeição e spam, para monitorar a reputação técnica. Apresentadores · 21:09 Descarte. Clique Único, porque a abertura já não é tão confiável com a Apple e o Google pré-carregando imagens. Sim, o clique é o que manda. E o que mais? Conversão, crescimento líquido da base, que é saber se entra mais gente do que sai, e a métrica rainha de todas. Receita por destinatário. Receita por destinatário, assim que a nossa torrefação fictícia percebeu que a estratégia deu certo, né? Porque eles podem olhar e falar, poxa, a gente mandava pra 100 mil pessoas, agora a sequência só manda pra 20 mil, caiu o volume. Apresentadores · 21:41 Porque o volume, mas olhando o receita por destinatário, o lucro aumentou muito. Porque você parou de gastar em vio com quem não quer comprar, parou de sujar sua reputação e está falando com quem está engajado. Trabalha inteligente, né? Tá, e aí, para a gente fechar esse ciclo infinito, a gente fez tudo isso, provou a receita. Mas o que tudo isso significa para o conteúdo ao longo prazo? Apresentadores · 22:02 O e-mail morre na caixa de entrada. Porque seria muito triste escrever tudo isso e amanhã o e-mail desaparecer solterrado. E morreria, porque o e-mail ambiente fechado, o Google não pode vasculhar sua caixa de entrada pessoal e indexar o que eu te mandei. Ainda bem, né? Ainda bem. Mas, pra empresas, isso significa que aquele super conteúdo se perde. Apresentadores · 22:24 A solução pra fazer esse esforço durar pra sempre é publicar uma versão web no seu domínio próprio, um arquivo público. Ah, tipo um blog gerado automaticamente a partir da newsletter. Exato? Com uma URL estável e uma tag canônical, dizendo para os motores de busca que você é o autor original. O relatório da BRIV de janeiro de 2026 prova o valor absurdo disso. Apresentadores · 22:48 O que dizia esse relatório? Que newsletters não são mais só um canalzinho de aviso. Elas são produtos. Eles geraram 19 milhões de dólares em assinaturas pagas dentro da rede deles. E aqui no Brasil, o The News, por exemplo, é a prova viva de que a newsletter é um ativo indexável e super lucrativo. É, o The News é gigante. Então, só pra gente amarrar todos os pontos pra equipe da Lead Lovers que tá ouvindo e vai aplicar esse amanhã. Apresentadores · 23:14 Vamos lá. A nossa missão não é apenas escrever e-mails, é fatiar conteúdos de forma inteligente em 3 a 5 e-mails, segmentar usuário com o campo só no formulário pra evitar o atrito. Sim, um campo só. Autenticar o domínio tecnicamente com a SPF, DKM e de Mark pra fugir do bloqueio na Microsoft no Google. Escrever a primeira frase pensando no Gemini que vai ler antes do usuário. Fundamental hoje. Apresentadores · 23:40 Rastrear cada clique com o TM, jogando isso pro nosso CRM e por fim imortalizar esse envio numa versão web pública. É uma paração fina de ponta a ponta. Resumiu perfeitamente. Para fechar, eu quero deixar uma pulga atrás da orelha de todo mundo aí da Leadlovers. Uma provocação baseada justamente nesse movimento dos agentes de IA lendo e-mails. Adoro, manda a provocação. Apresentadores · 24:05 Pensem o seguinte, se o Google já usa agentes de IA, como Gemini, para resumir e-mails e decidir o que merece a atenção, enquanto tempo nós não estaremos escrevendo nossos e-mails de marketing exclusivamente para que o agente de IA do nosso cliente converse com o nosso próprio agente de IA. Caramba! É, tirando o cérebro humano completamente dessa primeira triagem. Se a leitura automatizada já é o por ter hoje, o futuro do e-mail marketing será convencer máquinas para poder finalmente ter o direito de falar com as pessoas. Convencer a máquina para chegar no humano. Isso é genial e até um pouco assustador, mas é a pura realidade batendo na nossa porta. Apresentadores · 24:48 Pessoal, fiquem com essa reflexão enquanto configuram as campanhas de vocês hoje. Quero muito agradecer por essa emersão incrível, cheia de insights aplicáveis para a gente botar a mão na massa agora mesmo. E eu agradeço o convite, foi um papo excelente. Obrigada por estarem com a gente destrinchando o que realmente funciona. Um abraço para todo mundo da equipe e até a próxima análise profunda. Valeu!